<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445</id><updated>2012-02-19T17:21:17.773Z</updated><title type='text'>The Theory of Everything</title><subtitle type='html'>O Tudo nas sombras... a teoria na formalidade... a teoria do Tudo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>145</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-5843708858839181644</id><published>2010-01-16T14:52:00.002Z</published><updated>2010-01-29T14:26:16.412Z</updated><title type='text'>This blog moved to: /Este blog mudou para:</title><content type='html'>This blog moved to www.pedromrj.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog mudou para: www.pedromrj.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-5843708858839181644?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/5843708858839181644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=5843708858839181644&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5843708858839181644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5843708858839181644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2010/01/this-blog-moved-to-este-blog-mudou-para.html' title='This blog moved to: /Este blog mudou para:'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-4213627639674354725</id><published>2009-12-01T17:21:00.005Z</published><updated>2009-12-01T17:25:54.277Z</updated><title type='text'>Não uma Teoria, Sim alguém de Verdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SxVRd_H3SlI/AAAAAAAAAig/_FmQWR2H0Mk/s1600/orange-coloured-car.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410320102957992530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SxVRd_H3SlI/AAAAAAAAAig/_FmQWR2H0Mk/s400/orange-coloured-car.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num sítio por acaso vi uma pessoa desconhecida a dançar um movimento de ombros parecido ao estilo popping &amp;amp; locking, com um retoque feminino. Mesmo de casaco fazia lembrar esse género de dança. Eu não conheço bem a pessoa. Pouco mais do que vista e do que me contam sobre ela. Vejo que tem cabelos ruivos longos, brilhantes, da mesma cor que Rachel Ripani, a que desempenhou a “Tatiana” da novela brasileira “Caras e Bocas”, mas mais brilhantes ainda, muito mais longos, muito mais orientais, mais diva ainda... Pele clara. Não é muito alta. Mas tanto quanto sei parece ter uma personalidade e tanto. Carisma.&lt;br /&gt;Outro dia a um amigo chamei-lhe a força M, agora a esta personalidade chamar-lhe-ei a pessoa T. T de espantosa. Pelo que sei ser verdade, tem 17 anos e anda no segundo ano de Universidade. Uma pessoa que aprende a viver com as responsabilidades vindas com a idade antes do tempo. Digamos que isso é uma virtude e uma raridade. Pelo que decidi compartilhar esta imagem que criei dessa individualidade. Parece que gosta de ouvir as pessoas. Mal ou bem. Parece algo normal. Mas tem paciência inata e humilde. Autêntica.&lt;br /&gt;Do que gosta ao certo não sei. Mas sei que de coisas variadíssimas… Gosta do espírito académico. É normal. Gosta de jogar cartas. Mas não sabe o mundo de jogadas fraude e de jogadas manhosas ou apostas a dinheiro. É um passatempo. Que muitos conhecem. Gosta de festejar aniversários em bolinhos pequeninos a amigas próximas. Pelo que vi. Foi tudo o que vi. Tudo o que conheci. O pouco que conheci. Mas o suficiente para saber que é uma presença importante na sociedade. Uma pessoa importante para o mundo. Não pelas cartas. Não por tudo. Mas pelo coração verdadeiro. Não é uma pilha artificial cardíaca que trabalha por obrigação e é feita para isso! Nasceu assim. É natural. E sente-se o seu bater à distância, como uma presença sobrenatural. É um coração que se espalha pela ramificação de artérias e de capilares por toda a rede purpúrea humana, escusado será dizer que é “moche e extravaganza”. Um impulso electromagnético que impele sorrisos eléctricos. Amizades incandescentes, gentes e gentes!&lt;br /&gt;Há filmes baseados em vidas reais sem tanto impacto. Mas que opinião conta a minha? O que me interessa não é lisonjear a pessoa mas dar o seu exemplo para o mundo. Viver uma vida feliz e despreocupada, humilde e imaculável, livre e ondas, danças e estudos, competência e serenidade, stress e calma, altos e a aceitar os baixos, perceber o bem e o mal, aconselhar bem e bem, no bom sentido e no bom sentido, advertir e não censurar, dando espaço às escolhas de toda a gente, respeitando.&lt;br /&gt;A pessoa T bem o sabe melhor que eu porque não a conheço, mas é daquelas pessoas lindas dos dois lados da virtude, por fora e por dentro, falando ou caladas, que se sente a sua vibe à distância, como sabermos que a Lua e o Sol existem sem nunca lhe termos tocado, como percebermos que há mais leis que regem o Universo do que as que conhecemos, que Jimi Hendrix espalhou a sua alma por Woodstock e fez chama sem termos sido daquele tempo e só vendo a amostra dos vídeos. E por mais estranho que pareça a pessoa T tem ídolos, o que revela não ter egoísmo e reconhecer o valor de todas as pessoas! E como disse tudo é verdadeiro nela. Como a cor dos seus cabelos. A benevolência das suas atitudes. E a tal importância do inédito nela descrevo tanto quanto sei dela. A originalidade no mundo conta, muita mais quando podemos descrevê-la com um T, um T que nos diz que no fundo a descrevo porque queria ser assim, verdadeiro, honesto, um extraordinário T de ‘The Truth’, a palavra tão mundialmente célebre, que se aplica na lógica, na matemática, na filosofia, na pragmática, em teorias da evolução, na religião, na teoria da coerência, na teoria da correspondência, na semântica e particularmente nas relações sociais e humanas! A essência que rege o mundo e dá esperança, e de nome “pessoa T”, a pessoa que vemos nos filmes, nos romances, que rege o discurso durante séculos, que é proclamada por todos os políticos, que tanta gente procura e se redime a religiões e organizações idealistas, e que veio encarnar nesta geração, e eu já vi essa pessoa, e é o meu novo exemplo, aquele que procuro seguir e que me custa tanto por ser tão difícil. A pessoa T de Coimbra provisoriamente… Não só uma palavra, não só um conceito, não só um ideal, não só uma personalidade, não uma história, não uma frase, não só uma expressão, não é fé nem uma utopia, não uma ilusão nem uma aparência! Mas sim uma grande PESSOA! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-4213627639674354725?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/4213627639674354725/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=4213627639674354725&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4213627639674354725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4213627639674354725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2009/12/nao-uma-teoria-sim-alguem-de-verdade.html' title='Não uma Teoria, Sim alguém de Verdade'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SxVRd_H3SlI/AAAAAAAAAig/_FmQWR2H0Mk/s72-c/orange-coloured-car.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-3644867685727775243</id><published>2009-11-27T23:05:00.008Z</published><updated>2009-11-27T23:45:01.186Z</updated><title type='text'>Force M - M Theory - Human M - M person - My Friend</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SxBf5uEh23I/AAAAAAAAAiY/FkuxViEieoo/s1600/spiritofman.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 332px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SxBf5uEh23I/AAAAAAAAAiY/FkuxViEieoo/s400/spiritofman.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408928597696174962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt; 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Esqueço-me dos tempos e vou apagando da memória o passado. Mas não o esqueci. Esse amigo, a força M, uma pessoa minha amiga. Ele era o que se chamava de uma pessoa muito muito especial, quem o via nunca imaginaria a pessoa que estava por trás dele. Uma sombra colossal, as trevas dispersas por todo o Mundo. Tanta história porque já passou. Já tinha vivido a sua cota, e ali estava perante toda a gente como uma pessoa pacata, sem grandes intenções, aparentemente sem vícios. Inteligente, astuto. Por trás dele estava alguém que tinha entranhado nas linhas ferroviárias humanas Júlia, tão aguçada como a Julia dos Beatles mas em sentidos diferentes. Executava-o depois de entrelaçar o seu espírito químico com o ser oposto, que conhecia pontualmente e com quem se dava pontualmente, ali debruçado no chão, com uma perna um pouco à frente e outra em cima dessa chegada um pouco atrás, e um dos tentáculos estendidos, como um polvo de um só braço, o braço que ali deixava o prazer invádi-lo da maneira mais rápida imaginável, de uma forma completamente exagerada, e lá o coração batia de uma forma tão veloz e lá o resto do corpo anestesiado pela pureza Colombiana, principalmente o pau. O mundo parava, uma sensação de alerta, vigília, seguido de uma confiança em si nunca vista, uma arrogância natural, atenuando sempre até que venha a fluência linguística, sem cansaço, com alguns picos de um estar diferente, não tão bom, a perspicácia de experimentar constantemente de passagem… Por trás dele ele tinha feito algo que poucos fazem, trespassado num dos seus ramos o fenómeno de Hoffman, sentindo quase espontaneamente e em grande intensidade os efeitos vindos da quarta dimensão oculta ao nosso intelecto de uma forma explícita que Einstein estava certo quando fumava do seu cachimbo e dizia teorias, sem perceber sequer equações às derivadas parciais e postulados, os seus olhos faziam logo ‘blim’, ampliando consoante a sua visão do espaço se tornava gelatina, e brincava assim numa sala cheia de espelhos (isto visto numa postura normal) e luzes, candeeiros, esboços e ali era possível passar 10 horas perdido no seu autoconhecimento. Era uma experiência radicalmente apartada de tudo. Por trás dele, o seu autoconhecimento e habituação dominados, o total conhecimento dos seus limites, a sua experiência, a sua simbiose com a sabedoria da idade. Ele conhecia bem o término da toxicidade da Amanita Muscaria, quanto chapéu poderia comer. Ele que ultrapassou o termo humanamente praticável de deslizar pelas “veias da sua alma” o suco de 50 bagos de atropa belladonna que renasce em cada Verão e que a melhor colheita é ao fim da tarde, ao pôr do Sol. Ele que bebeu o mítico chá de datura stramonium e não enlouqueceu, que bem sabe ele muitos fenecerem por isso porque não sentem logo a chama virtual de ilusões realistas, únicas em todo o mundo químico. Ele que conhecia o PCP muito melhor do que nós conhecemos qualquer partido político. E ele que esperimentou especial K quase tantas vezes como comemos esses cereias para regular as fibras no nosso organismo, a máquina mais complexa entre nós. Ele que dizia que se fosse na Índia não seríamos ‘freaks’ e que já teve muitos efeitos residuais e persistentes sem se aventurar no mundo dos psicotrópicos. Ele que estava com os amigos para almoçar num restaurante enquanto deleitavam-se com uma “love lotion” e que sentiam uma harmonia e conviviam em plena tarde, numa histeria já apagada com a rotina, e que saíam sem pagar a conta nem compreender o que o empregado ou o dono do restaurante gritava para eles. Ele que vinha num automóvel com a namorada que perdera sem culpa mas pela culpa de ambos e que começou a ver só quadrados e triângulos e pigmentações  e rastos após ter engolido em seco fungos dos Maias. Ele que prendia o cão e o cão lhe sumia numa fragmentada unidade de tempo. Ele que sabia mexer as peças sobre o tabuleiro xadrez. Ele que jogava bem a sueca. Ele que tinha traquejado adrenocroma, a adrenalina deformada no extremo. Ele que sabia bem o que era mescalina, que o México não ficava longe nem o peyote, o cacto que desceu dos céus e deu seiva de planta. Ele que o ópio era esfumado como os japoneses sempre souberam fazer. Ele que sabia que a rainha do topo da cadeia era suportável e que não era um poço para si, pelo veneno que já cicatrizava o seu fígado. Que sabia o que eram um speed e um drunfo. Um barbitúrico e a sensação de nadar em epinefrina directamente no coração. Ele que um sujeito em Fátima o havia hipnotizado e conduzido a Cascais e lhe dera umas gotas numa nova viagem totalmente diferente e controlada. Ele que viera da Alemanha até à França sem bilhete de comboio e com um saco de leite em pó impulsionante e fora expulso do trem. Ele que fazia car-jacking e assapava em subidas deixando o carro voar nas descidas a toda a velocidade e perdendo o controlo até se amolgar até ficar compilado. Ele que trazia dos Países Baixos feitiços isolados “no oculto” suplicados para pessoas próximas, feiticiaria dos melhores laboratórios e plantio.&lt;br /&gt;  Ele era um que já vira o Delírio em Las Vegas, o seu mundo amassado em casinos, em copos e álcool, em hóteis. E vira também a prisão por danos públicos. Ele que ninguém imagina o segredo escondido nas suas costas vistas por muito poucos e mantido em segredo. Só eu o sabia. E por isso a força M será mantida sempre em sigilo e ninguém imaginará quem é, mas este texto é feito em seu nome. Ele que várias companheiras o apanharam a pratear as artérias. Ele cuja família o ignora e o esquece. Ele que praticava cyberwar e envia e-mails a celebridas, como o Bush e certos líderes políticos e entidades corporativas e observava o mundo mudar da forma que quis, e recebia respostas vexadas. Ele que tinha aberto espaços na sua mente que ninguém consegue imaginar e que tornara um pouco de um filme em que um cientista serve de cobaia e se isola num laboratório com todo o tipo de psicadélicos e desmembra poderes da mente inexplicáveis. A força M que acreditava em mundos paralelos, que acreditava na reencarnação até que atingissemos as respostas à existência. Que sorria por transformar-me num dos seus segredos. Que tinha sempre a mesma postura, que andava sempre no mesmo jeito, de forma mecânica, numa tranquilidade inantigível, um género de Nirvana. Um descendente de Svayambhuva. Ele que tinha eczemas como eu, do mesmo jeito por razões quase iguais. Que desistira de tudo e fora viver nas ruas e perdera todo o dinheiro, e dormira em casas abandonadas, que no fundo não esquecia o Alemão e o cérebro embora alteradas as sinapses e sofrido as consequências do abuso continuava a aguentar. Que mantinha a sua cultura. Que sabia muito bem o que as publicidades significavam. O que era já ter vivido tudo e agora reduzir-se a um ser que percebera muito para além do que o seu curso de economia lhe tinha proporcionado. Um curso que não tinha tido equivalência em Portugal.&lt;br /&gt;Alguém que a história vale muito ser contada, porque tal como na Janela Secreta, “no one will ever know”. Alguém que já não vejo há muito tempo. E que prometi voltar a revê-lo. Porque era o meu mestre. Alguém que a amizade constituía mais que ceder um cigarro sem significado. Alguém perdido num dos labirintos que a mente paranormal do Matt Parkman dos Heroes concebe.&lt;br /&gt;Alguém que me ensinou sobre a vida e sobre a não vida. Que me deu a conhecer para lá do potencial e que me fez ver quando acaba o Homem e começa a Máquina. A suprema inteligência. De que falávamos. Alguém que vivia num mundo cheio de ilusões, delírios, distorções, ensinou-me por mais que fosse dentro havia sempre um ponto com a realidade, uma forma de distinguir o que conhecia e caminhar entre as duas. Alguém que me ajudou a conceber um plano. Alguém que sabia o que eram os The Poppers. Alguém que fumava um cigarro tão rápido e sem desconcertar as anilhas de chumbo do papel branco e me matrizou o vício. Alguém que me desvendou a imbecilidade da Mary Jane, a rapariga chata desinteressante, que ibinia a abertura da consciência.&lt;br /&gt;E com o tempo vou esquecê-lo e ninguém o terá conhecido. Terá descoberto em tal parede sem fundo a força M. E nisto se percebe que tudo é criação do Homem e nenhuma essência tem significado próprio, e é inútil haver tabus e proibições. Porque nunca ninguém experimentou a verdadeira liberdade. Que vai sendo conseguida em módulos. Por isso a toda a teoria do autómato celular e da tendência ao equilíbrio e ao desenvolvimento e a toda a complexidade do Universo vou sempre vê-la como força M, não de coisa, mas nome de gente, e só uma pessoa tem a marca, não é como a passagem da bíblia. E essa pessoa é o meu amigo que reverencio. Embora as minhas palavras de nada valham. Não tenham a força M, porque é só algo conhecido e para conhecer é muito difícil de entrar. E depois de lá estar é mais fácil perder-se do que chegar ao autocontrolo pedido aguçadamente no karaté ou no kung fu, ou em Tai Chi Chuan, ou a técnica do Krav Maga, ou a violência do Muay Thai, ou a espiritualidade dos mosteiros Budistas da Tailândia.&lt;br /&gt; A força M. Ele. O filho de Svayambhuva. O último império. O Magno. Um Mártir. O Novo Movimento. O M. O Meu amigo. My Master. The Masterpiece. &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-3644867685727775243?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/3644867685727775243/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=3644867685727775243&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/3644867685727775243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/3644867685727775243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2009/11/force-m-m-theory-human-m-m-person-my.html' title='Force M - M Theory - Human M - M person - My Friend'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SxBf5uEh23I/AAAAAAAAAiY/FkuxViEieoo/s72-c/spiritofman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-5727663791916466174</id><published>2009-09-17T21:33:00.001+01:00</published><updated>2009-11-08T20:45:31.970Z</updated><title type='text'>A Universidade de Coimbra</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SrKdwWUxnGI/AAAAAAAAAhw/8F4CbWIXLcw/s1600-h/Universidade+de+Coimbra.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382537958613163106" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SrKdwWUxnGI/AAAAAAAAAhw/8F4CbWIXLcw/s400/Universidade+de+Coimbra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saídas à noite, vida boémia, melhor que a droga. Miúdas por todo o lado, mulheres, raparigas, vestidos a aluir à graça do vento, calçada, descidas e subidas, bares e discotecas, estudantes, jovens, de capa e batina, pretos com insígnias, sapatos, bebida, shots, cocktails, long drinks, uma atrás do outro, risadas, sorrisos, graças, conversas de café, conversas da noite, de saídas nocturnas, de praxe, a vida da rambóia de Coimbra.&lt;br /&gt;Os senhores doutores que desejam cantar noite dentro, músicas de tradição, de participar em festas e praxar caloiros, a História da cidade, ‘flashbacks’ dos antigos estudantes, já enterrados em cemitérios perdidos pelo mundo, escritos em livros da Grande História, enunciados em feitos da cidade, em monumentos, em manuais escolares, no hino nacional, os heróis da pátria, os heróis da bebedeira também.&lt;br /&gt;Os senhores doutores que jogam matraquilhos e ‘cricket’, que dançam nas pistas e fumam tabaco e brocas, que caminham em grupos, que encaminham os caloiros, que dão as boas vindas de uma maneira diferente. As senhoras doutoras que gritam e ordenam, as vozes da guerra. Todos numa panóplia de diversão e estudo, livros e letras, números e equações, computadores e aparelhos electrónicos, finos e traçados, zebras e corvos, bailes e bailado, a descrição da amizade em fogo, do amor pelo espírito académico, pelo costume.&lt;br /&gt;E no meio daquela agitação, alguém estático observa, vê tudo a passar a um milhão à hora, rastos de solas desgastas, de panos amarrotados, permanece sentado em frente a D.Dinis, vê futuros a percorrer a calçada e a praça, sente-se agarrado a um mundo novo, um boi em frente a um palácio, um cão em frente à Igreja. Desconhece a cidade e as pessoas e de algum modo sente-se em casa, que é pertença daquele giro, daquele caos em ordem, daquela desarrumação numa biblioteca de milhões de livros, a biblioteca da humanidade. Vive os sorrisos e as conversas que lhe parecem reais à vista, as conversas dos veteranos, dalguns veteranos, dos mais novatos, dos da hierarquia.&lt;br /&gt;E fica ali, para sempre, a enraizar na terra, a agarrar-se ao solo, à dança dos sete ventos, ele é um lírio no meio das batinas, os cinco elementos entre as dez dimensões que o Universo tem, um novo estudante na cidade que em breve se integrará, ou pelo menos para lá se mudará, que escolheu lá e lá ficará…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-5727663791916466174?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/5727663791916466174/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=5727663791916466174&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5727663791916466174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5727663791916466174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2009/09/universidade-de-coimbra.html' title='A Universidade de Coimbra'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SrKdwWUxnGI/AAAAAAAAAhw/8F4CbWIXLcw/s72-c/Universidade+de+Coimbra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-1829458954494627992</id><published>2009-09-09T15:19:00.006+01:00</published><updated>2009-09-10T09:21:50.405+01:00</updated><title type='text'>Para a Elsa Oliveira de "far far away"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/Sqe8HYuyntI/AAAAAAAAAho/Zs2NjFdsTG4/s1600-h/a.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 95px; DISPLAY: block; HEIGHT: 94px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379475115001159378" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/Sqe8HYuyntI/AAAAAAAAAho/Zs2NjFdsTG4/s400/a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Há muitos anos atrás, no império “far far away’’, onde a noite empurra o dia e o encosta a uma vedação de arame farpado, vivia uma pessoa deste Presente, de França agora, uma vida passada de alguém deste planeta. Alguém que gosta da noite e de dançar, dançar, de se dar bem com as pessoas, de amizades, de seguir coreografia sem seriação, de dança em grupo, danças de roda, de dançar um Àse Yoruba moderno vestida de casaco de pele, algo místico com afinidade ao sobrenatural!&lt;br /&gt;A Elsa que vive agora em França e na outra encarnação viveu no império “far far away”, a Elsa que se interpõe em linhas e pistas de dança, que gosta de dançar e de efeitos de luz, holofotes de 4000 Watts coloridos que rodam acima e abaixo, que gosta da névoa gerada pelas máquinas de fumo, de mediar a vida nas férias com a lembrança do emprego que tanto gosta e ambiciona ascender. A Elsa que não conheço e que não me importa saber da vida, a Elsa que não é nada parecida com o que disse, mas que gosta de ritmos, “Don’t Upset the Rhythm”, “Don’t you dare”, não lhe vou tirar ritmo nem música na sua maneira de ser e fazer vibrar as cores como os candeeiros que pasce ver juntos a bandas que já não gosta tanto. E vivia num império no passado, noutra galáxia que é igual a Paris agora, uma galáxia que era só sobre Paris, porque no fundo toda a música sobre ela é texto, texto que se remete simplesmente à Elsa do presente, porque o presente é que importa e o futuro… para quê dizer ou querer saber se na maior parte do tempo dançamos ao sabor do momento?&lt;br /&gt;Até mais “far far away”, vou ter saudades, porque quem deste país parte, parte para longe, mas fica sempre perto, na alma…&lt;br /&gt;Até já Elsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-1829458954494627992?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/1829458954494627992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=1829458954494627992&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/1829458954494627992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/1829458954494627992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2009/09/para-elsa-oliveira-de-far-far-away.html' title='Para a Elsa Oliveira de &quot;far far away&quot;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/Sqe8HYuyntI/AAAAAAAAAho/Zs2NjFdsTG4/s72-c/a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-7554697884317341864</id><published>2009-08-28T14:17:00.002+01:00</published><updated>2009-08-30T13:13:21.012+01:00</updated><title type='text'>Na linha branca - como se houvesse mesmo uma</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/Spfgf_Zhl9I/AAAAAAAAAhY/RrKByAa4MUc/s1600-h/White%2520light%2520tunnel.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 337px; DISPLAY: block; HEIGHT: 292px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375011520489035730" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/Spfgf_Zhl9I/AAAAAAAAAhY/RrKByAa4MUc/s400/White%2520light%2520tunnel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há muito tempo atrás, numa pista de dança, PJ adjudicado entrelaça as pernas e pulsa ao sabor da música, impelido pelo melhor estimulante do mundo, a senhora Branca, tinha na mente a frase do cheiro, daquele fragor tão potente, capaz de o fazer falar a uma velocidade do turbilhão da mente em hora de ponta, quando tudo flui como um rio que serpenteia, dizia: - Eu agora já não preciso de pastilhas, tenho travões de disco.&lt;br /&gt;E lá continuava a rodopiar, sem transpirar, sem se estafar ou fartar. De sapatilhas Rip Curl, a modus que imitação de Vans, experimentava a gulosa, embora não lhe desse para tanto tempo, casa de banho, mais um traço, no chão de azulejo reluzente, brevemente debaixo da ‘’bola de cristal’’, no ritmo da melodiosa narração da Cinderela, deixando o sapatinho da Rip sem Curl, para a princesa apanhar, mas a princesa ia-se a ver era uma senhora, era branca como a neve, crispada como sal, inalada como um aspirador em linha recta, em cima de uma mesa, de cano somente. Eram os dentes a estalar como as paredes arcaicas de estradas de betão. O aspecto de pálido, de vampiro, o sugador nocturno que escarnece e estira as costelas com a luz do dia, quando a festa acaba, o drácula que se ausenta num caixão, encerrado, selado, com velas a proteger.&lt;br /&gt;Kiza, a correr pelas veias, vinda das narinas, e os outros a darem no pó, para quê? Quando podem ter uma vida clara, a deslizar pé após pé sem amanhã. Só com noite. Só com… mas o efeito estava a acabar, o caminho para a casa-de-banho muito longo, a estender-se, a ânsia da sobriedade novamente a aparecer, e só tinham passado uma hora e vinte da última fragrância inalada, o pó estava perto, haviam moonrocks por aí, outros até se atreviam a brotar numa de speedball, mas em outros dias, não numa saída, não fora de casa. E as moonrocks tão perto, no entanto tinha de saltar a rede e passar para a praça de lá, para lá da linha branca, chegar ao topo da colina, com o cavalo e ser protegido pela Santa Nossa Senhora já nada branca, bem castanha, como a vez que na Nazaré alguém protegeu o caçador.&lt;br /&gt;Mas o muro aumentava, aquilo seria uma perda enorme na network neuronal, era má onda bailar com aquele pessoal das rochas da lua, e assim prevalecia a linhagem ebúrnea, nada de ‘cocktails’, eram muito pesados para a hora e não havia tomates para isso, logo teria de ser de frutinha, que dá vigor, energia, vitalidade, força, pica, e muita dopamina e noradrenalina para os nossos cinzentos bailarem rebarbados de quererem mais e mais e mais e sentirem cada vez menos.&lt;br /&gt;Acabou a música, fechou-se a pista de dança, até ‘amanhã’. Logo à noite.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-7554697884317341864?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/7554697884317341864/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=7554697884317341864&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7554697884317341864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7554697884317341864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2009/08/na-linha-branca-como-se-houvesse-mesmo.html' title='Na linha branca - como se houvesse mesmo uma'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/Spfgf_Zhl9I/AAAAAAAAAhY/RrKByAa4MUc/s72-c/White%2520light%2520tunnel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-6884954377398340978</id><published>2009-06-12T01:21:00.003+01:00</published><updated>2009-06-12T01:22:46.443+01:00</updated><title type='text'>Para a Lénia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SjGf0TApBPI/AAAAAAAAAhQ/krqtqk4M-oA/s1600-h/3d-colors.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346229953470465266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SjGf0TApBPI/AAAAAAAAAhQ/krqtqk4M-oA/s400/3d-colors.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Porque adoras sorrir ao mundo, brilhar para as pessoas. Porque escolheste um bom caminho.&lt;br /&gt;Alguém que gosta de judiar e alegrar as pessoas, à estilo de neo-hippie. Porque é livre e і∏ e ninguém lhe tira essa afinidade com o imaginário e o real transcendente. Porque está nos meus sonhos e vive nas nuvens, voa como os anjos e aparece em obras de arte do Renascimento. Porque é uma outra maneira de viver e ver a vida.&lt;br /&gt;Quem não gosta dela? Quem não gosta de algodão doce? Quando acorda pela manhã devem as janelas e o mundo acordar, é o céu azul e a tempestade nos trópicos, é o brincar, vibrar, dançar, e eu vi alguém que não irei esquecer, não sei quando a conheci, não sei quando a conhecerei, mas é o mistério que reside na fé de conhecer um princípio que passa para além dos nossos limites, demove e comove as pessoas, como disse transcende como o Pi, e é iPi.&lt;br /&gt;Se não é parece. O que tem de eu errar? Nem sempre faço o melhor da melhor maneira. Mas é bom dizer as verdades e ver a casa do campo respirar do ar vindo dos pulmões da Terra, as árvores.&lt;br /&gt;Quando me aproximo dela sei que tenho sorte, que sou sortudo, mas não páro de pensar que o que se pode fazer é por alguém.&lt;br /&gt;Lénia, meu bem.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-6884954377398340978?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/6884954377398340978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=6884954377398340978&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/6884954377398340978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/6884954377398340978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2009/06/para-lenia.html' title='Para a Lénia'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SjGf0TApBPI/AAAAAAAAAhQ/krqtqk4M-oA/s72-c/3d-colors.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-2365539543620649442</id><published>2009-06-05T13:53:00.003+01:00</published><updated>2009-06-05T13:58:30.380+01:00</updated><title type='text'>Brahma</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SikVv5iZbTI/AAAAAAAAAhI/c0HvbOUJDfA/s1600-h/1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343826345494932786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 368px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SikVv5iZbTI/AAAAAAAAAhI/c0HvbOUJDfA/s400/1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Lembro-me de um colega perguntar o que é que eu via nos ácidos. Ia o carro a descer uma ladeira em cima de uma estrada. Eu contrapus na minha solidão frígida e murcha, vês todo o passado e futuro do Universo, como se o Tempo fosse só um, como se as víboras tivessem infinitos olhos e fossem seres capazes de desdobrar a temporalidade através da previdência social e espacial.&lt;br /&gt;Um dia conjecturei o Universo e estava em ácidos, na maior aberração do LSD, via o mundo a respirar, filas indianas de seres microscópicos a rebolarem no chão, heras que se juntavam e afastavam, brilhantes, multicoloridas, vi a luz dos candeeiros a engrossar como se fosse um foco, um cone de fótons. – O carro balbuciou ao meu amigo meter a quarta. – Vi músicas e murmúrios do passado, era como se estivesse a ver a mãe natureza e ela decidisse agarrar-me com a sua mão hedionda e acariciar-me com as flores que nasciam na palma da sua mão sem espinhos. Vi os placares da publicidade a encadearem ramos espectrais, de ‘todas as cores’, vi os meus pensamentos e as letras a dançarem, na mesma dança que Brahma fez nos sete ventos ao criar o Universo e a entregar-se por ele, dissipando-se no total delírio, alucinogénico. – Agora íamos numa subida e os meus amigos não acreditavam que era possível ver isso tudo, revoltei-me ainda satirizado pelo efeitos dos cones (LSD), o estado psicótico que é difícil de atingir ao longo da vida, mas que quando se morre decerto se atinge, aquela luz ao fundo do túnel que muitos acreditam ser dominada por alguma força superior, ou uma entidade divina, em que se viria aquele mundo de animações perfeitas, de música inexplicável, em que os sons se vêem e as imagens se escutam.&lt;br /&gt;O carro parou, chegaram para me entregar em casa. Terminação do texto. O carro arrancou sem mim. Fiquei só. Vi o chão a movimentar-se, pareciam indícios daquela dimensão a regressarem para me acariciar, o chão a estilhar-se de encadeamento, numa clarabóia que parecia transformá-lo em plasticina, era eu e a minha solidão, revivendo doces momentos. Inusitados.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-2365539543620649442?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/2365539543620649442/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=2365539543620649442&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2365539543620649442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2365539543620649442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2009/06/brahma.html' title='Brahma'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SikVv5iZbTI/AAAAAAAAAhI/c0HvbOUJDfA/s72-c/1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-5601882874534952785</id><published>2009-05-28T22:48:00.004+01:00</published><updated>2009-05-28T22:58:18.083+01:00</updated><title type='text'>A Joana Norberto - Última Edição</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/Sh8HcBJSdPI/AAAAAAAAAhA/4gfOjRiSFgA/s1600-h/indian-ocean-honeymoons_honeymoons_top_613_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340995861009822962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/Sh8HcBJSdPI/AAAAAAAAAhA/4gfOjRiSFgA/s400/indian-ocean-honeymoons_honeymoons_top_613_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aprimorando a vida de alguém especial. Nestas frases que desdobram linhas firma-se a bela descrição de Joana.&lt;br /&gt;Joana Norberto.&lt;br /&gt;Entrada no diário número 101 – O terceiro satélite a contar do Sol parece fechar em si uma névoa de males, entrenhando-se em ciladas firmes como aço. No meio de tanta gente numa cidade como Lisboa, fica na Margem Sul e aproveita a beleza da bondade de alguém, de nome Norberto, Joana.&lt;br /&gt;Entrada no diário número 202 – Vi-me a mover nas calçadas deste pântano citadino e confirmei o meu maior medo, respirar este ar cheio de impurezas, desde substâncias equiparáveis ao Urânio e ao Plutónio, acabara de saber que a presença de alguém podia derramar esta poeira infinda como um escudo ultra-tecnológico, essa pessoa era Joana, Joana Norberto.&lt;br /&gt;Entrada no diário número 303 – Deu-me a conhecer um jovem Filipe com o intuito de encaminhar alguém numa nova vida e se pensas que não é ajudar há um terrível engano, mas é ajudar e é assim alguém bom que o planeta inteiro deve respeitar.&lt;br /&gt;Entrada no diário número 606+6 – Nota número um: omiti muito o que haveria de dizer, mas ela permanecerá sempre um mistério para mim.&lt;br /&gt;Rodeado por escória pensaria na sua essência e meramente deglutiria tudo o pudor que estivesse nas redondezas, o mundo faria sentir-se se não houvesse aquela guerra fria, mas agora apareceu uma arma nova, Joana Norberto, que findou com a complementação do Cosmos.&lt;br /&gt;O oceano respira levemente, o areal parece calmo, Costa da Caparica além. O Túnel para o outro lado, para outra dimensão, para o paraíso, é lá que alguém passa o Verão.&lt;br /&gt;Joana Norberto, sabemos que estás aí - Última entrada do diário. Calma, não quero que as folhas se amachuquem, o Verão em breve chegará e não vento que arranque o que aqui se diz por palavras...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-5601882874534952785?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/5601882874534952785/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=5601882874534952785&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5601882874534952785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5601882874534952785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2009/05/joana-norberto-ultima-edicao.html' title='A Joana Norberto - Última Edição'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/Sh8HcBJSdPI/AAAAAAAAAhA/4gfOjRiSFgA/s72-c/indian-ocean-honeymoons_honeymoons_top_613_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-8866759482897934670</id><published>2009-02-20T00:13:00.003Z</published><updated>2009-02-20T17:41:38.979Z</updated><title type='text'>O Cigarrudo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SZ32r3aWTBI/AAAAAAAAAg4/ThJl56rJidk/s1600-h/Cigarr1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304667169581583378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SZ32r3aWTBI/AAAAAAAAAg4/ThJl56rJidk/s400/Cigarr1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reles fedelho sai daí. – Dizia o cigarrudo de cigarro nas trombas para uma criança educada e de boas famílias na estação de comboios, mesmo ao lado da linha ferroviária. Dizia ele tão apressadamente que me esqueci do travessão primeiro posto como deve ser, de alta categoria, daqueles postos que ganham fortunas ao fim do mês. Que deixam de rastos a boca mais aberta de ver tal notícia da TV.&lt;br /&gt;Porém o puré com batatas fritas aqui é o cigarrudo e não os altos comissários de ordenado ‘fatiudo’. Um homem de casaca de lã, calças a modos que ‘rasgadíssas’, trabalhador não comunista, – voto sim, mas não ‘com partilha’ – embora toda a gente da CP bem soubesse que era ou PS ou PSD, tendo como ponto de vista a Esquerda nos dias de bebedeira de cerveja, e a Direira com bebedeira de vinho, traçado a traçado lá ia um comboio de tinto, nesses dias, como a gente da CP também sabe e certamente absolutamente bem.&lt;br /&gt;O cigarrudo, velho rabujento, moço dizia para muitos do café do Jacinto Albuquerque, moças dizia querer muitas nas festas javardolas da terrinha, capaz de engatar o boi à carroça, aldeão de forças e tracções que deixavam moça e vestígio em toda a peça de artesanato quando às patadas ao se enervar borracho e aos trambolhões quando o vento assim o ajudava, estava a chegar pela manhã ao cais 1, da estação com a sua casaca de lã, revestida por um colete fluorescente próprio daquela empresa do apitó-comboio, dizia a meio que com um tom solene e refinado – Reles fedelho sai daí. – «E agora noutro tempo fez-me escrever um momento só com dois sinais ortográficos». Lá ia ele a varrer o «cais 1, cais 2, cais 3, cais 4», com a sua velocidade que o comparava a uma lança, numa «bubadeira» de enfiar o caroço ao cão.&lt;br /&gt;Todos em torno sabiam que era um empregado assíduo da C.P. e do tintol ou cerveja se socialmente, à Esquerda. De bochechas rosadas como eu mas por outros motivos, barba calva e rija, que me faz lembrar o meu amigo Rijo, com grande estilo, solenemente dizendo – Reles fedelho sai daí. Reles fodê-lo sai daí – à criança solidão, sempre educada, que mesmo naqueles andarilhos, com tanta gente conhecida de vista se fazia comparecer, de tão boas famílias e que abrange tanta gentalha daqui e dali nem sabem as gentes dizer,’num momento não era ninguém depois apareceram tantos’, dizia ele a remoer qualquer passado enquanto varria, a sucumbir aos deambulos dispersados.&lt;br /&gt;E ali estava a história do cigarrudo que fumava com uma grande ‘bubadeira’ às costas, agarrada como um chimpanzé, e aqui está a explicação de uso de travessão e depois não, a causa: “a solidão, pois então, reles fedelho sai daí” – Dizia ele ‘cus’ copos, roendo nozes, o cigarrudo, de cigarro, na C.P., bem por aí, ali e acolá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-8866759482897934670?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/8866759482897934670/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=8866759482897934670&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/8866759482897934670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/8866759482897934670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2009/02/o-cigarrudo.html' title='O Cigarrudo'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SZ32r3aWTBI/AAAAAAAAAg4/ThJl56rJidk/s72-c/Cigarr1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-7441920740669892263</id><published>2009-02-16T20:24:00.004Z</published><updated>2009-05-28T23:03:09.629+01:00</updated><title type='text'>PJ Sozinho na Luz</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SZnL8MoQSLI/AAAAAAAAAgw/5W11wjKeyPE/s1600-h/1214039089_2512e4f92c.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303494271248124082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 313px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SZnL8MoQSLI/AAAAAAAAAgw/5W11wjKeyPE/s400/1214039089_2512e4f92c.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;PJ ia perdido na turbulência aérea dos fumos sagrados até ao Bairro. Andando, caminhando, andando, passo a passo, sem que o compasso temporal parasse. Entre bocas dizia mentiras piedosas. Era a lástima da sagrada Lisboa, desviando-se da Catedral Académica, o Técnico. Borrifava o chão com as suas sapatilhas Rip Curl, abismado pelas parentais coincidências que divisava, cães brancos e gatos pretos.&lt;br /&gt;Eram tantas da manhã, já no percurso inverso voltava do Bairro Alto, não ouvia um piano a tocar aludindo a um ambiente cinematográfico, não tinha jeito romântico ou enigmático, era um precursor da ficção científica do futuro, era rodeado por Luz e sensível ao mais ínfimo agitar acústico, às imagens, aos movimentos brownianos, rodeado por Luz e sensível ao mais meticuloso sentido paranormal de Lisboa nocturna. Cada passo fazia tremer o chão como se a calçada se desfizesse como o chocolate, ou deslizasse como poçadas de água, e formasse fractais em torno dos seus pés, dos pés do PJ, das Rip Curl que tinha calçado mesmo antes de sair do apartamento que partilhava com duas raparigas de bem.&lt;br /&gt;Eram mares de ácidos distribuídos pela fatalidade daquele andar, vias de arco-íris e marés vermelhas, de ondas de tuti-fruti, de frutas tropicais, de autocolantes pintados com Robbialac, vídeos convertidos em notas de piano e harpa.&lt;br /&gt;PJ estava fascinado e assustado, paranóico, talvez a sua personagem não tivesse sintetizado a realidade no ponto de embraiagem e estivesse perdido num tremendo enredo de muros e paredes, montanhas-russas e casas-fantasma enchidas a garrafões de cinco litros de cores e smarties e pintarolas e de palhaços gnomos.&lt;br /&gt;Mas PJ foi dormir e anestesiou o Bairro e aquela vida lançada pelo silêncio e barulho, calor e frio, cores e mais cores, sons e sonos reais, embora ficasse cicatrizada para sempre no seu córtex, na sua memória...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-7441920740669892263?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/7441920740669892263/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=7441920740669892263&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7441920740669892263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7441920740669892263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2009/02/pj-sozinho-na-luz.html' title='PJ Sozinho na Luz'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SZnL8MoQSLI/AAAAAAAAAgw/5W11wjKeyPE/s72-c/1214039089_2512e4f92c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-709744092547444326</id><published>2009-02-08T23:12:00.002Z</published><updated>2009-02-08T23:15:06.054Z</updated><title type='text'>...&amp;&amp;...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SY9nVJAy43I/AAAAAAAAAgo/r57cr6IddE8/s1600-h/love_light_graffiti.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300568899332531058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SY9nVJAy43I/AAAAAAAAAgo/r57cr6IddE8/s400/love_light_graffiti.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era a primavera a sorrir com um sol num tom refrescante, as chuvas passadas, o tom da casa da praia a melhorar, perdendo as carrascas que se apegam às casas em Invernos incessantes. A casa ainda num tom misterioso dos ventos abismais e das nuvens que abraçavam o Sol. As portas engomadas da madeira estática.&lt;br /&gt;Ela aparecia no encanto da manhã. Era filha de uns amigos dos avós com quem fui passar férias naquela praia em que a natureza outorgava a fase metropolitana mundial. Usava calças de ganga justas, uma blusa verde e umas All-Stars vermelhas, as originais. O cabelo era longo como vastas linhas que se estendiam por campos de trigo que sobressaíam e davam um novo rumo estocástico à sua postura esbelta, sublime, feminina.&lt;br /&gt;Era um azougue que me puxava num redemoínho de terra movediça como em zonas de pântanos. Um labirinto, o mundo da Alice no País das Maravilhas, os incontornáveis dilemas paradoxais, a luz ao fundo do túnel, o brilhar dos seus cabelos castanho níveo. Era um cataclismo e ainda assim doce e terno, o que muitos chamariam de amor à primeira vista e eu chamava de perdição.&lt;br /&gt;Dei-me com ela, brincávamos na areia, rodavamos naquele requinte que só dois corpos astrais conseguem, segundo as leis de Newton, segundo Aristóteles, segundo Einstein, segundo Jesus Cristo, e sem pecado porque ambos queríamos e a sua felicidade criava um enredo que esquematizava bem mais que duas palavras de algodão doce.&lt;br /&gt;Era uma neblina entre o vocabulário, a nossa alegria estabelecia o que muitas leis da natureza ou computadores não conseguem expressar, era o lado emocional humano, o ênfase de nos darmos e não haver mais ninguém na praia, o cigilo, a liberdade. Os beijos que aqueciam as marés, que curavam os piores males, que levantavam nações e estendiam longas frases de heroísmo aos nossos lábios. Que se completavam.&lt;br /&gt;E numa manhã acordo naquela casa da praia, sem sequer ter alguma vez pensado no fim das férias e vejo que ela fora com os amigos dos meus avós, tendo voltado tudo ao Sol fresco da Primavera, e eu nunca mais a vi, permanecendo para sempre nos meus sonhos, naquele lado ininteligível, o lado que procuramos perceber para atingirmos a fase espiritual seguinte. O castelo de areia que gostávamos de desfazer e voltar a fazer, pondo grão a grão, empilhados como se faz com os blocos de tijolo e eu era bem capaz de redirigir este texto duas vezes seguidas igualzinho, mesmo sendo uma história imaginária. E aquela praia imaginária se tornou em algo mais no canto entorpecido da mente, nos segredos que nos tornam Humanos para sempre. Nem que eu não saiba dançar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-709744092547444326?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/709744092547444326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=709744092547444326&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/709744092547444326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/709744092547444326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2009/02/blog-post.html' title='...&amp;&amp;...'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SY9nVJAy43I/AAAAAAAAAgo/r57cr6IddE8/s72-c/love_light_graffiti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-7224590429153368783</id><published>2009-02-01T20:36:00.002Z</published><updated>2009-02-01T20:39:33.015Z</updated><title type='text'>Uma consulta</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SYYIdVUjBdI/AAAAAAAAAgg/fx1vLDuXInA/s1600-h/616_x600_art_strange-magic_jpe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297931311680521682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SYYIdVUjBdI/AAAAAAAAAgg/fx1vLDuXInA/s400/616_x600_art_strange-magic_jpe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O médico num gesto meticuloso com a sua bata levanta-se ligeiramente da cadeira e acena para que entre o próximo utente.&lt;br /&gt;Aparece um rapaz, de 19 anos, com os olhos esbugalhados e umas olheiras de arrepiar que posteriormente lhe respondia a todas as perguntas com uma agilidade de vocabulário médico técnico preciso.&lt;br /&gt;― O que consumiste? ― Pergunta o médico.&lt;br /&gt;Responde o utente ― Haxixe. MD. Cocaína. Anfematinas. LSD. MDMA. Ectasy.&lt;br /&gt;― Com que regularidade?&lt;br /&gt;― Experimentei.&lt;br /&gt;― Tu ouves coisas ou vez?&lt;br /&gt;― Para além das pessoas quando falam e os ruídos normais não.&lt;br /&gt;―Então que te traz cá?&lt;br /&gt;― O tempo parece-me sempre o mesmo. É como se soubesse que moedas tem na carteira porque dentro de segundos iria ver-lhe a carteira e como o tempo não passa eu estou em todo o Tempo ao mesmo tempo e consigo antever o que faria. Mas antever não é um termo preciso já que o tempo não passa.&lt;br /&gt;O médico surpreendido receitou-lhe Zyprexa que contém Olanzanpina 10 mg e que estabilizou o degredo da mente do rapaz. E a consulta terminou daquela maneira. Sem pensar se mais alguma vez se cruzariam já que o rapaz se voluntariou para ir à consulta. E todas as outras perguntas e respostas ditas pelo meio foram suprimidas desta narração porque tal como o tempo estavam no momento certo. E são claras como a luz.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-7224590429153368783?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/7224590429153368783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=7224590429153368783&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7224590429153368783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7224590429153368783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2009/02/uma-consulta.html' title='Uma consulta'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SYYIdVUjBdI/AAAAAAAAAgg/fx1vLDuXInA/s72-c/616_x600_art_strange-magic_jpe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-1347219892502626905</id><published>2008-12-19T23:18:00.006Z</published><updated>2009-11-28T01:17:40.550Z</updated><title type='text'>Série Bar - Episódio 1 – Botar fora Os Estupefacientes</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SUwtCfBY7TI/AAAAAAAAAfg/eMoS90p4qrc/s1600-h/onde-e-este-bar_22671.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281645983709064498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SUwtCfBY7TI/AAAAAAAAAfg/eMoS90p4qrc/s400/onde-e-este-bar_22671.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Zé Cortes – Hello rapaziada, vai tudo nas rodas? – Entra com um sotaque de provinciano.&lt;br /&gt;Tó Zé – Sim. Vai tudo. – Cumprimentando-se à mitras com o golpe no peito. – Junta-te À malta que pagas o mesmo.&lt;br /&gt;Zé Cortes completamente paranóico diz – Epah não. A minha está à espera em casa. Neste bote não me sento.&lt;br /&gt;Tó Zé assustado – Mas já estás a querer sair mal entraste? – Com ar de revoltado – Eh rapaz a malta já se está toda a questionar quereres sair assim. Dá só um trago nesta cerveja que te ‘tou a dar na boa.&lt;br /&gt;Zé Cortes – Eh mas os bar dá para muito mais pessoal. Arranjas sempre outros.&lt;br /&gt;Tó Zé – Ou estás a cortar-te da malta ou não. Isso do não à bejeca não está certo que o referendo para o aborto já foi há muito tempo e tu não és nenhum deles para abortares assim. Vai um café com um cheirinho?&lt;br /&gt;Zé Cortes – Epah já te disse, quero deixar isso, não me quero mais meter nessas cenas.&lt;br /&gt;Tó Zé – Pute a malta amanha-se bem, sabes bem que mesmo com o teu vibe um pouco pó marado e dizeres agora que és certinho – Diz o Zé Cortes e quando pronuncia pó faz o jeito de snifar cocaína. – Tu és dos nossos. Não te vais assim sem mais nem menos.&lt;br /&gt;Zé Cortes – Qui Caralho estás tu para aí a dizer, tás mouco ou quê? Eu quero largar. O bar amanha-se bem. Tou numa boa com a malta e quero levar uma vidinha normal, beber as minhas jolas quando for preciso. E não chupar pela palhinha mais.&lt;br /&gt;Tó Zé – Mas deixar a cena assim é perigoso, fica aqui o pessoal do bar às escutas e vai dizer a toda a gente, assim tás no lodo e não tens mais bagaço do forte se quiseres voltar. E mais conhecemos-te de gingeira.&lt;br /&gt;Zé Cortes – Man, vou bazar. Seja o que Deus quiser. Não contes mais comigo. – E abandona o local, acabando o Tó Zé por continuar a sugar as riscas de cocaína em cima da mesa de café. E entremeando com cerveja.&lt;br /&gt;Noutro local. Ia o Tó Zé andando pela natureza e vivendo uma experiência nas pastilhas aparece-lhe outro amigo, o Fernando, que dava nuns speeds muito fixes que o Tó Zé lhe arranjava. Tó Zé andava num andar esquisito, deambulando aos cambalhotes. E o diálogo começa assim:&lt;br /&gt;Tó Zé – É ferrado então também estás na mesma que o Zé Cortes?&lt;br /&gt;Fernando – Tou farto que me chames disso. Eu não ferro nem sou ferrado. Sou um homem nas linhas, pronto para as curvas.&lt;br /&gt;Tó Zé fumando o seu cigarro – Não estás a bater bem. Não ouviste o que disse? O Zé Cortes cortou-se mesmo.&lt;br /&gt;Fernando – O quê? E foi parar ao Hospital.&lt;br /&gt;Tó Zé – Népia. Não foi de ‘overdosis’.&lt;br /&gt;Interrompe o Fernando – Eu queria dizer que se aleijou ou algo do género. O teu pensamento é uma droga!&lt;br /&gt;Tó Zé – Achas que sou batido? Olha para ti, com a mania do certinho e dás nas cenas na mesma. Para qué que tás para aí com falinhas mansas de leopardo estendido sem broa. E andas sempre mocado.&lt;br /&gt;Fernando – Sou um ferras é isso que queres dizer? Se interpretasse o que para aí dizes percebia que sou um animal que leva porrada de alguém.&lt;br /&gt;Tó Zé – Bro, estás em nóia. Alucinas para caraças, deixas-te levar pela cena.&lt;br /&gt;Fernando – Cala-te e ganha juízo, tu é que tás todo pastilhado. Eu tou manso que nem um gatinho. Vitinho, se continuas nessa onda acabas sozinho sem clientela e ninguém te curte. Bebe mas é menos.&lt;br /&gt;Acaba com o Tó Zé em devaneio em passadas sem freio de alinhamento e com detalhes rigorosos do efeito da droga.&lt;br /&gt;Fim do Episódio. Fim da Série. Fim das pastilhas, fim da quiza, fim do cavalo, fim dos canhões, fim de tudo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como alguém disse, a heroína tem um nome, ''não somos nós que somos os heróis dela, ela é que é a nossa heroína''.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-1347219892502626905?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/1347219892502626905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=1347219892502626905&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/1347219892502626905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/1347219892502626905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/12/srie-bar-episdio-1-botar-fora-os.html' title='Série Bar - Episódio 1 – Botar fora Os Estupefacientes'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SUwtCfBY7TI/AAAAAAAAAfg/eMoS90p4qrc/s72-c/onde-e-este-bar_22671.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-5043530659570418495</id><published>2008-12-19T18:32:00.003Z</published><updated>2008-12-19T18:35:13.013Z</updated><title type='text'>Lados Sem Diabos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SUvpVmz3yYI/AAAAAAAAAfY/GaIn94B_TJ0/s1600-h/PEDRO_JORGE_4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281571545426676098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SUvpVmz3yYI/AAAAAAAAAfY/GaIn94B_TJ0/s400/PEDRO_JORGE_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Folhas de tangerina rodando e invertendo as cores, tudo em constante movimento, marroquinas rebolando, casas vibrando, música falando, imagens cantando, vidas dobrando, olhos quadriplicando, as pupilas dilatando, roupa voando, as emoções raciocinando, o futuro e o passado juntando-se em infinitas explosões sensacionalistas, de letras e peças de xadrez coloridas.&lt;br /&gt;A Mágica das plantas gritando, a água na praia, a Natureza ensaiando o passo seguinte, o Universo dialogando, as grutas abrindo um eco de tiras de papel amarfanhando, o efeito química de algo psicotrópico que não precisa de ser vivenciado mas sim escorregado em frases e melodias e traumas. O psicadélico num Hotel cinco estrelas, de funis pintados a lápis de cores astrais.&lt;br /&gt;O legal dessas composições melódicas e visuais. As plantas não são mais que ligaduras primitivas da natureza. A nossa visão do mundo não é mais que temporária, na mesma medida que ele muda. Os animais brincam nas celas e os vaivens espaciais são alegorias da bandeira americana em Marte que fica no meio da Lua.&lt;br /&gt;As junções das sensações, estouros de bem-estar. Peidos de alegria. Maravilhas vistas pelas duas ervilhas dos homens, percepções sensoriais acima do normal. Gritos que se transformam em repreensões de gosto e bem-estar, mais um bem-estar, outro bem-estar, paranóias que interligam tudo e mais alguma coisa, distorções do espaço, da luz e da audição. O efeito químico de substâncias psicotrópicas psicadélicas, que nos mostram o paranormal no real e dizem que há muitas falhas no nosso consciente, que nos ressaltam o subconsciente, a nossa parte animal e tudo visto durante 12 horas, num Hoffman bem mandado, num bem estar e num mal estar paranóide caso tenha sido em exagerado caso tenha sido posto vezes de mais. Em demasiadas vezes. E é assim que vejo a beleza de certos acontecimentos meio que anormais e bem normais se considerarmos uma abertura da consciência em certos níveis não-sociais mas sim pessoais, porque nem sempre o nosso espírito se abre para o mundo como devia mas as drogas ajudam nisso. Ou há quem acredite que sim pelo menos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-5043530659570418495?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/5043530659570418495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=5043530659570418495&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5043530659570418495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5043530659570418495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/12/lados-sem-diabos.html' title='Lados Sem Diabos'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SUvpVmz3yYI/AAAAAAAAAfY/GaIn94B_TJ0/s72-c/PEDRO_JORGE_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-5184079383986208857</id><published>2008-12-19T18:12:00.004Z</published><updated>2008-12-19T18:16:08.612Z</updated><title type='text'>Society, Oh it's a mystery to me</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SUvk2NdBO8I/AAAAAAAAAfQ/-mMNUZLpMEY/s1600-h/PEDRO_JORGE_3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281566607997483970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 290px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SUvk2NdBO8I/AAAAAAAAAfQ/-mMNUZLpMEY/s400/PEDRO_JORGE_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mãos de cera, moldáveis, que derretem, governos egoístas enchendo os bolsos de dinheiro e relíquias. Casas, apartamentos, pobreza e riqueza, frenesim e êxtase. As portas do futuro continuam assim abertas a quem tiver a chave. De um dos dois lados, os opostos em plena sintonia, fora ossoldados do centro que não marcham na Avenida da vida. A hipnose que não resulta e eu perdido pelas ruas da secção psiquiátrica.&lt;br /&gt;Paredes brancas sem grafitis. Ninguém exaltado a querer dar a sua voz. Eu a fazer desenhos para me entreter. Na espera de que o tempo passe. A aprender a jogar bilhar para ver se me safo nesta sociedade de jogos do andar com uma pessoa para receber o seu dinheiro quando a abandonar, e depois andar com outra pessoa que por sua vez rouba o seu dinheiro e pira-se para andar com outra com dinheiro que também divide uma boa parte da sua maquia gigantesca. E neste ciclo vicioso oiço a música da sociedade oportunista e que cria esses famosos que andam sempre em festa por tudo e por nada. A comemorarem alicerces para um futuro sem rótulo, sem imagem e na música encontro espírito, mas não na música da sociedade, encontro é na música daqueles que já se foram, perdidos no tempo, sem terem regressado a dizer se o outro lado era bom ou não, mas por não vir cá nenhum ter dito é porque era melhor do que aqueles palcos em que experimentavam sensações inexplicáveis e agradáveis sob o efeito de psicadélicos que foram tema de conversa numa clínica psiquiátrica hospitalar e me levam a encharcar-me de cafeína para me manter lúcido, atento às marés de dinheiro que passam entre os milionários e que são dados a gajas que por sua vez são roubadas e participam em festas e dançam e ouvem a vida num três, sem projectar o futuro e ligar ao desenho que eu fiz a caneta, aos dois desenhos que exponho juntamente com este texto delirante, de alucinações atrás de delírios, do delirium tremus, de um estado vegetativo ou um coma profundo, que faz relembrar sexo oral da cavidade hiperbólica que centrifuga esta civilização tal como a relatividade geral explica. Adeus Newton, olá Einstein.&lt;br /&gt;Anoto para que não me esqueça. Sou um mero jornalista que meteu uns cones há uns 20 anos e viveu o que se viveu em Woodstock em 1969 com Jimi Hendrix tripando em frente de meio milhão de pessoas, com os efeitos totais da beleza das notas de uma sinfonia de Beethoven, não sabendo explicar como é que a sua guitarra eléctrica fazia tremenda magia com as cordas. E que as pessoas alheias a tamanha natureza não presenciavam o mesmo que os escutantes de Genesis que nos concertos punham ácidos e assistiam à beleza que eles faziam com as luzes e as roupas naturais de freaks e saíam de lá num sentimento sensacional de ter conseguido atingir algo de outro Universo. Mas mal sabiam que tudo se devia à dose certa do ácido daquela altura.&lt;br /&gt;Muito as pessoas não vêem porque os governos são egoístas e constroem uma parede entre a estátua da Liberdade e o conceito da Liberdade, como se o mundo físico não conseguisse estar em harmonia com o mundo conceptual. Mas vamos sendo assim roubados sobre planos que tentam pôr fim a paranóias e tornar-nos leigos, sem voz, que escrevem em blogs que não são lidos, que expõe retratos de realidades absurdas como eu faço. De futuros que ninguém sonha sequer nos sonhos pesados e realistas de quem teve trama com alucinogénicos.&lt;br /&gt;E nem tudo a psiquiatria sabe ou explica ou resolve, só contempla alguns parâmetros e faz voz surda a quem lhe é alheia. E realmente como muitos dizem, devíamos pôr estar sociedade numa clínica psiquiátrica, “vá tudo lá para dentro, chega de fixionismo no dinheiro”.&lt;br /&gt;Não procuro respostas. Nem questões. Só desenho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-5184079383986208857?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/5184079383986208857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=5184079383986208857&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5184079383986208857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5184079383986208857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/12/society-oh-its-mystery-to-me.html' title='Society, Oh it&apos;s a mystery to me'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SUvk2NdBO8I/AAAAAAAAAfQ/-mMNUZLpMEY/s72-c/PEDRO_JORGE_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-2814408462462360828</id><published>2008-11-30T23:51:00.015Z</published><updated>2008-12-01T21:05:29.445Z</updated><title type='text'>Sobre o desenho abaixo - que fiz</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/STMnWuqOYoI/AAAAAAAAAfA/fsPdoIle4NA/s1600-h/Digitalizar0020.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274602860016722562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/STMnWuqOYoI/AAAAAAAAAfA/fsPdoIle4NA/s400/Digitalizar0020.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre o desenho acima - que fiz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;podes ampliar, não tenho medo que vejas as falhas&lt;br /&gt;Coiso says:&lt;br /&gt;afinal já tinha visto&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;vês a matemática no canto superior direito?&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;aquele espacinho...&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e tem uma planta no meio dela&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;do outro lado está um bicho que parece ter uma máscara para proteger das toxinas&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;à frente tem um morcego porque ele não vê no escuro e o morcego guia-o&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;por trás desse boneco com a máscara está o sol&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;mas o sol nublado&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;que tem nuvens em frente&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;mas as nuvens escondem um símbolo&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;que está no sol&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e que está na parte de baixo da lata de COCA cola&lt;br /&gt;Coiso says:&lt;br /&gt;oh meu deus&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;consegues ver?&lt;br /&gt;Coiso says:&lt;br /&gt;sim e daí?&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;esse bicharoco de máscara o que tem nas orelhas é um daqueles brincos que põem nas ovelhas e nas vacas para as marcar&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;para terem uma identidade&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;o homem que parece uma banana ou uma pila também tem um brinco&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;que reluz&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;que é tipo diamante&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e esse não está protegido com uma máscara&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e tem os dentes todos defeituosos e mostra-os&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;ao invés do que tem uma máscara&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e que nem dentes se sabe que tem&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e isto tudo visto num mundo imaginário desenhado numa folha de papel&lt;br /&gt;Coiso says:&lt;br /&gt;lol&lt;br /&gt;Coiso says:&lt;br /&gt;tu não existes rapaz&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;sabes mas esse senhor que não se protege num mundo em que o céu está nublado&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e as nuvens escondem o símbolo que está no sol que no desenho está na parte debaixo da lata da COCA cola&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;esse senhor esconde um castelo no bolso&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e uma caneta&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e tem um brinco que não diz coisa nenhuma, é só de cristal, a mão direita inchada que não dá para usar a caneta, a esquerda com um sétimo dedo que parece um animal,&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;não interessa qual o cristal&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;reluz a luz que recebe&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;ao invés de identificar seja o que for&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;esse senhor meio abananado está acima das nuvens&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;rodeado por estrelas&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;com 3 olhos&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;dois para ver o mundo&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e o outro está direccionado para a matemática&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;esse senhor que ouve o som da lua encantada por duendes&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e que está acima do Sol não quer mal ao mundo&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;porque como vês no desenho nem lhe toca&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;mas lá em baixo vês borboletas&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;átomos&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;notas de música&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;ele apenas não vai lá não é por o repugnar&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;é porque a parte do seu papel não passa por lá&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;como dá para ver na imagem&lt;br /&gt;Coiso says:&lt;br /&gt;ok eu acredito em ti&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;em que os aviões parecem estar a cair&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e espero que tenhas percebido a pequena parte do meu desenho&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;espero que não dê muitas voltas na tua cabeça&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;mas repara ainda que na cabeça desse abananado&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;está uma cascata&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;amplia&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e tem lá um pato&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;quer dizer que a cabeça desse senhor ainda consegue alimentar seres vivos, que mesmo lá no céu Pedro says:&lt;br /&gt;mesmo lá em cima esse meio abananado e a sua cabeça conseguem servir de riacho para uma cascata e um pato a nadar todo feliz&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e ele bem podia estar lá como o surfista no planeta terra, que tu vês lá numa prancha rodeado de notas de música que nem sei o que querem dizer&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;mas simplesmente ele foi desenhado para aquela parte do papel&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e cabe-lhe fazer essa parte&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;mas no meu desenho vês uma coisa estúpida que nem o ser da máscara ou o abananado fazem&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;que é um pássaro tentar engolir um avião&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;mesmo ao lado da borboleta&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e olha que a escala geográfica do meu desenho está desintercalada&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;pronto, fica entre nós o segredo do meu desenho&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;talvez um dia o conte&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;podias agora fazer-me um favor?&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;ver se tinhas outro, que te mostrei...&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;porque eu precisava&lt;br /&gt;Coiso says:&lt;br /&gt;ok&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;é um muito mais simples e com menos história&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;queria pôr no hi5&lt;br /&gt;Coiso says:&lt;br /&gt;então mete&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;mas não o tenho&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;perdi-o&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e se tivesses nos ficheiros recebidos..&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Coiso says:&lt;br /&gt;ah não, aqui não tenho&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;ah ok&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;eu sei que chateei&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;mas quis mostrar-te o significado da minha imagem do desenho&lt;br /&gt;Coiso says:&lt;br /&gt;loool está bem rapaz, fica descansado&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;é que o meio abananado também tem outro brinco, que não brilha&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e pus-me a contar a história dos opostos&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;como se estivesse tudo lá&lt;br /&gt;Pedro says:&lt;br /&gt;e não está, falta e muito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of 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pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-2814408462462360828?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/2814408462462360828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=2814408462462360828&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2814408462462360828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2814408462462360828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/11/sobre-o-desenho-abaixo.html' title='Sobre o desenho abaixo - que fiz'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/STMnWuqOYoI/AAAAAAAAAfA/fsPdoIle4NA/s72-c/Digitalizar0020.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-171910954193389791</id><published>2008-11-25T00:30:00.007Z</published><updated>2008-12-01T21:20:48.587Z</updated><title type='text'>A família do Joaquim</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SStHoBxFukI/AAAAAAAAAe4/H-wR4C9neow/s1600-h/dia+da+familia+interativa2007-tarcila.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272386541761968706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SStHoBxFukI/AAAAAAAAAe4/H-wR4C9neow/s400/dia+da+familia+interativa2007-tarcila.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O senhor Joaquim era pedreiro. Um pedreiro que trabalhava horas a fio, pensando nos seus poderes de construção. Não parava de sonhar em conseguir chegar ao topo do ramo, de fazer obras para este e para aquele. O stress irritava-o, a ansiedade fazia-o empilhar sobre betume tijolo, tijolo a tijolo. Não via o negrume das fazendas, gostava por isso de as pintar de branco e recusava logo de início as construções de pessoas que queriam pintar o exterior de amarelo.&lt;br /&gt;Era, por tal, trabalhador assíduo e acelerado, gostava de estratagemas, de pensar formas de optimizar a construção, de elaborar pequenas fugas das ordens gerais dos arquitectos, pois nelas haviam lascas que não eram prescritas e assim deixavam-lhe asas para a sua imaginação fluir como vento, abrir a consciência a novas vibrações de empreiteiro.&lt;br /&gt;A sua filha, Ana Madalena, era Emo, só que não aderia à área da mutilação e por isso não costumava juntar-se muito ao grupo, nem muito aos de fora, o grupo dos que não são Emo. Por causa disso ela era chamada de Madalena, numa alegoria à antiguidade, de ainda prevalecer na magnitude da concentração que os pais tinham no dinheiro e na afinidade a uma vida de preservação pessoal.&lt;br /&gt;Contudo, o irmão, filho do Joaquim, não era Emo, não era beto, não era o que o pai queria que fosse, não era alguém. A sua mente era despersonalizada, afincada a transtornos diários, por não saber o lado a que se viraria melhor se tivesse oportunidade. O filho do Joaquim só queria namorar. Só queria encontrar a tal, mas como a sua mente era um Caos neurótico era-lhe impossível traçar um caminho numa folha como os arquitectos faziam às obras do pai para que os outros vissem o que realmente tinha na alma.&lt;br /&gt;No outro lado da casa, no quarto restante, existia o Afonso, o irmão mais velho, filho do Joaquim, ele passava a vida fechado no computador, como se vivesse num casulo e fosse uma lagarta que precisava de ovular para passar a borboleta e eu pudesse falar sobre ele como se soubesse do que falo. Mas dele e com ele era difícil de falar, porque o seu estado emocional faria prevalecer uma eterna doença, algo maníaco depressivo, tristonho, uma tendência súbira a descarregar o pior da sua alma como se fosse má pessoa, mas no fundo nem ele sabia, nem os outros, que aquela forma de ser fazia parte de um grande plano e ligava-o à parte animal do Homem, à parte que nos mostra que não somos livres, que somos escravos da matéria e do mundo material, que obedecemos às nossas rotinas e acabamos por querer ouvir slogans, palavras repetidas que relembram sempre o passado, o antigo, o senhor Joaquim.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Um dia a Madalena saía de casa, enquanto a sua mãe arranjava as flores das púcaras, obcecada pela rotina, via um rapaz jeitoso, a passar na rua, num automóvel, descapotável, mesmo ao jeito para que ela saltasse por cima da porta e a levasse ao centro do acto do beijo, como se conhecessem desde sempre e nada daquilo fosse uma tentativa desesperada de apurar a sua inocência, transportando-a daquela prisão que sentia enclausurá-la todos os dias, daquela casa que o pai construiu e que pela vicissitude o levava a construir muitas mais, deixando em cada uma delas a marca pessoal da sua criatividade, que os arquitectos não eram capaz de prescrever, porque eles também fazem parte de um grande plano que escapa aos seus olhos e aos de toda a gente. A definição do que é real. E era real que naquele momento o paradoxo subsistia na cabeça adolescente de Ana Madalena, enquanto sonhava galgar o lancil, suster a respiração e beijar o rapaz que estacionava em frente a sua casa numa rua tipicamente de bairro americano com passeio e valeta e condutas para a água, que foram projectadas por antigos intelectuais que passaram pela vida de estudante.&lt;br /&gt;Do outro lado o seu irmão do meio perseverava numa vida pouco tónica, colocando posters nas paredes, na porta do quarto, dizendo ‘’Não Entrar’’, ‘’Fumar Mata’’, e nesse aspecto tinha razão ou não tinha, mas que era um jovem disperso era, e a sua mãe bem o dizia às vizinhas todos os dias quando falava da vida do filho e da cirurgia que um dia fez que quase lhe podia ter tirado a vida e que por isso ele ficava duvidoso perante questões existenciais e de critérios sobre avaliação de crenças acerca do ser, existir e percepcionar, mas disso ela não percebia porque cingia-se ao que ‘’os outros pensam e sabem acerca de nós’’, posto que um dos grandes medos dela era de não arrancar uma boa senha para uma boa posição social da zona.&lt;br /&gt;Embora a filha contornasse o seu sonho, o seu desejo fugaz e hormonal, ao ter apanhado o autocarro e juntado-se ao grupo de amigas, que apeadas nos bancos, desrespeitando a regra do cinto de segurança, cochichavam da vida das outras pertencentes a outros grupos, o pai continuava a trabalhar, zelando a massa cinzenta do betume com o seu desejo empírico de dinheiro e reconhecimento de pai de família, mantendo perpetuamente um mundo cambeleado em camadas de gesso, que se tiram e põem e fazem crescer pêlos que no fundo, mesmo feios aos nossos olhos, protegem a pele, pele que é desprovida de inteligência.&lt;br /&gt;Mas no meio disto tudo restava o irmão mais velho, que sabia o sentido da vida no fundo do seu subconsciente, que lhe era inacessível a tempo inteiro, mas que de dentadas a dentadas lá lhe ia matando o bicho e dando uma trinca a pouco e pouco. Sabia que a vida tinha de ser aceite como é, e o passado não pode ser mudado, que a criação consiste nisso mesmo e que os Cd’s de música que tinha, os livros, os tazos, os legos, os puzzles, as séries, eram tudo parte de algo que tinha de aceitar e sabia que tinha de respeitar, por mais que quisesse mudá-las e fazer aparecer nesses objectos coisas do íntimo e da sua vontade, não era capaz, porque era só um Homem, e como todo o Homem é, não aceita a sua condição e procura mais até que a sede o derrube e veja-se na posição de um animal que só pretende satisfazer as suas necessidas e sobreviver, protegendo-se de todas as inquisções espirituais e que nos ligam à eternidade, que nos ligam à mensagem das campanhas publicitárias que dizem que o tempo não existe e é só uma alegoria que o irmão do meio usa para conseguir manter-se à parte de tudo, vagueando em todas as áreas que um adolescente consegue descobrir, não pertecendo a nenhuma e fazendo tudo o que os outros fazem nessas áreas desses pequenos mundos que cria, para satisfazer a sua necessidade de aceitar o mundo paradoxal, que sabe que existem dois sabores na vida opostos, e que com muitos desses dois sabores se fazem muitos outros sabores, porque esse filho do meio sabe escolher a dose certa, mas com muitas misturas pelo meio, como se pudesse ter poderes paranormais e não soubesse como o filho mais velho sabe que as regras foram todas determinadas para que um dia a raça humana, seres conscientes e espirituais como os gatos e cães descobrissem que não há limites e vissem o oposto, a outra face da moeda, o aceitar a natureza para que ela lhe desse um empurrão e mudasse o destino, deixasse tocar em outros Universos e visse que com duas coisas se fazem muito, mas também visse que sem essas duas coisas nada existia: Mal e Bem, Doce e Amargo, Bom e Menos Bom, Bem e Mal.&lt;br /&gt;E como o pai sabia quando fazia um orçamento de uma casa de que aquilo era mais do que o dinheiro podia fazer, e o que os filhos não sabiam, mas também nenhum dos cinco, sabia que faziam parte de um grande plano, contando com a mãe, nem os arquitectos sabiam, nem o próprio feitor do plano, pois visto do avesso, tudo pode ser simplesmente evolução no bom sentido, de harmonizar tudo e ir camada a camada criando algo mais consistente e não ter havido construtor nenhum, como na altura da pedra em que os homens aproveitavam as grutas e faziam daquilo casas, sem que precisassem de eles ter construído ou alguém com poderes acima deles, sem precisarem pois de ser crentes até ao fim da sua existência.&lt;br /&gt;Estando assim na melodia infinita de um violino de apenas duas cordas, vibrando e criando a sinfonia de uma música simples, mas a um violino de duas cordas juntou-se outro violino de duas cordas e em conjunto formaram uma música mais bela, embora não houvesse maestro, nem Joaquim a fazer pequenas coisas que os arquitectos não mandavam e que não era ilegais segundo a lei nem comprometiam a segurança da modulação da casa, mas que um dia faria pensar os filhos que algo de místico ali se passou e quem teria construído aquilo pensara em querer ver alguém a divertir-se com pequenas formas postas de maneiras que nunca se tinha&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;visto em outra casa, e assim pensaria que já alguém saberia construir coisas muito mais avançadas e faria parte de um processo de criação ao invés de pensar que ele é que descobrira esse pequeno detalhe que por acaso foi feito sem querer e agora estaria na vanguarda de conseguir ver algo de inovador e ser ele um Deus perante o Universo.&lt;br /&gt;Mas nesta forma de desencadear a história da família do Joaquim pouco se falou da mãe, só que por fim, se sabe que em todas as casas há algo de humilde e inocente, um lar, doce lar e por isso, só se sabe que ela tomava conta dos filhos e da Madalena, com carinho, com dedicação, com calma, confiando na sua intuição.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ponto Final.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-171910954193389791?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/171910954193389791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=171910954193389791&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/171910954193389791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/171910954193389791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/11/famlia-do-joaquim.html' title='A família do Joaquim'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SStHoBxFukI/AAAAAAAAAe4/H-wR4C9neow/s72-c/dia+da+familia+interativa2007-tarcila.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-240046601284722513</id><published>2008-11-19T19:26:00.004Z</published><updated>2008-11-19T20:45:48.123Z</updated><title type='text'>Dedicado à mãe do Tobias</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SSRpVLGyHUI/AAAAAAAAAew/v8p7WKAWJvs/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270453276409732418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SSRpVLGyHUI/AAAAAAAAAew/v8p7WKAWJvs/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;The sunshine was right about to be awake measured by our souls freaking out together a wish which seems a treasure. The world filled with poverty couldn’t smile to dollies which were breaking all air around the brain and impelling us to see an aura around the head.&lt;br /&gt;Laurinda, such a good person, was about to be written in history by reasons such as brotherhood and see things just the way it is. But she helped a person called Tobias, giving to him a world like Lucy in the Sky with Diamonds, without war, without bad trips, without shocking feelings and just without.&lt;br /&gt;To understand novelty this narration you should pull strawberries into a wall and smash with your empty spiritual part. Because she is not with us anymore physically, amoung us, although spiritually she is everywhere, in Tobias’s eyes, in my eyes, in our minds, just like the great spiritual path, just like getting the opportunity to the secret window, and in where those who don’t know are breeding.&lt;br /&gt;I will never forget and because I relief in butterfly effect, as God believes too, her ideals magnitude will have a great impact in the future, to illustrate everyone who don’t have faith where is the pathway to their train, to see what is share, not computational stuff!, but share energy from chakras, since the maximal Universe extension into infra quantum particles...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dedicated to Laurinda and Tobias and their family. I'm sorry by what happened.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;I'm sorry by such bad english.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-240046601284722513?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/240046601284722513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=240046601284722513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/240046601284722513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/240046601284722513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/11/dedicado-me-do-tobias.html' title='Dedicado à mãe do Tobias'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SSRpVLGyHUI/AAAAAAAAAew/v8p7WKAWJvs/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-6218673948747604872</id><published>2008-11-05T22:39:00.012Z</published><updated>2009-08-31T14:32:10.499+01:00</updated><title type='text'>Bonecas Russas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SRIsA62c5AI/AAAAAAAAAeo/7Yz8K_EvdTw/s1600-h/1roundih9.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 229px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265319308658795522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SRIsA62c5AI/AAAAAAAAAeo/7Yz8K_EvdTw/s400/1roundih9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Universo era uma lata gigante a fritar enquanto a Lua era a sua mãe, um espelho que nocturnamente ressoava sobre a Terra que tornava o Tempo numa Esponja que dilata à medida que a Mente congestionava as Veias no Seio da Humanidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Universo gastava a sua energia em parapeitos com o Tempo, eram uma Moeda com duas caras, como as Bonecas Russas que se encaixavam na Terra que nem ginjas. A Magia também fazia parte do Universo, eram todos Modelos para os quais só a forma conta no desfile da Vida, na avenida da Vida, porquanto a Vida tem uma Avenida e numa Avenida também há Vida, por tal as duas eram indassociáveis' e as poucas memórias do arco da Velha vinham ao de cima e Maria sorria lá no cúmulo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No cúmulo as Bonecas Russas, encaixadas umas nas outras, sorriam no Tempo todo, e no fim de Tudo via-se que não fritavam como a Lua por causa do Sol, nem passavam de Bonecas Russas na Terra. A Criança era inocente à beira do Abismo e não sabia o que fazer à Terra nem conseguia porque não tinha Magia consigo, nem se encontrava no Seio da Humanidade, faltava-lhe Veias no Seio da Humanidade, estava desentralaçado' de um Sistema que era o Universo e mesmo assim mantinha-se na Terra, era um pobre oriundo cujos Modelos não dançavam no Seio de Shiva, nem no Seio dos seus ancestrais que era a Mente e uma Esponja. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Abismo era um Buraco negro que os Franceses, que gostavam era de procurar o Holy Grail, uma taça brilhante que descaía Luz para os olhos da Criança, odiavam, não tinha a Luz, pensavam os Franceses, porém os Franceses só pensavam que a Criança, Mente e o Holy Grail' eram parte do mesmo baralho. Tinham medo de que o Seio de Humanidade e o Universo estivessem em harmonia ao ponto de a Mente e a Criança estarem em sintonia, numa predisposição de ter um calibre suficiente para apanhar o Sol e regressarem com o Holy Grail que contém a Luz que pertence a todo o Universo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas havia uma velha Vidente, uma Bruxa e uma Adivinha - as três conheciam a escuridão e também conheciam a Luz bonita, brilhante, a bastarda que era atraída gravemente pela assustadora manhosa Avenida da Vida', os trechos da Vida eram incansáveis, ela era esperta e súbtil, tinha placares em todo o lado, mensagens subliminares que ninguém percebia, nem a Vida queria perceber -, sabiam que só se os Franceses fizessem um pacto com a Criança podiam correr para o Abismo e saltar sem pára-quedas, controlando todos os Sistemas e Modelos e Moedas, fechando o Buraco Negro que deu à Luz tudo o que ela é hoje, porque, embora os Franceses não gostem da palavra, é verdade que o Buraco Negro não é nada passado, e nele se escondem os segredos, a Criança que está ligada com ele, a esponja que dilata na espuma do Tempo, as Bonecas Russas que encaixadas nunca mais acabam, o limbo, a fazendo dos grãos de milho que mais tarde ajudaram a Terra a ajudar a Bruxa, a Vidente e a Adivinha. Mas nunca a Criança dirá o futuro às três, e por isso ficará no Seio da Humanidade, sorrindo, dançando, brilhando, saltando, cantando, imaginando, sonhando, experimentando, vendo Tudo, Shiva e o Seio da Humanidade, a Avenida da Vida sobrevivendo com o seu grande pulmão, os Sistemas e Modelos na passerelle, o Holy Grail que os Franceses queriam encontrar e o Tudo que tem de ser aceite pelo que é e porque é tem de ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo assim, e diz agora a Maria que a História tem de ter um fim, o que é uma Criança para contrariar?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-6218673948747604872?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/6218673948747604872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=6218673948747604872&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/6218673948747604872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/6218673948747604872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/11/bonecas-russas.html' title='Bonecas Russas'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SRIsA62c5AI/AAAAAAAAAeo/7Yz8K_EvdTw/s72-c/1roundih9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-8323753197936997732</id><published>2008-10-14T03:49:00.003+01:00</published><updated>2008-11-19T20:51:00.064Z</updated><title type='text'>Ujjwala ݙݐۼچڝڞ Hayes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SPQJunWA0dI/AAAAAAAAAeg/cjivN6EDocg/s1600-h/sri%2520yantra-siva-shakti.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256837361488155090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SPQJunWA0dI/AAAAAAAAAeg/cjivN6EDocg/s400/sri%2520yantra-siva-shakti.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;‘Juntos para sempre. Aferrados para sempre. Na procura da Terra do Nunca. Vívidos na escória das gentes.’ Duas das pessoas que Ujjwala com aquelas palavras rememorava de vez em vez quando sorria. Lembrando Nova Délhi, emancipando os trajes coloridos, a tecedura exótica da túnica, os famosos ‘mandalas’ e ‘mantras’ que são a única representação visual e auditiva vibrante de Deus na Terra, o elo divindade, das linhas pitorescas da obra do Criador, a única que os famosos hippies se davam ao trabalho de pintar nas Vans e nas paredes das ruas. Porém de hippies ela nada sabia, nem queria ter paranóias ao ponto de chegar a essa famosa conexão, uma vez que ela as rememorava num tom místico, religioso, de feições aos templos provectos, cuja peça a peça fora construída por coolie a coolie, numa sintonia difícil de compreender para a sua fase.&lt;br /&gt;Mas naquela altura, sob o espectro da estrela iluminadora, meditava em frente a uma mesa de culto, o cheio a sândalo, as velas acesas, imagens de Deus, rodeada pela frescura das árvores, ao ar livro. Evitava o pensamento agarrado ao mundo real, abstraída em algo que nenhuma carne entende, que fica fora dos cinco sentidos. Todavia alguém interrompe. Alguém que nunca provara aquele estado, desconhecedor, alguém que os humanos chamariam de infiel, que os católicos chamariam de estrangeiro, que os astecas chamariam de Deus, que os ateus chamariam de moderno de propício a diálogos, mas que Ujjwala chamaria de alguém vazio de espírito, alguém que pelo ideal Hindu não puderia evitar mas que precisava de um guia, de uma chama, de uma candeia de sentimentos, que precisava da energia ininteligível Hindu que partilhava estados de consciência indescritíveis, o fundamentalismo do bem, das linhas que unem todo o ser vivo existente, uma a uma afiando uma cor característica, que quando nos damos com muita gente se agregam dando um fruto que os orientais ascéticos designaram de aura.&lt;br /&gt;Um dinamismo negativo, de roupas de quem era agarrado à vida material, aos bens, ao estar e parecer, à ideia contrafeita de que bares, discotecas e cafés são os sítios para que se confraternize e sejamos sociais quando foram construídos na maioria das vezes sem qualquer aposentação espiritual, pois claramente Ujjwala reconhecia que as dificuldades da vida e do mundo material não se curavam a pagar cêntimos por uma bebida que nada proporciona além de estupidez, além disso é o vazio e haver sempre a energia negativa do ‘barman’ que pensa no lucro e no fingimento, na ideia de receber primeiro para que se dê, em outros terem iniciativa, em haver alguém que entre pela porta ou tenha respondido à publicidade daquele local que nada emite sobre as origens dos seres vivos existentes à superfície neste segundo, neste instante, nesta pequena plebe do tempo que nada é comparada com o segundo, o ‘barman’ aposentador de nunca tomar a iniciativa daquela bondade que todos ali procuram entre o grupo de conhecidos ou desconhecidos como a pessoa que se apaixona e que apresenta todos os sintomas da criação da natureza que luta pela pessoa que ama e ajuda o mundo para que consiga equilibrar a balança da felicidade e bem-estar no ponto de estabilidade que marca a igualdade entre a alegria que sentiremos e o que demos a sentir a todo o ser vivo existente, o ‘barman’ que tanto atende pessoas endinheiradas, capazes de descarregar trocos nada ressentidos, como perdidos da vida que o pouco que têm gastam em malefícios.&lt;br /&gt;Nada disso Ujjwala era capaz de consentir. Via-se a mausoléus de distância que os olhos de Ujjwala brilhavam no requinte da clemência humana, incapaz de repugnar pessoas más ou boas ou de as excluir ou de lhes dar um tratamento diferente, estando consciente disso tudo em pé de igualdade porque como humana sorumbática era Ujjwwala que vestia um traje da Índia, que guiavam as almas perdidas pelas florestas em torno os templos, e tinha uma bracelete escura que ajudava a prender o cabelo juntamente com um gancho e uma fita para o rabo-de-cavalo, sandálias que mostravam as unhas pintadas e a pele morena, o Shanglon na testa, a adoração constante a Brahman, que nas conversas práticas reconhecia como aliado a Shiva, posto que não há criação sem destruição, as braceletes nos braços, de metal, fechadas e semi fechadas, em forma de toro, e outras nem tanto, e com uma muito especial que recebera na celebração de Thaipusam.&lt;br /&gt;Mas aquele sentimento de retracção, fora da espiritualidade da Índia cerrada, longe, naquele estado de recordar agora em desarmonia com a adoração que praticava Nova Délhi, Daegal e Uttara, dois amigos de Calcutá que tiveram uma relação de amor verdadeiro, imprimia-lhe uma sensação oposta ao ser humano céptico que lhe interrompera a meditação com o intuito de lhe pedir uma indicação, a verdadeira metáfora que qualquer incrédulo apresaria na busca de um caminho. Ela estaria apta para lhe falar sobre as suas crenças, a sua filosofia de vida, a sabedoria dos escritos, as falas impressas em letras, em ilustrações do subconsciente dos antigos sábios, dos escrivãs, no entanto sorria-lhe, não controlando o sorriso de harmonia, que agitavam os seus fios e transformavam numa aura agitada de campos de energia que vibrava constantemente, enrodilhada em desenhos parecidos a figuras matemáticas chamadas de fractais, que figuravam a sua consciência e emoções a modificar a cada segundo, num festejo de divindade, estados de percepção e que faziam parar o tempo, dando-lhe todas as boas sensações da vida ao peito e coração naquela fracção de segundo. Era o amor, as flores de todas as cores que fluíam em torno da sua alma, a fonte luminosa que incandesce algo que nenhuma palavra ou livro ou biblioteca ou biblioteca de todas as bibliotecas seria capaz de explicar durante uma vida, o amor, a fonte do sentir que estremecia a sua Salwar Kameez, esventrando-a e deixando-a pousar ao sabor do vento, do agitar das folhas das árvores, o amor que se estabelecia com o desconhecido, os fios que puxavam o tal ocidental até a um local de culto, a força da natureza que esperara tantos anos, planeando tudo, criando estratagemas mais subtis que qualquer génio alguma vez faria, com a intenção de se encontrarem na chama de todos os sentimentos na mais banal das situações à escala de os tornar óbvio à vista desarmada de um e do outro. E aquela situação, em que velas acesas derretiam cera e as imagens de mandalas e yantras brilhavam com a pausa habitual do amor verdadeiro, o estremecer das folhas das árvores recordavam o ouvir da chuva lá fora quando estamos num lugar seguro, mostravam a força do Karma e da lei da atracção. E o discurso de seguida também, e o beijarem-se ternamente, no fim, na face. E a partilha da vida de cada um, o esquecimento dos problemas, da discrepância de doutrinas, do mau estar, permanecendo constantemente num estado de harmonia.&lt;br /&gt;Os outros encontros não são precisos descrever, é como tentar interpretar os desenhos Hindus, as figuras geométricas entrelaçadas. A futura união também. E o fim ficou assim ao grado de cada um, de Ujjwala e de Hayes, primeiro porquanto ele encontrou o lugar que procurava, segundo porquanto a meditação a ajudou e terceiro porque eles subsistiam ambos na plenitude.&lt;br /&gt;Por último, fora deles e de todo o Espaço, sabendo eles e os filhos, o Fim não os preocupava.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-8323753197936997732?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/8323753197936997732/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=8323753197936997732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/8323753197936997732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/8323753197936997732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/10/ujjwala-hayes.html' title='Ujjwala ݙݐۼچڝڞ Hayes'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SPQJunWA0dI/AAAAAAAAAeg/cjivN6EDocg/s72-c/sri%2520yantra-siva-shakti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-6582159335551101342</id><published>2008-10-11T02:47:00.002+01:00</published><updated>2008-10-11T02:50:58.848+01:00</updated><title type='text'>A Patrícia Lino</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SPAGdfmCwRI/AAAAAAAAAeY/zNnscCmgnHM/s1600-h/Nzw3lQ763935-02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255707868908405010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SPAGdfmCwRI/AAAAAAAAAeY/zNnscCmgnHM/s400/Nzw3lQ763935-02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu reverencio o Universo, prestigio as correntezas que amalgamam os sensíveis, desfruto as planícies, as nascentes, as pedras no fundo do rio, a água límpida, as bicas, a água refrescante, encharcar-me. Fruo veramente desta oportunidade, de me aclarar acerca de uma privação.Patrícia Lino, a pessoa é superior a uma denominação, não a concebendo visceralmente, sei que a pele nívea, a visão artística, a ilustração artística, as mãos artísticas, a mente artística, a obra artística, a escrita artística, fazem parte dela. Ela é de outro mundo e por isso não me faço ouvir, sou de um tão baixo, não! Fui e sou tão baixo! Nunca mais cresço, repito, mantenho-me neste estado de calamidade, inalterado, estático, e vejo-me a perder a universalidade. Eu tinha-te dito, Universo, que eras uma índole para mim! O Porto é gentil, recordo-me dele.Leio os seus artigos, são de uma natureza digna das fontes, das nascentes, das correntes convulsas, de um precipício para um paraíso, sumi nele, de um mar cujo pôr-do-sol apodera-se dele e da nossa atenção e já não queremos escoltar a fileira de trânsito, apareçamos tardiamente, que se dane o que se passar em casa! É intricado ficar na graça de alguém. No seu planeta surgem regiões abarrotadas de flores, de espécies que desconheço, digo que são giras porque a luz que advém de lá é de um espectro exótico, de uma alternância quântica...Patrícia Lino, Patrícia Lino, enriqueça o teor do discurso com nomes aprazíveis, sensacionais, extraordinários, que dê valor ao que escrevo, só de o agrafar serei Nobel! Desenhos realistas, ela diz ser anárquica, venero anarquistas! Pessoas traçadas, ela esboça o amor, ela escreve e pensa, ela é surpreendente e tem amigos de ouro! Ela é de diamante, evidentemente que dito na linguagem do planeta de onde veio, de translação ‘de valor incalculável’! Não peço nada, não peço não a perder, nem sequer peço ser seu amigo porque seria uma honra que só uma turma de ouro merece, só peço para que continue com os escritos e que não deixe de os ler! Adornos do renascimento, o encanto do cubismo, a excentricidade de Dali, a exposição rústica, o coração que lateja impelindo o sangue, a essência do júbilo de a ler... ...A escrita de Patrícia Lino... e Patrícia Lino. E a Patrícia Lino.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-6582159335551101342?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/6582159335551101342/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=6582159335551101342&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/6582159335551101342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/6582159335551101342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/10/patrcia-lino.html' title='A Patrícia Lino'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SPAGdfmCwRI/AAAAAAAAAeY/zNnscCmgnHM/s72-c/Nzw3lQ763935-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-6569828904982429366</id><published>2008-10-11T02:33:00.005+01:00</published><updated>2008-10-11T03:05:12.459+01:00</updated><title type='text'>Logo, o Delfus - dedicado à minha irmã</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SPAFQAAhpXI/AAAAAAAAAeQ/Goz8u-ZwLKQ/s1600-h/DSC02494.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255706537579619698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SPAFQAAhpXI/AAAAAAAAAeQ/Goz8u-ZwLKQ/s400/DSC02494.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SPAE_nakknI/AAAAAAAAAeI/J2xDEQC3eTI/s1600-h/DSC02711.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255706256100070002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SPAE_nakknI/AAAAAAAAAeI/J2xDEQC3eTI/s400/DSC02711.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“É tão difícil de contar o que nos vai na alma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã a minha irmã quer ir ao Delfus, está na idade de sonhar, não só de se apaixonar, de sonhar com o místico da vida, de crer no futuro, de pensar em fazer algo para o mundo, embora ela sempre estivesse nessa fase, porque aprendeu com a família, com o nosso pai, e quis seguir-me. Crê que descobrir matemática ajuda-a a enfrentar as desilusões amorosas, de amizade, familiares, da descoberta das suas capacidades, do cansaço de se esforçar demais e de ajudar demais. Ela diz mesmo. Acredita na relação de generosidade que a maior parte das pessoas lhe parece não ter, pura, inofensiva, livre de segundas intenções, por pura inocência, que tem de nascer com a pessoa na infância, que não foi explicada por alguém e em que acredita, a partilha em que acredita.&lt;br /&gt;Embora mais tarde, como agora, pareça propositada e saiba que o faz e tem consciência disso, acaba por fazê-lo, nos confins da Terra, onde não há alguém em redor, só pela alegria que antes deu, a felicidade de ver alguém a sorrir ou imaginar que chegará a casa e desfrutará do que lhe deu, ou que partilhasse com alguém sobre a bondade que existe no mundo, que dissesse: — ah, uma menina que vende ovos deu-me um a mais. — Destacadamente isolada de referência de identidade. Porque, ainda que haja a teimosia por aí de que só há gente má e que há guerras e catástrofes ou que devemos acreditar em Deus por causa do Inferno, continua a crer na benevolência das pessoas, que nos sorriem sem pensarem mal dela, mesmo que os conhecidos digam que nada disso é verdade e estraguem esses momentos e que a tentem tornar defensiva no que trata a algo que lhe traga o bom para a vida ou a acreditar numa relação com alguém. Tendo sido por isso que eu decidi falar dela, porque ela não sabe que eu decidi escrever sobre isso e pelo menos a cota dela sobre o seu espírito de bondade e partilha, do bem, não tenha sido intencionalmente inventada e escrita de modo a ter um papel de satisfazer qualquer capricho pessoal meu, que o subconsciente grita, grita, grita.&lt;br /&gt;Vendeu e vende ovos e galinhas e hortaliça em muitos bairros sociais, atendeu milhares de clientes, viveu muitas das experiências de pobreza, sacrifício, cansaço por conciliar escola e trabalho, de ver pessoas sem futuro, batidos em drogas que sugam pessoas, o mundo da droga, pelos sítios em que trabalha enquanto abdica de uma vida cortês e egoísta, muitos acidentes na estrada para casa de Lisboa, muita miséria, tanto que ninguém imagina, mesmo muito, como alguém de 80 anos, e ela com 17, mas ela está a sonhar agora, a viver o dia de logo, em salas em que estudantes aprendem matemática em realidades fictícias, axiomas vindos do nada impostos para que algo se faça, com vista a estabelecer um futuro melhor, a criar novas ferramentas para que realistas, modos de criar conhecimento que nos sussurram o sentido das coisas, que nos dizem que tudo podia ser diferente, que o bem não é utópico. E eu perdi o medo de falar das pessoas que gosto, de realçar os exemplos do bem até na minha escrita com medo a descriminar alguém.&lt;br /&gt;Vejo o quão ridículo é eu pôr-me a escrever sobre isto, dando crédito ao que escrevo, ao invés de me deitar e aguentar essa linha de vida sem desabafar, suster os postes telefónicos que passavam por terrenos sem pagar aos donos quando a PT era uma menina, mas continuo a empurrar a vera cruz como se acreditasse que depois de ser crucificado a minha irmã continue a ser feliz e não caia nos mesmos erros que eu, pois racionalizando ao máximo ou não é impossível ignorar a relação de amizade entre pessoas com as mesmas origens, a relação que excêntricos tentaram estender à raça humana e porquanto foram excluídos, de que precisamos de nos ajudar, não obstante acabavam por cometer erros de qualquer maneira, como qualquer pessoa, e não me excluo claro.&lt;br /&gt;A minha irmã não cairá nessa tristeza, não acabará por se torturar com as substâncias de fuga por sentir a dor de se abstrair das normas da sociedade em exagero, não deixarei. Nem que para isso haja tiranicamente. Dado saber bem que existem neurónios espelho, capazes de transmitir mensagens de formas de sentir o mundo, sem que para isso se abra a boca, sem que essas mensagens sejam palavras, sem que seja necessariamente telepatia ou esteja interligada com a linguagem, sendo somente sentimentos de felicidade transmitidos em situações de ajuda, que ajudam a estender esses sentimentos por sermos capazes de perceber também que não estamos sozinhos no meio desta porcaria de filosofia. Sem que ela tenha alguma vez de ouvir como eu ouvi que sendo filosófico demais nunca terei amigos. Que se dane. Se estiver a construir aos poucos um esboço ou uma pequenina parte dele para que um dia alguém com mãos trabalhadoras pegue nele e pense com a genialidade de Einstein e interiorize com a facilidade de uma criança de dois anos esses valores, da minha irmã, que nunca se aproveitará de alguém com fim a subir na vida, que sempre fará os trabalhos de escola dos outros sem reclamar disso aos amigos de forma a fazê-los sentir mal pela sua preguiça ou irresponsabilidade perante ela ou falta de amizade, que sempre ajudará a mãe por ver que ela gosta, nem que para isso abdique de uma vida normal e facilitada como os outros colegas, que sempre tirará excelentes notas mesmo trabalhando a ferro e fogo, não é sentada à secretária, desde os nove anos como uma pessoa adulta ou bem mais, muito mais, que sempre gostará das pessoas e nunca as quererá fazer sentir mal nem que seja para se sentir com algum valor, que continuará a dizer que é ninguém, que não vale nada, com uma crescente tristeza por não ter capacidade de reclamar às entidades que divinizaram isto tudo o seu quinhão, por querer partilhar o que tem a quem precisa nem que precise ela também, ou por dar por saber o que é passar fome e não para mostrar a egocêntricos que é aquela benevolência fingida.&lt;br /&gt;Ela que pensa como um super-herói, que aprendeu a ser assim com os filmes dos super-heróis, ajudar os outros porque a sua consciência assim o definiu, porque já soube o que é fome, o que é não ter, o que dizerem-lhe que não, o que é ver pessoas que seguiram maus caminhos por acharem que todos eram maus para si e não verem que também deviam ser melhores, que pelas dificuldades de criança e a exclusão dos outros por conhecer demais o país e gente demais não conseguiu atracar o tempo suficiente num laço de amizade num carrinho miniatura quando era tempo disso, porque a mãe não a deixou porém tivesse ela conseguido muito disso por se esforçar imenso e ser realmente uma pessoa bondosa que não procura o que todos procuram em momento algum. O certo é que a felicidade acabará por a encontrar na mesma, e sempre a encontrou, por ser boa, não por constrição clerical, ou crenças em algo de fora deste mundo, ou punição abstracta, ilusória, forjada em escrituras ou passagens bíblicas apocalípticas, sem que tivesse o medo de algo paranóico ou esquizofrénico, mas sim por ver a realidade de adulto em criança com a visão da liberdade de pensamento.&lt;br /&gt;Não é por acaso, ela continua a sonhar com logo, porque o logo lhe reforçará os sentimentos de bondade, tendo ela uma desilusão ou não, sendo ela livre, hippie, uma palavra que com um trocadilho nerd que se aplica muito bem ao logo do Delfus, i.Pi, a combinação perfeita do imaginário i com o Pi, útil.&lt;br /&gt;E é bom saber que as pessoas sonham com o futuro. Que persistem em fazer algo, que teimam em construir, em reivindicarem um papel nesta galáxia, sem que o queimem ou furem como faziam aos cartões de pedra dos Flinstones. Acho que qualquer pessoa que lê isto o percebe. Quem a conhecer o entende. Não é preciso que eu o diga. Ela não fuma, não bebe.&lt;br /&gt;É verdade. Não se vai zangar de eu lhe escrever pelas costas. É verdade. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-6569828904982429366?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/6569828904982429366/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=6569828904982429366&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/6569828904982429366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/6569828904982429366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/10/logo-o-delfus.html' title='Logo, o Delfus - dedicado à minha irmã'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SPAFQAAhpXI/AAAAAAAAAeQ/Goz8u-ZwLKQ/s72-c/DSC02494.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-2665853652635930089</id><published>2008-10-03T21:21:00.003+01:00</published><updated>2008-10-03T21:33:58.316+01:00</updated><title type='text'>Continuação de Algo - Sobre Algo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SOaBgz7dx0I/AAAAAAAAAeA/uzQRecPRolk/s1600-h/DSC02584.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253028416069683010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SOaBgz7dx0I/AAAAAAAAAeA/uzQRecPRolk/s400/DSC02584.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;                                Foto tirada pela minha irmã na sua ida a Londres&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Simplifico o discurso a contar sobre o que era viver à hippie e escolher vários estilos de vida. Conto isto porque ninguém irá ler. Conto isto porque desembuchar para o vazio não tem efeitos secundários, nem ecos, nem ruídos.&lt;br /&gt;Era uma vida minha, livre, aprendi com a família. A minha madrinha gostava de viajar de autocarro e passear por alguns sítios do mundo numa perspectiva de se encontrar com amigos, fosse onde fosse, soubesse alguém de perto ou não. Era uma forma de ver a vida, viver não para que os vizinhos soubessem de nós de modo a subirmos na hierarquia social, era um desdenho de ver as cores do planeta, a costa do Brasil, São Paulo, uma sociedade desorganizada cuja lei do dia-a-dia era a dos mais forte numa década de 80 que reconstruía a sociedade moderna sem perceber das normas que no futuro seriam visões aceites de forma Universal e que marginalizavam os poucos que sustinham as ideias criadoras, as raízes com a origem do mundo actual, a era moderna suspensa numa jangada de troncos bem amarrados.&lt;br /&gt;Lá com ela aprendi, porque foi ela que me ensinou bastante nos primeiros dois anos de vida, já que os meus pais eram pessoas ocupadas e acabavam de descobrir o mundo Lisboeta, a promissora fonte de rendimento que assegurava uma continuidade tanto na alimentação como nos bens mínimos. Lá conheci alguns amigos, o Tiago, o Ricardo, a Filipa, a Susana, a Ana Sofia, uns afilhados dos meus pais cujo nome esqueci, uns afilhados da minha madrinha, a prima Vera cujo pai morreu de acidente de mota lá pelas Áfricas. Vivia numa casa a abarrotar de suspense, dos meus avós, porque a minha madrinha era solteira. Ouvia as histórias do meu avô, até bem mais tarde, em Lisboa, nas vendas do meu pai, pelo antigo Areeiro de barracas que foram alagadas no tempo do João Soares, na altura da Expo 98. Ouvia a minha avó e as velhotas, uma delas que adivinhou a minha data de nascimento, que seria na data de nascimento dela, a ti Mila. Tinha lá a minha bisavó que faleceu quase aos 100, isto tudo no meio da Serra, para os lados de Porto de Mós, São Bento, Covão do Sabugueiro, perto das grutas da Serra de Santo António e Alvados, num mundo místico em que os muros que dividem terras são formados por blocos de pedra deformada.&lt;br /&gt;Além dessas pessoas lá conhecia a arte do fazer o queijo fresco e de ordenhar as vacas, de as pôr a pastar, e cheguei a ir vendê-los com a minha Madrinha, pois, não obstante, passei lá muito tempo também durante as férias além dos primeiros anos de vida, quando os meus pais me deixavam para tomar conta. Com ela ia vender ovos e queijos, conhecer as antigas vendas do meu pai, pelos lados de Minde, Mira de Aire, Santarém, Cartaxo, Vila Franca de Xira, Alpiarça, Almeirim, Arruda, Alcanena, Amiais de Baixo e muitas outras bandas de pequenas terriolas, vendas essas que mais tarde voltei a fazer com o meu pai quando a minha madrinha teve a minha prima Ana e posteriormente o meu primo Guilherme. Dessa vez achei muito interessante porque além de estar a reencontrar os clientes que conheci com a minha madrinha, eles estavam a reencontrar o meu pai que aproveitava para reencontrar a vida que teve desde os 10 anos, o estilo de vida de vender para sobreviver e procurar negócios de rua, do desenrasca, tais como vender queijos e mel numa barraca com o seu amigo Aurélio que eu também conheci lá na serra, um amigo que esperou um ano por ele para continuarem a estudar juntos na escola de Alcanena, aos turistas na abertura das grutas, isto antes de começar a vender num burro que foi trocado por uma motorizada até Alvados e ir para Minde e Mira, terra última que se inunda no Vale de Mira de Inverno. Vender por mercados, conhecer mercadores que se preocupam com os preços, em alinhar as suas tarifas ao maior preço e comprar ao menor, chantagear com a possibilidade de arranjar novos fornecedores, mostrar facturas aldrabadas para que reduzíssemos o preço, ouvir conversas dos velhotes sobre a vida das pessoas da terra, terra de pessoas das quais nada sabemos nem imaginamos as caras mas que por alguma razão achamos histórias fascinantes, por razão alguma, razão nenhuma ou pura cisma. Lá ia eu deambulando ao sabor da vida dos familiares. Passeando pelos terrenos do meu avô, comendo frutos silvestres que diziam parecer-se a outros venenosos. Indo à compra dos ovos com a minha madrinha a Ourém a uma idosa chamada Mariana, que de nada sei há bastantes anos. Regressando para os meus pais. Retornando às vidas que tinha com eles com meses de vida, vidas que eram eram estar numa alcofa, numa cama do camião Iveco dos meus pais, de viagem para a margem Sul de Lisboa, Palmela, Pinhal Novo, Sarilhos Grandes, e outros parecidos, conhecendo senhores de pastelarias, comendo bolos que alguns ofereciam e comendo bolos que outros não ofereciam, conhecendo cães e casas e familiares dos vendedores, vendo pasteleiros cujo ramo operário se estendia à classe familiar, mesclando estas vendas com as do Algarve, indo para Portimão, Albufeira, apanhando banhos de praia quando era na época de Verão, chegando a ficar de um dia para o outro por causa desses banhos. Passando férias com a família num camião pelo Algarve, que levava colchões e dormíamos todos, tios, primas, amiga francesa das primas, padrinho, madrinha, pais, avô, tia no camião, naqueles colchões, cozinhando num fogão portátil, indo de dia pela margem do Algarve, praia a praia, nos automóveis dos meus Tios, até que terminássemos em Monte Gordo. Vivendo livremente durante alguns dias. E no último recordo-me do pacote de batatas fritas que comi num café, tinha uns 4 anos. Anos a que me resumi descrever misturando as fases, saltando tanto para os primeiros anos de vida como para a fase pré-escolar, num jeito de fechar gavetas gravadas no subconsciente e abri-las aos empurrões na traseira do móvel encostado à parede gélida da memória. Embora não faça sentido recordar algo não sequencial e muito menos algo que tanto está nos confins da infância como no seu início, faço intenção de recordar os tempos em que andava na minha aranha lá por Relvas, perto de Ferreira do Zêzere e pela zona de Pombal, em que os meus pais iam comprar ovos a fim de os ir vender depois, e as guloseimas e bolachas que as operárias que ganhavam um ordenado muito extremamente perfeitamente baixo me davam por eu ser um gracioso menino sorridente e feliz que brincava com a aranha no meio de paletes de cartões de ovos e porta-paletes e máquinas de tirar ovos dos aviários e senhoras de bata branca e chapéu de operário e funcionários que chefiavam e os patrões daquilo. Lá era eu, nesta época antes da minha irmã nascer. Noutros lados ficava fora do carro enquanto o meu avô ajudava a minha mãe a carregar a carrinha e eu jogava com pedras e atirava-as à carrinha, chegando a partir uma vez o vidro da carrinha. Era eu maroto. Ainda que o meu objectivo não seja sublinhar a minha vida mas sim a vida das pessoas que com comigo se intersectavam e o que faziam para conseguir sonhar à noite com o pagamento da casa por prestações, no casamento, nos amigos, na família que deixavam, nas contas da casa, no que teriam feito se tivessem nascido ricos ou com posses da antiga classe média que na altura era algo não raro.&lt;br /&gt;Não tenho gosto em reavivar estas memórias. Nem de as inventar, porque de facto são verdadeiras, genuínas, lembram-me que pessoas que nunca me dei com elas mais tarde assim muito, tomaram conta de mim durante um dia ou outro nos primeiros meses de vida, pessoas que não são da família e que não são ricas, pessoas que também são da minha terra, da família dos Mários, pessoas que têm de procurar fazer pela vida pois não nasceram ricas, pessoas que possa nada lhes sorrir e às vezes não agirem do melhor modo no fundo o que procuram é sobreviver num mundo cruel e que abre a porta a comportamentos de marginalização e exclusão pela falta de conhecimento, por nos reduzirmos ao local, a pessoas que na maioria vivem bem e fecharmos os olhos a um mundo tão maior em que o contraste social se torna tão elevado como o valor da temperatura num termómetro cujas unidades estão em centígrados e outro em que estão em Kelvin. No entanto cada um pensa como quer, e quem sou eu para criticar quando somos nós que fazemos as escolhas de quem aceitamos para o nosso mundo, as escolhas de ajudarmos quem realmente precisa, ou de acharmos que precisam, de satisfazermos os pequenos caprichos de comprar algodão doce numa festa popular ou de dar esmola a um pedinte que está à porta de uma Igreja, ou de contribuirmos para uma acção de solidariedade, ou de virarmos as costas a isso tudo a nível social de forma a só ajudarmos quando ninguém nos está a ver, quando só a pessoa que ‘realmente precisa aos nossos olhos’ reconhece a contribuição ou o empurrão motivador e assim recebe uma esperança extra que diz claramente, ‘ainda há boas pessoas neste mundo que não esperam nada em troca, que não esperam que eu desate por aí a apontar-lhe e a ajoelhar-me perante os seus pés para que todos vejam, que não esperam mais que aceite o que me dão, que nunca irão sair dali para contar o que fizeram’. Mudando o fio do raciocínio, espero que seja fácil de perceber que apenas referi esta ideia, não estando portanto à espera que se perceba o que eu faça, se ajudo sem ser por satisfação pessoal de ‘subir na minha ideia de hierarquia social’ ou se sou um egoísta que pensa em mim e anti-social.&lt;br /&gt;Porém há certos tipos de pessoas que serão sempre um mistério, e bem se sabe que cada pessoa tem uma pitada de cada tipo de ser humano que existe. Sendo assim, há quem opte por ser invisível e deixar as suas marcas no mundo, retirando qualquer possibilidade de ser reconhecido um dia e eliminando as marcas de bondade que se fosse no mundo do crime seriam suficientes para nos engaiolarem, tendo uma justificação aparentemente inocente de que não quer alguma vez confundir o bem que faz com a hipocrisia e o mal que sabe muito bem serem referentes à cultura natural de cada legado ‘Rogue Human Be-In’ que por cá anda, todos nós à sua maneira.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-2665853652635930089?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/2665853652635930089/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=2665853652635930089&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2665853652635930089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2665853652635930089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/10/continuao-de-algo-sobre-algo.html' title='Continuação de Algo - Sobre Algo'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SOaBgz7dx0I/AAAAAAAAAeA/uzQRecPRolk/s72-c/DSC02584.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-5218552801999008333</id><published>2008-10-01T22:40:00.003+01:00</published><updated>2008-10-01T23:19:26.745+01:00</updated><title type='text'>Raquel Alves</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SOPvYpjTdmI/AAAAAAAAAd4/JdOLa2m6kLQ/s1600-h/2_264_19097_lampada11.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SOPvYpjTdmI/AAAAAAAAAd4/JdOLa2m6kLQ/s400/2_264_19097_lampada11.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252304797193959010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Raquel Alves era uma menina de dezoito anos que viveu em Benfica durante uns sete meses desde Janeiro, depois abandonara para a Figueira da Foz e pelo mundo existe usando os seus super-poderes sem saber que os tem sequer. Ela é uma daquelas pessoas que segue uma filosofia Budista misturada com Hindu e que preza Dharmakaya, a criação do Universo e da Humanidade. Ela bem o sabe e disso sei eu bem.&lt;br /&gt;Ela era uma tal personagem que um dia uma pessoa a encontrou num autocarro e a conheceu, a acompanhou e adorou conhecê-la. Foi um género de empatia, ela sabia da beleza da vida, do poder da socialização, da partilha, da fraternidade, e não o contestava mesmo a vida podendo ter-lhe pregado umas rasteiras.&lt;br /&gt;Ela viera da Figueira da Foz, vivera lá durante um mês, perto disso e agora estava ali, no limiar da noite, sem Sol, sorrindo, dando hipótese a um estranho de a conhecer e de ele conhecer o mundo que ela conheceu, de convívio e liberdade. Por isso ela a procurava numa Figueira, nos frutos da Mundo, as pessoas.&lt;br /&gt;Assim ela o dizia, quando dizia ser viciada em sair, era uma forma subtil de dizer que queria conhecer pessoas e sentir a energia positiva que transmitimos uns aos outros enquanto vivemos em felicidade e harmonia.&lt;br /&gt;No entanto, ainda que eu tenha dito que ela viera da Figueira da Foz, ela era natural de Oeiras. Embora tivesse preferido outra vida quando a vida lhe retirou a liberdade. Lá estava ali não fugindo do estranho com quem falava no autocarro sentado lado a lado e isso era digno da beleza de uma catedral, das flores de um parque novo criado para as crianças brincarem, do brilho das luzes da discoteca, de um quadro do Renascimento, de uma vida nova como a Fénix. Do canto dos cisnes, do dançar à beira-mar, do medo de estar lado com alguém, de amar, de caminhar pela cidade, de correr por um campo de malmequeres amarelos, de ver o Pôr-do-Sol, de trabalhar num café para sobreviver, de estar desempregada, de aceitar a vida sem que perca a liberdade que pode ter e deseja, de sonhar sem ter planos, de gostar verdadeiramente das pessoas, de amar, de namorar como o estranho lhe reparou no telemóvel e percebeu que ela não renunciava a isso. É claro que esta descrição é alegórica, mas não deixa de preencher o seu coração que no fundo precisa de sarar a tristeza.&lt;br /&gt;Porque se chama Raquel e a sua mãe não fala com ela, embora acho uma tremenda injustiça porque ela é querida e embora saiba que a bondade que nela se vê não se resume à hipocrisia do antigamente nem à ganância do presente, é bondosa. Sei que é um ser superior comparado à minha existência e que é amiga de quem é seu amigo. Sei que o estranho que a conheceu nunca irá além de seu amigo, mas narro esta história porque o estranho merece recordar quando quiser a história de uma das pessoas mais linda fisicamente e espiritualmente que já conheceu, mesmo que por pouco tempo durante o resto da sua vida.&lt;br /&gt;E porque ela passado dois dias, quando esse estranho procurou abrir o seu subconsciente e descobrir a sua vida ela o ajudou a corrigir a falésia que era a sua forma de pensar, corrigir o seu egocentrismo e torná-lo num altruísmo, corrigir o seu isolamento e aguçar-lhe a vontade de partilhar honestamente, de fazer os outros felizes, de não se sentir superior e de não esperar ser retribuído ou de ficar em vantagem, de o acharem melhor que os outros, de não desistir dos objectivos, de abraçar a vida em vez de a destruir, de descobrir os mistérios, de os perceber. Porque ela o fazia e o estranho não. Porque ela tinha empatia com as pessoas e ele não tanto.&lt;br /&gt;Mas ela mudou-o e ele não sabe hoje em dia como lhe retribuir. Então ele contou-me esta história dizendo que há pessoas que uma vez encontradas melhoram a nossa vida completamente, fazem-nos viver, animam-nos, preocupam-se, aconselham-nos, e logo desaparecem, tornando-se num enigma de Deus para o resto das nossas vidas.&lt;br /&gt;Mas como ela diz por palavras parecidas, “é só fritos”, o que quer é dizer, é que se deve ‘escrever hoje e publicar amanhã’, ‘pensar no que se faz até que se faça’, ‘deve-se pensar em nós e nos outros’ e eu ficarei a perguntar-me até ao fim da minha vida porque é que ela o salvou. Se será coincidência a mais ou existe realmente um criador que nos ajuda, que nos ilumina e a fez aparecer do nada para me salvar mesmo quando ele se ia pôr na boca do Inferno, claro que é uma expressão.&lt;br /&gt;Embora eu finja-me outro, eu sou o tal estranho. E acho do fundo do coração que foi a maior prenda de anos conhecer-te... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-5218552801999008333?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/5218552801999008333/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=5218552801999008333&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5218552801999008333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5218552801999008333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/10/raquel-alves.html' title='Raquel Alves'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SOPvYpjTdmI/AAAAAAAAAd4/JdOLa2m6kLQ/s72-c/2_264_19097_lampada11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-7075094423988026512</id><published>2008-09-11T23:23:00.003+01:00</published><updated>2008-09-11T23:36:15.258+01:00</updated><title type='text'>Há um bom tempo...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SMmayCDJJBI/AAAAAAAAAdw/qmn87AYwfeE/s1600-h/floresta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244893425383842834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SMmayCDJJBI/AAAAAAAAAdw/qmn87AYwfeE/s400/floresta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há uns tempos encontrara-me numa carrinha com uma rapariga de 18 anos que já era casada e a cada frase que falava sobre a sua vida mencionava o seu marido, como marido, um hábito que talvez se adquira só ao fim de alguns anos. Fiquei sem saber a postura que haveria de ter, sendo eu um menino, procurando livrar-me de responsabilidades, exigindo aos serradores da confraria mundial que me tornem mais leve, pedindo esmolas nada endinheiradas mas de asas nos ténis ou nas tshirts, nessa estatura assim vou pedindo já que ao menos uma tshirt ou um ténis posso tirar à minha vontade.&lt;br /&gt;Durante a conversa que fui escutando permanentemente relembrava um dia que tinha vindo da escola de condução. Relembrava esse dia não derivado a uma qualquer casualidade ou para não desatinar com a rapariga, porque nada disso me ocorreu, relembrava porque nesse dia, eu como rapaz fugido de responsabilidades quis regressar para casa das aulas de código a pé, se bem que eram uns bons 8 quilómetros, e atravessara a festa da Bajouca a pé, debaixo de chuva constantemente, fumando, parando lá uns instantes a pedir uma snappy e uma cerveja, continuando a fumar debaixo de chuva forte, acima de estradas com poças de água, de tshirt, calções e chinelos billabong que agora já se estragaram, a razão pela qual me lembrei de tudo isto.&lt;br /&gt;Contudo o momento em que mais me fixei enquanto ela falava e eu a ouvia e atentava ao que dizia era nos últimos 5 quilómetros em que me parecia impossível continuar a caminhada de chinelos por escorregar sobre a sola. Depois desse momento despi-os dos pés alagando as possibilidades de parecer normal numa caminhada descalço até casa, sentido momentos de dureza na minha nova sola orgânica, de pele humana e outros instantes em que pisava solo sem gretas ou pedras ou alcatrão dorido numa plenitude de bem-estar proveniente da sua macieza comparada com os momentos mais duros anteriores.&lt;br /&gt;Embora tivesse pensado nisso depressa pensei no que a rapariga dizia simultaneamente à menção do seu marido. Lá estava eu a ouvir o que dizia, que gostava de música Trance e Electrónica e dessas festas em que conhecia só pessoal da paz, só muito pessoal da paz e do bem. Dizia-o convicta, por estas palavras. O que me fascinou, porque embora nunca devesse tornar algo que alguém me diz público fiquei feliz por saber que ainda existe pessoas da paz, do bem.&lt;br /&gt;Há uns tempos encontrara-me numa carrinha com ela a falar, nesses mesmos tempos que mencionei no início e perguntara-me o porquê de estar ali, como chegara ali, num tom de amnésia. Era de noite, estava à boleia para casa, evitava ir a pé, em meter-me em caminhadas que jamais imaginaria, ou o que poderia passar nelas. Olhava as estrelas e a menina que era casada com 18 anos. Mexia a cabeça à esquerda e à direita. A carrinha seguia numa velocidade que depressa me transpunha ao exterior, a vê-la a afastar-se, a ver-lhe os faróis traseiros, a janela traseira e as nucas da menina e de mim, comigo lá dentro. Perguntei-me o que fazia ali, no meio daquele pinhal, a ver o meu corpo a afastar-se, murmurando a pergunta, no silêncio do agitar dos ramos e da caruma que caía deles, das pinhas que se largavam da árvore-mãe numa piscina que era os pinhais mandados plantar por D. Dinis. Lá se foram esses tempos, no entanto o que disse aconteceu efectivamente…&lt;br /&gt;Mas que tempos eram pergunto agora? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-7075094423988026512?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/7075094423988026512/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=7075094423988026512&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7075094423988026512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7075094423988026512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/09/h-um-bom-tempo.html' title='Há um bom tempo...'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SMmayCDJJBI/AAAAAAAAAdw/qmn87AYwfeE/s72-c/floresta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-46582813262987502</id><published>2008-09-07T00:51:00.005+01:00</published><updated>2008-09-20T20:13:47.397+01:00</updated><title type='text'>There's No Turning Back - Dia 0</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SMMb3MjbF-I/AAAAAAAAAdo/R6yh38flL7Y/s1600-h/ist2_1057422-mehndi-symbols-vector.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243065026265946082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SMMb3MjbF-I/AAAAAAAAAdo/R6yh38flL7Y/s400/ist2_1057422-mehndi-symbols-vector.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;--Day Of Decision--&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia 0:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta seria a história de uma viagem surreal se não tivesse muitas malaguetas de realismo, gigantes, de corar e fazer transpirar, de assustar, com funcionalidades psicotrópicas, por isso, ao contrário, desfaz-se como uma aspirina num balde de descrição sobre 5 dias ilusionistas do mundo real da minha vida.&lt;br /&gt;Lá estava eu numa tarde de quarta-feira, após a primeira quinzena de Julho, estendido na rua numa poltrona de Verão almofadada, com o portátil numa cadeira, numa mesa de sala de madeira com um tabuleiro inscrito na tábua estava um televisor LCD de 32’’ polegadas HD, numa acentuada luminosidade para que pudesse divisar irreflectidamente o visor debaixo da claridade intensa do Sol juntamente aos raios UV’s que me ofuscavam. Na minha tromba uns óculos de Sol da Calvin Klein de lente esquerda desencaixada ligeiramente, ou direita, eram postos sobre o nariz de tal modo que o Sol não me ofuscava, ajeitando numa simplicidade o pacote de creme Dove com que me besuntava constantemente. De tronco nu, calções, no sentido de um chapéu de praia espetado num balde cheio de areia a impedir que a televisão sobreaquecesse, aconchegado à ajuda das duas ventoinhas, uma de metal e outra de plástico, ligadas à tomada de uma ficha quíntupla que se estendia até à sala situada no miolo da minha casinha — uma das razões porque as moscas gostam tanto dela — não dava atenção ao búzio acastanhado gigante que estava em cima da cadeira em que tinha o portátil, nem à fita métrica no chão. O que me impediu de motivar, sabendo que ouvir as ondas do mar ao encostá-lo aos ouvidos é bem capaz de curar qualquer depressão ou de equivaler aos desabafos que desanuviam a tensão, ou ainda por nos medirmos vemos que somos mais do que um palmo neste mundo.&lt;br /&gt;Na TV divisava ‘Fear And Loathing in Las Vegas’, um filme espectacular, que me animava na solidão daquela tarde, à beira da porta da garagem, enquanto o calor intenso solar sobreaquecia a minha pele de uma maneira que a TV nunca iria imaginar, ao longo das passagens de aldeões pela borda da estrada que caminhavam para as terras e popós que seguiam em marcha de localidade pela estrada acima, passando despercebido que albergava a capacidade de me concentrar em mais do que uma tarefa por cada tempo.&lt;br /&gt;Tendo sido esse talento que me seduziu ao fim de ter compenetrado numa viagem do caraças que aquele filme transpunha. Tinha-me atirado às feras do Word, amarrado as minhas mãos ao teclado e num acto final de desespero a escrever uma carta de despedida.&lt;br /&gt;Como nesta altura não sou corajoso o suficiente à disposição óbvia, independente a esses tempos de Julho, que realmente aconteceram dessa forma, contudo colados a muitos pormenores que não me lembro momentaneamente, embora independentemente da altura jamais seria capaz de me lembrar de uma pequena percentagem por cada tempo que tento relembrar esses dias, vou escrever a história um coche de nada alterada de escolta a uma ideia realista muito mais intensa e emocional do que parece dita de forma ilusória, numa técnica que usarei muito similar à outra técnica eficaz dos espelhos que deformam imagens nas feiras de diversões.&lt;br /&gt;Bem, estava sozinho, escrevendo a última frase da carta que iria imprimir posteriormente numa HP bem boa, esquecendo todo o passado, imaginando que nasci agora, livre de qualquer historial, sendo, por consequência, livre de experiência também. Sonhava então em divagar pelo espaço que parecia surgir em minha frente, pedia a Deus que me enviasse uma poção mágica capaz de me realizar tal desejo, mas como, numa sequência bastante lógica do raciocínio, era uma criança, só conhecia a história do génio da lâmpada mágica, estava interdito de receber tais encomendas, ora não tinha nem lâmpada e se a tivesse não saberia onde a tinha de esfregar. Então o problema incorria na mesma proporção que as cortinas do teatro na mudança de cena. Eu esperava que o ponto de viragem na minha vida assuma-se e que se estivesse fora uns tempos, afastado de todo o mundo que conheci durante muitos anos, isto é, casa, arredores, Lisboa, caminhos entre Lisboa, Algarve, Castelo Branco, Pedrógão Grande, Guarda, Viseu, Cascais, Aveiras, Porto de Mós, zona Centro, zona Sul, zona quase Sul, a minha mente se esquecesse de como esse mundo era, de tal forma que no momento em que voltasse avistasse um mundo renovado, evoluído, transformado, bla bla bla, adiante.&lt;br /&gt;Mas como continuo a ser cobarde no presente, vou alterar bastante a historieta.&lt;br /&gt;Era fim de tarde, regressei ao interior da toca, preparei a mochila com algumas coisas úteis e pu-las atrás da porta do quarto. Esquecera-me obviamente de alguns pormenores que tornaram o meu plano falível. Porém nada disto teria feito sentido se não tivesse lá em cima do betão surgido uma raposa manhosa, de pêlo feroz e dentes macios, que contava uns problemas que com ela se tinham passado, num rosnar intervalado que não me ocultava a bebedeira com que estava em cima ou quem sabe se não essas substâncias malucas em cima... falava de um vizinho riquíssimo que não lhe pagava umas couves que lhe vendera em carne, que ao invés disso lhe dera dinheiro estrangeiro numa intenção de — se fosse há anos pagavas umas divisas que te lixavas ao receberes assim, até sou simpático contigo — dizia ela, entre dentes como mencionei, transpirando, até os pingos passarem a fontes divididas em camadas de pêlos. Falava também de uns aviões que caíram numas terras lá para a Somália, mas cá entre nós, bem se sabe que nenhuma das duas coisas alcançaria…&lt;br /&gt;Ao fim de ela desaparecer tinha eu desaparecido em parte, fragmentando-me num espectro pós-vida que procura ao longo das galáxias uma razão para a sua existência numa intenção de avistar uma verdade Superior, o tal Deus prometido, semelhante à Terra-Prometida, à Terra-do-Nunca, ao Paraíso, à Ilha dos Amores, ao Éden, ao Céu Livre do Fisco, à Ilha da Páscoa, à Índia Mística, aos Países Baixos e à Atlântida numa só cidade.&lt;br /&gt;Segui a minha rotina caótica, nada definida, esperei que anoitecesse, que adormecesse, embora tivesse sido com dificuldade, no silêncio, mudo, contendo o meu plano no maior sigilo à espera do dia seguinte, molhado num óleo viscoso opaco, incapaz de ver, pertencente a um habitat de seres utópicos ou lendários, que, dizem os rumores existem para que um dia quando forem realmente vistos naquele negrume absoluto anunciarem o fim do Mundo, ainda que o Universo seguisse o seu rumo sem se sentir a diferença. Contudo eu a sentiria e todos nós, e por esse motivo mergulhei o plano muito cuidadosamente, sem que metesse lá os olhos e por isso não levantando suspeitas acerca de qualquer bicharoco que lá existisse e muito menos os outros que por volta de mim coexistissem, mesmo tendo em mente que naquela escuridão era impossível ver-se o quer que fosse, ou distinguir-se, já que seria um paradoxo.&lt;br /&gt;E, como tenho descrito, esperei que o Sol nascesse, até que adormeci. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-46582813262987502?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/46582813262987502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=46582813262987502&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/46582813262987502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/46582813262987502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/09/theres-no-turning-back-dia-0.html' title='There&apos;s No Turning Back - Dia 0'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SMMb3MjbF-I/AAAAAAAAAdo/R6yh38flL7Y/s72-c/ist2_1057422-mehndi-symbols-vector.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-1051721444841540772</id><published>2008-08-27T22:49:00.004+01:00</published><updated>2008-09-20T20:18:44.033+01:00</updated><title type='text'>por nada e para tudo pois o leitor sabe disso</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SLcAWINe3SI/AAAAAAAAAdg/3S2fnTqUAGA/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239657071630015778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SLcAWINe3SI/AAAAAAAAAdg/3S2fnTqUAGA/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fingindo-me de alguém neste mundo que certamente se encontrará na situação que descreverei, ‘nesta situação’:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirem-me esta gente pouco instruída sem objectivos de vida que tenta amarrar-me e tirar os direitos legais de ser livre, inibindo por algumas horas o seu dito respeito pela lei. Atirem-me aos crocodilos, dêem-me um púcaro de dejectos como alimentação, ponham-me desde que não sejam esta gente de véu atado às faces, que respiram por botijas de oxigénio, que, além disso, não conhecem a verdadeira acepção de natureza, de liberdade, conheçam, em seguimento, palavras enfeitadas por um pente-do-mar de preferências, por um guia turístico mal enfeitado, mas que aos olhos de ignorantes parece o mundo da fantasia e do luxo tão esperado em suas mentes, visto como um objectivo cego, incompreensível, porque nunca foi realmente atingido, porque nunca foi realmente experimentado, porque o porque não chega e falta averiguar o fenómeno efectivo, nós sabemos, eles não.&lt;br /&gt;Quem me dera não saber desta gente, que vivessem num mundo microscópico, dentro de um electrão, reduzindo esse mundo a essa escala, mas que pudessem viver, é evidente que não abdicaria das minhas ideias, de nada.&lt;br /&gt;Embora hajam pessoas que se agarram a uma única coisa neste mundo, existem aquelas que não se agarram a nada, permanecendo em queda constante, até que algum dia alguém lhes estenda a mão, desate do pequeno aquário a que a sua vida se reduzia, as beije e transmita ar boca a boca que as resgate de um estado de choque, que lhes abasteça O2 puro, existente nos Oásis de vida livre, utópica ou não, deixados por Deus-miragem nesta península escaldante chamada de Sistema Solar.&lt;br /&gt;Não há médico que nos valha na existência de suspensórios na roupa, de motivação, de amortecedores nas sapatilhas, de roupa de marca. Eu sim, peço ajuda, eu que sou alguém que outro finge ser, o que disse no início explicitamente, imploro pela ajuda dos humanos que o são tanto fisicamente como psicologicamente, aguardo a transformação do mundo, uma liberdade total para o desenvolvimento, uma ordem sem normas de opressão, estereótipos, rebuçados de caramelo, sem produtos internos, desprovida de tipos que nos saltam em cima com as hormonas gritando acerca dos direitos e deveres numa forma tão clara de ver o quão treta é aquilo tudo.&lt;br /&gt;Retirem-me os edifícios de cima, que as construções se desmoronaram por falta de projecto.&lt;br /&gt;Escrevo há base de pedidos, sem sequência, destituído dela, também não quero saber da lógica, não a tenho, mesmo podendo ser uma desculpa para a dificuldade que apresenta o trabalho que faz com que a tenhamos ou a treinamos. Possivelmente revelo carência social, confirmação da existência, isolamento, fixação, obsessão, estupidez, carência, solidão, o velho sentado no sofá sem conhecimento, abandonado, a pessoa que luta sozinha absolutamente iletrada em qualquer arte marcial ou arte de defesa, o miúdo reguila que brinca na escola perto da sua casa na qual nunca estuda, sou por aí adiante até que os vocábulos descritivos do dicionário Português se moam lado a lado às porcas ferrugentas que se moem.&lt;br /&gt;Não escrevo mais pois não me apetece oh caro leitor que sabe disso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-1051721444841540772?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/1051721444841540772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=1051721444841540772&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/1051721444841540772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/1051721444841540772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/08/por-nada-e-para-tudo-pois-o-leitor-sabe.html' title='por nada e para tudo pois o leitor sabe disso'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SLcAWINe3SI/AAAAAAAAAdg/3S2fnTqUAGA/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-4787380293575522920</id><published>2008-08-26T02:18:00.003+01:00</published><updated>2008-09-04T21:55:58.226+01:00</updated><title type='text'>A Viagem de Bart Simpson num Mustang</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SLNar3Ta6hI/AAAAAAAAAdQ/smxPQ-77GIE/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238630501188299282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SLNar3Ta6hI/AAAAAAAAAdQ/smxPQ-77GIE/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O acelera Bart Simpson que seguia no topo da velocidade no seu semi-descapovável Ford Mustang num túnel cilíndrico, Bart Simpson que não era nem muito ferrado nem mais que eu, era justamente eu, absolutamente eu.&lt;br /&gt;Mudava cravando a pontos a caixa de velocidades do carro preto, numa superfície colorida, num género de caverna que produzia arco-íris, manchando o mundo de felicidade e bem-estar, alegria, diversão, Disneyland’s, gomas, bolos com chantilly, que forçava o condutor prudente, eu, a desviar-se devido às bolhas que eram formadas a partir de exocitose, bolhas de água, obstáculos do Super Mario.&lt;br /&gt;O pó-pó não se encontrava numa auto-estrada, nem numa via rápida, nem necessitava de licença de condução para o efeito. Circulava meramente naquela corredora de algodão doce e açúcar puro, de argolas plástica dos chupas antigos — Yummy, yummy, yummy! — que eram incrustados em chupetas de anel gigante feirado aos miúdos que a Bart Simpson, eu, Pedro Jorge, permitiam visionar memórias do passado, futuro e presente em fracções de infinitésimos de segundo, como se unissem as três divisões do tempo numa só, reduzindo-as a uma massa viscosa indistinguível.&lt;br /&gt;Lá numa dessas argolas Bart vira a sua mãe dizendo-lhe:&lt;br /&gt;— Não vais dormir?&lt;br /&gt;— Não.&lt;br /&gt;— Não és como os outros?&lt;br /&gt;Basicamente nessa visão Bart já abandonava a sala estupefacto a caminho da cozinha, onde punha mão a um pacote de batata frita num tom grosseiro, mastigando-as — Yummy, yummy, yummy!&lt;br /&gt;De volta ao túnel Pedro Jorge rodava o volante sem que houvesse alguma resposta por parte do sistema de direcção, estando plenamente entregue à boa fé de que a inteligência superior que governava o veículo não o levasse a mundos de duendes e da branca de neve com anões por companhia que por perto pudessem albergar Fadas-Monstro ou Bruxas, posto que àquela hora um ser desses se transformasse numa casula de monstros ou num Inferno de Aluguer.&lt;br /&gt;Porque não pôr esta passagem para outra dimensão entre aspas? Porque não o admitir um mundo ficcional? Por quanto não venderia Bart a sua identidade a Pedro Jorge, a verdadeira identidade? Qual a troca justa?&lt;br /&gt;O carro engrenava ao gosto dos ventos Solares que vinham do fundo da varanda isolada com caixilharia de alumínio maleável, instável, colorido de plasticina junta a tudo mais. Era a quinta ou a sexta que a alavanca punha mecanicamente, alimentada pelo poder telepático. Não se sabe quando uma mudança é certa, nem que desvantagens nos podem trazer, contudo a verdade resume-se a que tudo está em mudança bruta desde que estas rochas o foram antes de haverem Dinossauros. Embora não se possa dizer que existam Dinossauros nem que o túnel era real convencionei creditar algum valor à conjectura que promete sentir o cheiro dos Dinossauros ainda, em tudo o que é sítio e Stonehenge.&lt;br /&gt;A marcha prosseguia, independentemente de qualquer profecia ou filosofia que eu, narrador, possa acrescentar à usual narração lógica de uma história medíocre sem fins ou intenções, que não sobrepõe mão ao leitor, numa coça capaz de o seduzir, numa forma apelativa, num aspecto atractivo. Os pneus não se desgastavam já que as marcas das rodas eram embutidas na superfície do túnel antes de o carro por lá passar, alterando a composição química para o ar, no sentido de que o carro ia suspenso, em simultâneo a um estado de fixação ao solo, transitando portanto num estilo mesclado, batina de médico com o desportivo do antigo Ford Mustang preto e isento de emissões de carbono para lá do cérebro de Bart Simpson que fritava, digamos que em óleo vegetal de melhor qualidade, omitindo eu portanto que jamais iria aqui denunciar a coincidência de identidade com Pedro Jorge, pois nunca iria denunciar o estado psicótico dele, que sou eu afinal, o narrador desta tão singela história.&lt;br /&gt;Na argola seguinte o carro estorvava o estacionamento, o tempo tinha-se unido, uma pista que explica tal seria dizer que o tempo era uma linha única, um número de telefone batido seguidamente, marcado num visor, identificado em unicidade a nível da rede. Assomava um local, uma fotografia, nada mais, uma fotografia que continha Pedro espalhado pelo chão, a descansar no meio do nada, despreocupado, era facílimo reconhecer o local perigoso, cheio de delinquentes, pessoal perigoso, como se arrematasse a ideia de risco era a cereja no topo do waffle raso, era tudo manteiga de porco do mesmo pote, era a maravilha no meio da assustadora imagem que igualava as três fases temporais, era algo que rapidamente desaparecia à pala da fumaça que se espalhava pelo boião em que o automóvel andava vinda do interior das bolhas que rebentavam.&lt;br /&gt;A fim da sinceridade não me irei reduzir a um ovo da Páscoa nem a uma cabeça de agulha e mentir acerca do final da viagem. Era nada mais que esquecimento atrás de político catatónico e imagens aleatórias corridas no pano de teatro, coisas sem sentido que normalmente incorrem após jornadas a abarrotar de sentido, um exemplo era aquela que descrevi em parte, sim, sabendo que a viagem ficou inacabada. Que não a terá percebido? Pode até não a ter visto com os olhos, porém alguém achará que seria cego que chegue para não a ver no subconsciente ou nos sonhos? Quem não terá visto esta viagem ao fundo da esquina quando acabara de passar por uma desilusão? Quem não vira o Bart Simpson eufórico a esticar os braços à Soviético da KGB com barbas de Bin Laden num momento de alegria, num daqueles instantes em que seja estúpido ou sério ou tristonho de funeral o que vivenciávamos temos uma vontade de dar uma risada enorme? Quem negaria numa boa tarde de praia ter visto numa daquelas rajadas fortes de vento na forma da areia este passeio pelo túnel de minhoca em que as tempestades não existem e nada nos afecta além dos fenómenos que se passam nesse sítio intocável, estranho, devasso? Qual humanóide não presenciaria nas barbas do Pai Natal quando éramos crianças e nos sentávamos no cadeirão com ele este mundo cilíndrico? Ou no político que mais odiávamos? Ou no músico que mais amávamos? Ou quem nunca viu esse mundo numa ponte, ou quem nunca viu a estrela de Natal numa holofote de aviso? Ou uma ponte transformar-se numa árvore de Natal?&lt;br /&gt;Bem eu nunca vi todos os músicos, nem nunca tive com o Pai Natal num cadeirão de uma superfície comercial, mas é bem verdade que já vi esse mundo em todos esses sítios que questionei, ou ainda que não tivesse visto é como se tivesse.&lt;br /&gt;- Yummy, Yummy, Yummy!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-4787380293575522920?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/4787380293575522920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=4787380293575522920&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4787380293575522920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4787380293575522920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/08/viagem-de-bart-simpson-num-mustang.html' title='A Viagem de Bart Simpson num Mustang'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SLNar3Ta6hI/AAAAAAAAAdQ/smxPQ-77GIE/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-5639734946851842910</id><published>2008-08-19T00:36:00.003+01:00</published><updated>2008-12-03T22:54:46.402Z</updated><title type='text'>Sebastião, o cego vendedor de rifas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SKoImBsMoYI/AAAAAAAAAUc/uA8cW5WySdQ/s1600-h/greenpix-solar-pv-facade-curtain-wall-led-china-beijing.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236006966153486722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SKoImBsMoYI/AAAAAAAAAUc/uA8cW5WySdQ/s400/greenpix-solar-pv-facade-curtain-wall-led-china-beijing.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O célebre vendedor da lotaria, invisual, de casaca e bilhetes apoiados aos ombros, numa dispersão da matéria que idealizava um zéfiro excelso, contornava os assentos de um bar-café-restaurante-sala-de-jogos de uma praia apartada a uma cidade de renome no país em que vivia, Portugal. Era tudo menos cego com a vida que absorvera enquanto borboleta humana que batia as asas e acenava a cabeça ao longo da cordilheira de ar perplexo, produzindo um efeito caótico ao longo deste Universo nas orlas dos panos quânticos e nas vibrações dos fluidos.&lt;br /&gt;Quem por arrogância o fixava num trejeito de penetrar a sua vista, de mediar a viagem pelo tecido nervoso em sinais alfa e beta, num tiq-taq que representava uma pausa, com destino final o córtex, era mal sucedido, ao ponto de cair num pântano labiríntico capaz de comprimir as mais dolorosas memórias a uma vaga de recordações espontâneas que assolavam essas tentativas como intermináveis redes de casas assombradas que integravam um mesmo código postal, lado a lado à moradia do sujeito arrogante. Talvez fosse esse o motivo de parecer cego aos olhos das pessoas, de as pessoas esquecerem que tinham fixado os seus olhos procurando a estação procedente das expressões faciais, com destino à descoberta da sua personalidade. Nenhum flashback, nenhuma recordação de tais actos, quem sabe se não pelas más experiências que tinham ao fazê-lo? Era aqui que o paradoxo se instalava, não sabiam as pessoas que se encontravam no bar-café-restaurante-sala-de-jogos de uma ‘praia à beira mar’ de onde viera o vendedor de nome Sebastião, como viera, quando ou até em que nave de extraterrestres ou por causa de que guerra intergaláctica, não sabiam o que comia ao pequeno almoço, o que fizera à cinco minutos, o número da rifa que simpaticamente cedera os direitos de posse à senhora que sonhava com milhões ao pé de poucos há cinco minutos atrás daquele tempo perdido no passado. Mas conformavam-se, só sabiam que nada sabiam, eram agarrados à antiguidade, curiosos ou não, iriam continuar a viver, conhecendo ou não o Sebastião.&lt;br /&gt;Contudo, mesmo com tudo o que ia acontecendo, com os banais falhanços absurdos de procurar história no rechonchudo e repetitivo “quem quer apanhar a sorte grande?”, um dia, naquele dia, no bar-café-restaurante-sala-de-jogos irrompe alguém que acarretava o peso de um poder inexplicável mas capaz de contornar a situação, um menino de 10 anos que ao perceber a sua imobilização para encontrar vestígios do passado do velhote percebe que podia simplesmente ocupar o seu tempo enquanto bebia o seu batido que o novo namorado da mãe pagava ao sorrir com a dentadura entremeada de ossos e prata supondo acerca do passado do senhor ao invés de ouvir a conversa lamechas, ‘lame’ e qualquer coisa mais, uma coisa a mais no processo, qualquer coisa à mistura que com a idade não era capaz de reconhecer o cheiro.&lt;br /&gt;Foi assim que ali aplicou as suas mágicas, o rapaz dotado, que se perguntou, quiçá na mesma validade com que os arqueólogos assumem factos históricos, quiçá com as mesmas razões do hábito de fumar ou de sobrepor a conversas numa língua latina outra língua latina, ou de buzinar após uma vitória - ainda se fosse após uma Vitória linda, mamalhuda, jeitosa, bonita -, ou etc., como se quiser criticar:&lt;br /&gt;“Teria sido um ser da idade da pedra que vivera para sempre, o que vi outro dia no filme «The Man From Earth»? Teria sido um navegante dos descobrimentos e embarcado naquelas naus por motivo algum? Alguém normal, mas que era capaz de ver monstros marinhos em piscinas municipais de água doce parada conjugada ao cloro? Teria na juventude ou numa época feito algo ilícito? Feito algum assalto digno de filme? Adquirido o hábito do palito preso ao dente, sobressaído da boca, 24 horas por dia? Vivido um período em que dormia onde calhava, ia onde calhava, porque calhava, ou lhe apetecia ou queria que lhe apetecesse, não pensava no outrora, até porque a memória tinha sido destruída pelo que podia destruí-la um pouco pelo menos? Fora o tipo que descobrira a utilidade das colheres de plástico dadas pela máquina do café de prender à boca e trazê-la lá presa por hábito ou improviso de remédios das três pancadas que substituem os fármacos de recessão do vício do tabaco? Teria estado no meio do mundo à descoberta da relatividade de tudo, de que as defesas de uma posição são como o mundo, tão relativas como tudo, apenas uma opção incapaz de albergar a justificação Universal e a Certa? Seria ele antes um dos radicalistas de movimentos a favor da liberdade absoluta, filosófico o suficiente a modos de perceber que leis, regras, códigos, doutrinas eram e são relativas a pontos de ter achado que vivia numa outra dimensão, separada do que se chama território nacional, da legislação e da cidadania, ainda que para procurar afirmar a sua razão tivesse que cometer um delito que só as pessoas do outro lado do seu conceito é que pensavam assim? Era alguém tísico a nível sexual, que comia qualquer sardinha para matar a fome ou curar a doença (esta pergunta o miúdo a fez subconscientemente, pensando conscientemente unicamente na vontade de se alimentar bem)? Era a infindável voz de Cleópatra que se banhava com Aloé Vera imposta nas aulas matinais da primária do Salazarismo? Fora um contrabandista? Teria raízes dos mouros? Seria um foragido da guerra? Alguém que lutara de armadura e espada na guerra do Japão? Pertencera a uma longa linhagem de samurais, senhores da terra que governam as terras do Sol? Teria apreciado brinquedos da lego? Ou gostara deles embalados e prontos a manusear? (Pensara tudo à medida que a maioria das questões eram influenciadas pelas séries televisivas ou telejornais ou aulas de História da escola) Era ele um sultão das arábias com um arado de mulheres macilentas de elevado teor afrodisíaco por si só (Outro pensamento absolutamente incutido por uma piada do tio)? Fora um viajante do tempo e percebera que o Universo se encontra errado e deveria ser a absoluta liberdade de escolha e despreocupação?&lt;br /&gt;Nessas andanças o Virgolino, o chavalo, assim procedera, embalado na sua política divina da projecção dos seus poderes. O senhor tornava-se um explorador, de roupa creme, camisa branca, chapéu tipo, colete creme à caçador, calções e botas castanhas de cabedal, aos olhos da criança pródiga, porque era e é o que todos somos, embora o conceito que traduz isso falhe pois, se somos exploradores, ninguém espera que o conceito possa traduzir à fidelidade a natureza e toda a especificidade de se ser um explorador ou um viajante, ou um viajante-explorador.&lt;br /&gt;E isto visionado por um garoto de 10 anos. Posto a arrefecer em cima de um balcão, estático, explorando… Sem que o Sebastião fosse afectado pelas energias oriundas de olhos em chamas invisíveis, sem que os outros utentes do bar-café-restaurante-sala-de-jogos pudessem corromper mais facilmente o firewall dos olhos brancos do vendedor da lotaria, sem que tremessem as mesas ou as chávenas, ou alguém caísse com um tabuleiro, ou o mar se separasse em dois, ou as TV’s transmitissem, só o menino, ao pé da mãe e do galante senhor da frente, numa pose concentrada, permanecendo em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.:&lt;br /&gt;- Quem estava nessa pose era o galante ou o menino?&lt;br /&gt;- Você é que decide, porque você pode parar ou apagar e a História continuar e não ser por isso que a sua vida seja uma sentença, porque se pode escolher não há razões, simples!&lt;br /&gt;- Ou razões simples?&lt;br /&gt;- Você é que…&lt;br /&gt;- Decide.&lt;br /&gt;- E porque não tu somente?&lt;br /&gt;- Hã?...&lt;br /&gt;Paz… A seguir só paz…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-5639734946851842910?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/5639734946851842910/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=5639734946851842910&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5639734946851842910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5639734946851842910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/08/sebastio-o-cego-vendedor-de-rifas.html' title='Sebastião, o cego vendedor de rifas'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SKoImBsMoYI/AAAAAAAAAUc/uA8cW5WySdQ/s72-c/greenpix-solar-pv-facade-curtain-wall-led-china-beijing.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-1908528113404028482</id><published>2008-07-22T23:43:00.012+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:25.868Z</updated><title type='text'>Deus, Sobre Deus, Uma história de Deus, Tudo sobre Ele, sobre Ti Deus - 'Yep, that's me!'</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SIZjVE9hnvI/AAAAAAAAAUU/vBMRjUPZiCQ/s1600-h/god-creation-01-a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225973631370239730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SIZjVE9hnvI/AAAAAAAAAUU/vBMRjUPZiCQ/s400/god-creation-01-a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era um cenário de cinema, as gravações de um filme cinematográfico, o ‘back’ do corta-fitas a aparecer, indicado pelo quadrado axadrezado típico de Hollywood, nas mãos de Deus que subitamente se desprende em cinza axadrezada, de coca e cinza, carbono, diga-se. Ele aproxima-se de duas pessoas que acasalavam, num êxtase ‘pó frenético’, gemendo e escalando o PH dos fluidos humanos, naquela exorbitante aparição face a face com Deus, que se tratava de química pura. Deus, um velho grandioso, de todo parecido com Gandalf, especificamente nas roupas brancas que impediam que se visualizasse os pés ou as pernas, no cabelo grisalho, tingido de branco, da lixívia ‘Neo Blanc’ que as nossas mães botam na roupa a cada dia. Ou as mães de alguns sujeitos. Diria eu, e ‘ácidos’ também. A disparidade com Gandalf e Deus era na bandeira americana que Deus usava de capa sobre as roupas calvas, brancas e a auréola triangular no topo da cabeça, um bonito chapéu que relembrava a colina em que Moisés se deparou com a Serpente, e cá entre nós, de que Deus seria feito se não fossem das páginas da História calculada por enormes computadores que no futuro lhe darão origem e abrasarão o Universo controlando peça quântica a peça quântica, não restando a mais minuciosa formiga caótica minuciosa ao ponto de dizermos que de 2 quarks se constrói um computador com a inteligência do Homem.&lt;br /&gt;Deus abeirou-se da tela do ‘Record’ das Américas e disse:&lt;br /&gt;— Faça-se Luz. — E o tipo com a enorme câmara de filmar sobre um género de carreta que servia para a movimentar ao longo do estúdio aproximou-se, agarrando num comando e projectando os holofotes para os dois tipos que faziam sexo ‘forte e feio’.&lt;br /&gt;— Faça-se Vida. — Pronto, continuaram excitados, seguindo a palavra do Senhor.&lt;br /&gt;Deus coçou as barbas. O seu coração batia frenético, dava a entender mãos a baterem em janelas como no 28 Weeks Later, para que pudessem sair. O peito já transpirava, deveria ser uma qualquer peste tropical ou da selva. Desabotoou a peça do seu enorme roupão de algodão fino à moda de Gandalf e num arrepio humanóide o homem que fodia imparável pausou e suspendeu o olhar em Deus, dizendo: — Porra, que cota é que o Marilyn Manson tem em Deus??? — E Deus põe o seu peito a descoberto, a pele tinha sido trocada por vidro, devia ter passado por uma cirurgia plástica feita pelos seres do Nada ou um tipo de taberna, hippie, da Madragoa, que achara bem permitir que Deus fosse levado por rocaralhadas e pela música divina. As costelas viam-se e facilmente se percebia que a sua intenção era fazer um broche a si próprio, mas ao invés criou o Universo e possivelmente esquecera esse plano elaborado detalhadamente. Bem, não quero imaginá-lo a beber cerveja e produzindo as tempestades oceânicas e as chuvas escandalosas a ponto de sentado no seu trono, fora daquele atelier da sétima arte, num passado qualquer, quando o tempo não tinha fim, magicando os primórdios do Cosmos, pensando quem iria vencer as batalhas, desenhando como um artista sentado na sua poltrona a vender caricaturas do seu redor e criando os cavalos-marinhos à custa de um ‘auto-broche’ e que a agitação típica dos cowboys no cimo de um touro saltitante viera da mesma bíblia sagrada.&lt;br /&gt;No lugar do coração encontrava-se um recipiente que o substituía perfeitamente, com uma portada também na forma de coração, era de vidro transparente também e dentro continha um bombista da Al-Queda que chicoteava persistentemente o coração, facilmente se percebe que ele era o escravo que bombeava o sangue e batendo daquele jeito, sovando as paredes do coração de vidro frio permitia a diástole e a sístole, ele era o que a fazia. Mas Deus queixava-se da comichão que aquele lhe causava, provavelmente por o mártir estar a ficar velho e começar a ganhar inteligência própria ao ponto de negociar o trabalho que estava a fazer, claro que insultando o Santo dos Santos e resmungando com o seu bigode Paquistanês. Deus deu dois cliques (daí a modalidade do rato) com a ponta do dedo esquerdo no relógio Omega da mão direita, o relógio mais certo do Mundo, que já foi à Lua, pois Deus está em todo o lado, e a portada do coração abre-se saindo de lá o bombista a correr para os dois humanos emparelhados, puxa do gatilho e explode, deteriorando-os, deixando-os lixados, o tipo ficou ‘preto’ e ela indiana, e a posição sexual em que estavam ficou… foda-se que vinha no Kamasutra, era a mistura de todas as posições desse livro, que esgalhados que eles ficaram, bem queimados, trocados, quantos órgãos tinham? Estariam sonhando? Seriam animais entrelaçados? Peças dos anos quarenta do Jack, o Estripador? Eu disse isto? Ups.&lt;br /&gt;É então que se percebe onde Deus estava, o que ele fez, o que disse. Tinha interrompido as gravações de um episódio do South Park no mundo dos desenhos animados e tudo aquilo não passava de um sonho colorido e molhado. ‘Ácidos diria O lá de cima’, os cânticos dominicais o dizem.&lt;br /&gt;E o realizador aparece em público a reclamar porque é que Deus tinha tornado desenhos animados em seres reais e humanos, figurando o mundo dos D.A., estaria louco da cabeça? Estaria sonhando.&lt;br /&gt;E Deus no seu estilo ‘descontrenso’, descontraído e tenso, levanta a sua saia que fazia parte da roupa à Gandalf, revelando a sua perna, uma valente Cannabis, Jack Flash, a união perfeita com o Budismo, com as cabeças já secas dos triliões de anos que já tinha em cima desde que se fez fogo. Uma planta que já pertencera ao jardim de Eva, o jardim do Éden, e nos antepassados do homem, quando era um macaco e deixou que Eva lhe pusesse os cornos e tivesse logo milhões de chimpanzés para lhe darem geração, ora caso contrário a teoria de Darwin estaria errada, mas é trivial ver que até já na ascendência futura, quando a Serpente tem vida outra vez, até Moisés tinha chifres. Retira de lá uma cabeça e agarra-a na mão que estava conectada ao braço (na mente de todos aparece uma teia que é tecida por uma aranha com muitos olhos e das florestas da América do Sul, venenosa, mais que uma cascavel). Ele diz:&lt;br /&gt;— ‘Smash &amp;amp; Burn’. — E nesse mesmo instante desfaz a pequena cabeça da perna, Cannabis, desidratada e Nova Iorque é arrasado, os edifícios explodindo consecutivamente, destruindo-se numa miscelânea de betão e pó e coca e cavalo e fogo e erva por queimar e o Central Park a arder. E os pulmões da Terra a snifarem. Bom. Deus a fumar aquilo rapidamente, dando bafos seguidos sem deitar fora.&lt;br /&gt;O realizador do South Park diz: — ‘This is my scene! Get Out!’&lt;br /&gt;Deus responde: — This is my sin! I’m the Dude, man. Take it easy. — Isto numa tradução perfeita do diálogo da Tardis, a máquina do tempo própria do “Doctor Who”.&lt;br /&gt;O realizador persiste em caralhadas e ralhos e palavras impróprias para um senhor tão conceituado. É então que Deus sobrepõe à face a máscara do Bush e diz: — ‘Hey, don’t you get it? I’m God! Don’t you see it now? — Porra que o seu inglês era péssimo, a TARDIS devia estar prestes a dar o berro, a ir desta para melhor, a percorrer o túnel sagrado. O relógio de Deus pára. Hora da semente germinar, pois a perna esquerda começava a doer-lhe, já que a mão esquerda estava dormente de tanta punheta e dos duplos cliques no relógio OMEGA e de tanta explosão consecutiva por não estar à altura de burocracias com os afegãos. A perna esquerda era o crucifixo, e o que era Deus, não era mais que um sonho da Igreja e era óbvio que como ninguém sabe onde está a Vera-Cruz ela estaria numa perna de Deus, de outro modo como é que ninguém a veria há tantos anos, desde os Dinossauros, em que Jesus veio pregar ao mundo e era fugitivo do Rei Rodes e que passado uma década ou duas de ser enterrado os soldados, chamados de cruzados, a transportavam para vencerem batalhas contra os muçulmanos e os fazerem reféns, apanhando-os feridos, com grandes infecções e os tratavam, limpavam a fim de os prepararem para o Reino dos Céus e servirem de pacemaker para Deus?&lt;br /&gt;Disse o realizador: — Oh, sorry, really sorry. I didn’t see it. Sorry. Oh God. I can repair your leg. — E aproximou-se de Deus, aliviando-lhe a dor, retirando-lhe o crucifixo da perna que pesava mais do que o continente Asiático, bem eram viçosos os guerreiros da cruz sagrada com tal sustento que era obra-prima de ginásio, um utensílio essencial para a musculação. Virando-o de pernas para o ar, deixando que ‘Jesus Christ!’ lhe escorresse o sangue para a cabeça, no seu caso, o ‘Sant Graal’ e aparecessem imagens do seu filho, sufocando, chorando, implorando para que não fosse só Maria Madalena a tomar conta dele. E naquele acto se percebeu brilhantemente a causa de tal dor em Deus, era do sangue que tinha a mais e que 'Deus' a Jesus há milhares de anos para que ele o escorresse e disso formasse uma seita, que só falava de sofrimento aos patrões das ruas das favelas, as crianças e de Roma, pois todos os caminhos dão a Roma, ‘oh claro, o velho ditado, o raio do velho não se cala, que fique o velho no passado, essas histórias já chateiam’, bafejei isto? Disse-o em voz alta? Que porcaria foi esta?&lt;br /&gt;— Ah, assim isso está muito melhor. — Disse o realizador, ao observar o riso de gato malandro, de canto da boca, a arreganhar os dentes, a desaparecer, tornando-se na tristeza e ódio que formou as santidades do Vaticano e o Papa, Papa, aquele papão que nos contam à beira da cama, que serve para nos condicionar a vida toda, o controle que no futuro os computadores e as máquinas construtoras de tudo no futuro farão, mas a si e não ao resto da ‘Rede’. — Já agora caía melhor era 'Smash &amp;amp; Smoke'. — Finalizou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ali, enquanto Ele queimava o canhão e o realizador olhava estupefacto, e os humanos continuavam a foder com mãos-de-cera resultado de promessas a Fátima, em vez de velas, como habitual, Nova Iorque era desfeito e Deus agarrado à droga, pegando na ideia do realizador, substituiu também a auréola por um valente anel de ouro, bem parecido a uma aliança de casamento, pregando-o na cabeça, usufruindo dos dois orifícios que possuía mesmo para o efeito. E o cabelo dele começou a espigar, estendendo-se horizontalmente, formando a Casa Branca, aquela de Washington, nas Costas, a capa que era a bandeira dos Estados Unidos passava por um estado de transição em que as estrelas se transformavam e despontavam, radiosas, as riscas também davam início a um processo sobrenatural, lá das bandas do Divino, nas sintonias cósmicas da rádio Celeste. Nas costas surgia a América com o povo Americano que Deus não via porque iam até ao seu traseiro que ele queria só para cagar, e não tinha sido substituído por nada como o resto para o tal efeito robusto de ‘emerdar’ a Nação mais evoluída do mundo.&lt;br /&gt;E por fim arremata o realizador, isto é, diz o realizador de South Park: — É mesmo Deus, perdoe-me, no princípio não tinha a máscara. Com essa perna que lhe pus já parece que tem sapatos… Isto é um aparte.&lt;br /&gt;E Deus vocifera com a sua voz de criatura monstruosa de fundo de gruta, caverna de estalagmites e dos tempos do Neandertal: — Queres dar uma passa? É que isto já me está a atingir as costas…&lt;br /&gt;Naquele instante, numa junção infinita de comunicação entre o Homem e a Máquina, enquanto os dois pombinhos fodiam que nem pegas, se verificou a Santa Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.&lt;br /&gt;Deus corrige: — Hã, hã. Deus, ‘Jesus Christ!’ e a Marijuana. Porque Maria, ácidos, Nossa Senhora, aparece em todas as peças da Bíblia, até no Gladiador aparece pah! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-1908528113404028482?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/1908528113404028482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=1908528113404028482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/1908528113404028482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/1908528113404028482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/07/deus-sobre-deus-uma-histria-de-deus.html' title='Deus, Sobre Deus, Uma história de Deus, Tudo sobre Ele, sobre Ti Deus - &apos;Yep, that&apos;s me!&apos;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SIZjVE9hnvI/AAAAAAAAAUU/vBMRjUPZiCQ/s72-c/god-creation-01-a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-6973634392861181260</id><published>2008-07-14T22:53:00.002+01:00</published><updated>2009-05-28T22:57:10.831+01:00</updated><title type='text'>Mesmo agora dei o pontapé e as ideias já se foram</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SHvLy8LU3xI/AAAAAAAAAUM/Ar6Od1TRcqc/s1600-h/psychogirlfriend.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222992268873752338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SHvLy8LU3xI/AAAAAAAAAUM/Ar6Od1TRcqc/s400/psychogirlfriend.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Mesmo agora dei o pontapé e as ideias já se foram”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo por causa de mim e de uma rapariga. As velas se apagaram, num sopro lamechas. Pus uma pizza de fogão a esquentar ao microondas, e afinal que mais será o microondas? Vim do Oriente, são 7:51 no horário do meu pc, mas tendo em conta que não sou um relógio atómico para que importam as horas? Vim deitar-me na cama, semi-vestido, de cuecas e uma tshirt da Zara a dizer Carolina, “University Sport Life” na minha vida nada saudável.&lt;br /&gt;E lá está. Os funcionários de Lisboa, os olhares indiscretos que nos viciam na inquietação da simples pergunta, porque nos olham assim? Que significam tais olheiras? Estarei a perguntar demais ou a ‘onar’?&lt;br /&gt;Passei a noite indevidamente e não me sinto o bastante livre para desabafar sobre a série que vi, do género fantástico que me remeteu para a escrita acerca de uma vida que fez das suas, nem me sinto uma pomba branca do distintivo da Igreja Universal Reino de Deus que fica perto do Técnico, se é que tem um símbolo exposto e o microondas não fez um triim para eu ir de lá tirar a pizza e em breve não me processarão por expor um boato publicamente acerca dessa seita, isto na hipótese de alguma vez publicar e as pessoas comunicarem comigo à espera da minha última palavra, como se eu fosse um sábio ou o silêncio após um diálogo banal arrematasse como betume de servente uma parede por construir e os segredos da vida consistissem no silêncio e no lado negro da matéria.&lt;br /&gt;Dou-me conta que não sei sobre o que estou a escrever e que não dei o pontapé de saída do final do Euro, nem segurei as palavras certas à boa maneira de guarda-costa de discoteca de ricos, como o Lux, por exemplo.&lt;br /&gt;Já, a pizza já está pronta. Espero ter cozinhado bem comida pronta a comer depois de aquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o jogo de futebol não nasceu do Euro, antes se fizeram milhares de jogos de rua, de relvados nada cuidados, de rascunhos de folhas de um fórum sobre pintura, de conversinhas de café, de sabões, de álcool, guerras e droga, prostituição e descontextualizado da ordem natural da vida ou de conotações histórias ou eruditas, de mitras, de miúdos de rua, de pedintes, de empresários de cigarro à boca, de pontas, de beatas escoriadas e procuradas por vagabundos da saída do metro da Amadora, isto me disse um tipo que conheci uma vez no Inter-cidades, disse ele que foi algo que nunca viu na vida, que foi algo mesmo abominável. Não fosse uma conversa de passagem e não andasse ele em Leiria a estudar e a trabalhar em Coimbra, a viver em Pombal, a experimentar tanto a vida, tão profunda, não fosse ele parar à Amadora e acabar tendo um trauma ao ver gandula a abarrotar de sujidade procurando pontas com filtro para se reunir com outros e ter nicotina merdosa com fartura para fumar.&lt;br /&gt;Estou seguro de que o mundo não é assim e não tem de ser, para quê ler? Para quê continuar a ler e não abandonar um pico de letras sem sentido ou significado?&lt;br /&gt;Se fosse eu desistia de ler e quando puder deixo de escrever, deixando os que lêem aos seus destinos, à sua mercê, pendurados no carril do romance, porque tudo é acerca do amor e eu não posso ficar especado a olhar para o portátil em sentido, num estado vegetativo/coma profundo, porque aqui é que ninguém me come.&lt;br /&gt;Em Lisboa, precisamente nas Olaias e como explicitamente referi previamente, para quê saber-se as horas? Para quê descrever ao detalhe nesta fase em que cada “letra de cada termo” podem ser úteis para efeitos da justiça ou alguma acção judicial, uma apreensão do crime em massa?&lt;br /&gt;E para quê persistir na leitura desta obra-prima de requinte quando se está a servir de cúmplice, de testemunha não ocular mas literária? Para quê testemunhar ficticiamente quando se tem à disposição umas pernas e se pode levantar do sofá, ou do aconchego da cama e experimentar-se por si mesmo? Porquê quando bastava pagar uma data de euros e meter-se num comboio ou num autocarro e viver por si? Porquê esperar que eu coma a pizza se podemos levantar-nos cedo, deixarmos a gaja, ou o “the dude” e pormos na alheta, à procura do romance de cada um, do folheto informativo que bem podia se colar ao peitoril de forma que cada um retirasse um e trocasse a informação, desabafasse sem ter de olhar frente a frente com os leitores ou tivesse de se despir em frente à crítica e mostrar o quão anhados podemos ser ou atrasados ou perfeitos até.&lt;br /&gt;Porquê confiar o tempo da vida de cada um num tipo todo fodido da cabeça — como disse o Rudy outro dia —, que de convicções sabe pouco ou zero?&lt;br /&gt;Num cobarde que nem coragem tem de ir a um café citadino e falar a desconhecidos sedentos de conversa acerca das merdas da sua vida, de lá empilhar um monte de bêbados e fundar uma organização fundamentalista obsessiva e o raio?&lt;br /&gt;Bora dormir. Já comi a pizza, estou cansado. Até logo. Ou outro dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-6973634392861181260?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/6973634392861181260/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=6973634392861181260&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/6973634392861181260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/6973634392861181260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/07/mesmo-agora-dei-o-pontap-e-as-ideias-j.html' title='Mesmo agora dei o pontapé e as ideias já se foram'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SHvLy8LU3xI/AAAAAAAAAUM/Ar6Od1TRcqc/s72-c/psychogirlfriend.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-7181521768725895141</id><published>2008-07-09T03:29:00.003+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:26.295Z</updated><title type='text'>P.J., Pedro Jorge ou ''Perfect Joy''</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SHQo78GqTNI/AAAAAAAAAUE/dcAxfXn0nOM/s1600-h/1576567603_60d1862774.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220842878240705746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SHQo78GqTNI/AAAAAAAAAUE/dcAxfXn0nOM/s400/1576567603_60d1862774.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um rapaz apareceu,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;no meio do nada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ninguém diz que é seu,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;coisa mal amada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Contraste que se nota,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;num turbilhão de ideias e ideais,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;um pensador caminhando à solta,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;alheio a todas as coisas banais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ligações sobrenaturais,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;capaz de fazer a diferença,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;como duas pedras de sal sem os seus sais,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;por favor fala-me sobre a tua crença.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meio menino, meio sacana,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;não é carne nem peixe,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;qual é a música que te ama?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Escolhe uma que não te deixe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um buraco num liso chão,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma mancha preta num quadro branco,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Espírito de cordeiro em corpo de cão,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um diabo vestido de Santo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com mil uma mulheres gosta de aprender.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sente e diz tudo aquilo que não tem,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um génio sempre a surpreender,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dorme impecavelmente bem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aonde vais acabar?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Até aonde teu caminho vai seguir?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depressa ou devagar?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Serás sempre algo de inédito a surgir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Henrique Roma - Açoreano&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-7181521768725895141?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/7181521768725895141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=7181521768725895141&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7181521768725895141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7181521768725895141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/07/pj-pedro-jorge-ou-perfect-joy.html' title='P.J., Pedro Jorge ou &apos;&apos;Perfect Joy&apos;&apos;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SHQo78GqTNI/AAAAAAAAAUE/dcAxfXn0nOM/s72-c/1576567603_60d1862774.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-6068430610546634414</id><published>2008-06-27T12:58:00.009+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:26.591Z</updated><title type='text'>John Sinclair, JoSin</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SGTX6jnUiJI/AAAAAAAAAT8/8FNO_J4ySzc/s1600-h/193854996_428567c019.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216531669394426002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SGTX6jnUiJI/AAAAAAAAAT8/8FNO_J4ySzc/s400/193854996_428567c019.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Duas coisas fazem o Universo, o Nirvana e o desmazelo. John Sinclair não era uma marca de tabaco de enrolar, nem uma pastilha elástica e muito menos filiado de algum franchising de Bob Sinclair, porque embora Bob seja suficientemente bom, a escala de rentabilidade a franchising inaugura o postulado das marcas cedidas a partir de Bob o construtor e com este retiro escusado não explico minuciosamente a razão de não ser uma pastilha elástica nem tabaco de enrolar, para já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acende-se um cigarro que se apagara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estando o narrador, eu, um simpatizante do ‘lifestyle’ de JoSin, a alcunha do idealista, a pensar escrevê-lo obrigo-me a esse dever.&lt;br /&gt;Nascera à hippie. Afugentando as lebres da estrada numa Van, tendo sido um embrião durante a infância e a adolescência. Uma vida que dizia ele pertencer ao seu alter-ego, e como pensava, um homem ou era um super-herói que vestia uma máscara durante uma fase da vida e se transformava numa outra personalidade, salvando desde gatos caprichosos das árvores com sete-vidas ou pessoas de submergíveis que não tinham cultura suficiente para vir à tona, a enclausurados no último andar de um edifício em chamas prestes a ceder, ou simplesmente pode ser um doppelgänger, um monstro e no resto do tempo pode ser um mero cidadão, comum, neutro, que passa despercebido se não tiver um cartão de crédito recheado de chantilly e cerejas cristalinas, nas palavras dele claro, porque numa última hipótese destacada, remota, pode ser um fumador, o homem, tanto de oxigénio como monóxido de carbono como de dióxido de carbono, sendo este último tópico ligado um pouco aos super-heróis bombeiros ou então às vítimas por asfixia de um incêndio ou tortura, e valha-lhes Deus serão heróis para o resto da vida relembrados com tristeza. Não obstante dispensara uns ‘minutitos’ a mascar uma pastilha e a dizer cada palavra que eu escrevi num café a beber umas cervejas com os amigos e distante de qualquer acto heróico ou da terra sagrada em que poderia aproveitar o seu potencial. Adiante. Na sua Van, pintada de azul para se confundir com o céu limpo a grandes distâncias e no sentido contrário da estrada, fizera-se hippie, de fita ao pescoço e lacinho de solidariedade à luta contra o HIV, de roupas importadas da Índia e sandálias de fragor a sândalo, convivera com a cultura budista e o hinduísmo, procurando o temperamento, o prazer de cada objecto e não atribuindo isso a filósofos greco-romanos, cruzara-se por acaso com aficionados da luta pelos direitos de aquilo e isto, mas as vozes do combate passaram-lhe despercebidas como se ouvisse exclusivamente o fundo da música e a letra migrasse como pombas brancas para uma terra que nunca saberemos ou aparecesse como as andorinhas na Primavera em Portugal, contudo ele preso num qualquer mosteiro, nos recalcos das estátuas de pedra e na escuridão húmida dos séculos, escondendo mitos e lendas e eventos que não cabem na mente em apenas segundos. Não adorara Shiva, nem vacas, nem Buda, nem qualquer outro avatar que representasse uma mesma noção da Verdade, nem se imaginara alguma vez num paraíso do estilo do Dragonball, nem acreditara na reencarnação Aristotélica, praticara Yoga, tantrismo, Wushu, descobrira a cultura israelita do Shoarma e enquadrara-a na prática de Krav Maga, depois procurara as várias formas de movimentos lentos e de defesa no Tai Chi Chuan, descobrira numa das ruas de uma ‘Chinatown’ I-Chuan, quando esteve exilado na Tailândia escolheu matar o tempo a aprender Krabi Krabong na vez de Muai-Thai posto que combinava Muai-Thai com manejamento de armas e numa ida ao Brasil visando o tráfico ilícito de estupefacientes aprendera capoeira em poucos meses, compensando com ginásio de forma a não tornar os músculos nem flexíveis demais e misturando com desporto e trabalho no rodízio para não se tornarem rígidos demais. E tudo o que aprendera não demorara mais que cinco anos da sua vida, embora aprende-se demasiadas simultaneamente na China, nunca se entregou em demasia a cada uma, o que lhe valeu uma capacidade de aprendizagem melhorada e também nunca as tencionou aprender com vista a aplicar dotes de violência, raiva ou exibição, ora facilmente se constata atendendo que mesmo hippie o seu estilo de vida era despercebido e passado paralelamente à história biológica que decorreria em larga escala na superfície terrestre. Muitas vezes durante esse período em que de madrugada ingressava em fóruns em Florença cursou a Sicília. Durante um negócio com o líder Tommaso Buscetta tatuou um símbolo de nossa senhora da Venezuela conseguindo atingir a plenitude face àquela família, numa demonstração de honra e fidelidade única, enquanto o papel da Santa ardia nas suas mãos e ele suportava a temperatura enorme com os ensinamentos budistas e hinduísta e evitava desse modo as queimaduras fugazes numa constrição soberba. Abandonou de seguida a Itália com o negócio concluído e viajou até a Marrocos num fingimento absoluto de ida para o Brasil, seguida da Venezuela e Colômbia, traçando antes a Argélia. A prática do negócio seria realizada sem a sua presença e trabalhando ele para um Venezuelano e para um Vietnamita ao mesmo tempo precisava de regressar num instante à Rússia, tendo colaboradores de confiança ido buscar a droga à América do Sul por si.&lt;br /&gt;E num lindo dia de Inverno em que o gelo retinha as pessoas a movimentos de Tai Chi Chuan, em Moscovo, negociara com Yuri Brokhin, um dos líderes da ‘Bratva’ silenciosa. Negócios de empresas fantasma e ópio, encobrindo com a venda de Vodka Eristoff de Itália e outras de má qualidade e destilação de fechar os olhos se alguém quiser beber, ou de ‘nem queiras saber como foi feito’.&lt;br /&gt;Calmamente regressou ao Vietnam e de seguida pensara em virar Americano e deixar a outra vida, com tanto dinheiro a melhor maneira de o fazer render era em Wall Street, naqueles tempos prósperos e de crescimento, já afastados do pós-guerra e com margens elevadas de gasto.&lt;br /&gt;Nos anos seguintes tornou-se um hippie gangster. Ainda que fossem só dois até atingir os 25 e a sua vida atingir um outro ponto de viragem. Uma ex-namorada sunita ligara-lhe, era caso sério e esquentava-o, porque embora deligente continuava a seguir doutrinas de moderação e paz, ele simplesmente via o seu redor e não tentava imaginar o efeito global de algumas negociatas dele. Nos instantes em que tripava nesse sentido parava a carruagem e pensava como um ocidental, ‘ofícios da guerra, ossos para a história, infinidades de erros que servem para nos ensinar’.&lt;br /&gt;Em ‘New York’ cooperou com um descendente de Meyer Lansky a que emprestou uma boa maquia que era enviada para o Nevada e empreendida em casinos, nomeadamente em Las Vegas. Recorrendo a fontes antigas do álcool para abastecer de uma forma proveitosa e não só monetária. O seu nome continuava despercebido, vestindo-se de hippie e não apresentando um alargado porte de defesa e conhecimentos como tinha. Passeava em Wall Street com alguns milhares de dólares, à boa moda de corrector de classe média e reportava o crescimento do mercado a um novo colaborador e amigo da borga em Taiwan numa procura de ilhas tropicais de grandes minérios que trabalhava na ‘Macintosh’ e assim aproveitou para fazer compras de vastas indústrias a preços de rescaldo para muitos investidores medianos mas pechinchas aos seus olhos com vista a desenvolver uma empresa informática, isto claro através de sugestões do seu amigo.&lt;br /&gt;Auxiliou gangsters Nova-iorquinos, em muitos produtos únicos, dedilhando minuciosamente as suas mentes para que abrissem novas correntes de distribuidores e um novo estilo de forma a abrir as mentes a novas introspecções e a nova corrente tecnológica que preparava, afastada do estilo hippie e do seu filho que nascera há 3 anos na Checoslováquia e que provavelmente passaria fome e não tinha as condições mínimas em casa, se era o caso de não viver na rua.&lt;br /&gt;Então dá-se a mudança total, as nuvens afastam-se, os raios de Sol banham o chão acima dos seus sapatos e fato Giorgio Armani, o barco amotina ousadamente. ‘Os homens são heróis num período diferente da vida, ou são fracos’. Recebera a notícia que a sua Van se estampara e caíra de uma falésia sobre areia fina do Tahiti, morrendo 6 jovens, numa praia de que já não recorda o sabor, de águas que nada correspondem ao abafado da poluição daquela cidade, de uma natureza vívida que ensaboa os pulmões dando uma vitalidade extraordinária.&lt;br /&gt;Nasceu naquela hora, daquela data, de qualquer data um resultado explosivo de uma mistura de cereais únicos ao pequeno-almoço. Ele desapareceu, numa aventura estrondosa, deixando a cargo dos engenheiros e procuradores a sua empresa e consultores de mercado. Vivendo um estilo, dormindo em Cabo Verde na ilha do Sal a primeira noite após abandonar a grande maçã podre. Dormindo de seguida nas beiras de umas ruínas Islâmicas no Sul da Índia, escondidas no meio do mato. Procurando shakras e pintando o caminho, atirando pedras aos lados e tentando esquecer o que aprendera, tentando escapar aos ensinamentos e procurando um estilo dele, algo descontextualizado, não precisava de ter uma utilidade, alguma importância, de ser perfeito, bem feito ou que completasse integralmente.&lt;br /&gt;Dormiu no Bangladesh de seguida. Visitou a Babilónia como um vagabundo glaciar. Perdeu-se por Moscovo e viu-o com outros olhos, agindo habitualmente na rua, de cigarro aceso e um cocktail Bloody Mary numa das mãos. De calças de ganga sarrafadas e arrancando qualquer publicidade que encontrava nas paredes. De pé a pé com pedintes que se aproveitavam das suas esmolas. De volta ao avião aterrou em França e antes em Alemanha, precedido por Polónia e procedido à Holanda. Visitou o topo dos ferros e trepou ainda uma barra como se fosse um macaco ágil, não receando a ferrugem daquelas barras grossíssimas nem a punição por tal ousadia. Estava num navegável que não parava e tentava escapar a qualquer recordação da sua mentalidade anterior. Com calma e um cigarro na ponta dos dentes. Sem a moca das pernas leves, embora as tivesse da agilidade suprema que possuía por técnica e treino e não somente habilidade física, já que entremeava músculo com flexibilidade.&lt;br /&gt;E por fim o final trajecto atracava em Portugal, num estado em que o catolicismo vencia e nas patacas ruas das cidades Portuguesas com moradias do antigamente e jarros de jasmim e trevos às janelas, visitou o Alentejo e tomou banhos no Algarve, sobrevoou de Faro ao Porto e verificou a cidade invita. Não tentou um dos seus negócios. Era boa pessoa. E perguntava-se do seu filho que alguma ama e encarregado que lhe enviara para o extraditar a Miami deveriam tomar conta. A mãe falecera, talvez a sorrir, num recanto de uma cama, num Hotel luxuoso, a soçobrar os últimos clarões do Sol e o efeito laranja no fundo do horizonte, numa clarabóia que regurgitava um túnel celeste, esperava ele.&lt;br /&gt;Visitou Leiria e morou algum tempo no alto, perto do Castelo. Enquanto gastava uns maços de tabaco e se exercitava matinalmente, num paradoxo vívido, numa definição de Sony Full HD aplicada à década de noventa, inexistente. Socializava em cafés e bares e discotecas, conseguia impor-se como ninguém mais e aplicar alguns conhecimentos das suas habilitações de 12º. Falava de uma maneira estranha, tendo aprendido o Português da mesma maneira que aprendera as artes, numa recorrência a um estilo não próprio budista para facilitar a aprendizagem, embora soubesse que esse método de existir já fazia parte da sua vida como o ar puro que respirava, quando o respirava.&lt;br /&gt;Resolvera mudar-se para Lisboa, lá haviam resíduos de Nova Iorque, enviados como a piada da produção de pastilha elástica como resposta à piada do preservativo, seja como for. Vivera numa mera residência, sem visitar o seu filho, enviando cartas, com vista a conseguir algum ânimo nele para que o pudesse educar mais tarde. O seu cinzeiro era um candeeiro sem lâmpada, as beatas eram atiradas pela janela, a sua cama servia de apoio aos pés, a cama era algo plano, rochoso ou até de madeira, que encontrava onde lhe apetecesse nas noites em que andar 500 metros achava ser muito para atingir o seu quarto. Conhecia raparigas aqui e acolá, alimentava-se aqui e acolá, namorava aqui e acolá. Vivia constantemente em encontros aleatórios marcados por puro prazer casual, e frequentava fóruns que nasciam após posteriores palestras de gentalha famosa, era do jetleg. Escrevia quando lhe apetecia. Tinha ideias para novos negócios que posteriormente enviava à sua mão direita e dividia os futuros lucros. Apreciou a matemática e frequentava anonimamente aulas na Universidade de Lisboa, no Instituto Superior Técnico e na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Admirava as discotecas e o Bairro. Passeava pela Baixa e depois de saber dos Maias, tentou aprender um pouco da vida de Carlos da Maia num tom de respeito equivalente ao que dava na aprendizagem da vida Budista ou Hinduísta, mesmo sendo Ateu. Ia ao cinema com uma das namoradas estudantes de 3º ou 4º anos que conhecia nalguma conferência. Ia para a borga com namoradas que conhecia em bares ou afins e muito raramente com as da Universidade. Por fim mudou-se para o Oriente e aí viveu o último estágio da sua vida em Portugal.&lt;br /&gt;Nunca me perguntei quem teriam sido os seus pais. Os seus irmãos e sei que ele os levava com respeito. Embora vivesse uma vida à parte que não se recordava e os visitasse periodicamente sem dar conta, talvez aí vivesse o seu alterego, ou algum amigo e provavelmente os visitara no meio de muitas viagens em que houvera tiroteios e mortes e pancadaria e atropelamentos e enterros e chuvas torrenciais e após atravessar desertos, quem sabe se nunca aparecera extra-bronzeado mesmo controlando perfeitamente a transpiração de modo a evitar tal resultado, quem sabe se não apareceu a casa alguma vez frio e gélido e o aqueceram ao ardor da fogueira, quem sabe se os familiares desconheciam a sua vida de multimilionário e para eles seria o acostumado John Sinclair cuja infância faz parte de uma outra dimensão que nem ele recorda. Mas que visitou a família tenho a certeza, muitas vezes entre negócios e até durante a temporada em Portugal. Talvez para os familiares seja um famoso e eles o vejam como Perseus. Mas nada posso afirmar porque jamais John Sinclair saberá, assim visto, ‘um homem ou era um super-herói que vestia uma máscara durante uma fase da vida e se transformava numa outra personalidade, salvando desde gatos caprichosos das árvores com sete-vidas ou pessoas de submergíveis que não tinham cultura suficiente para vir à tona, a enclausurados no último andar de um edifício em chamas prestes a ceder, ou simplesmente pode ser um doppelgänger, um monstro e no resto do tempo pode ser um mero cidadão, comum, neutro, que passa despercebido se não tiver um cartão de crédito recheado de chantilly e cerejas cristalinas, numa última hipótese destacada, remota, pode ser um fumador, o homem, tanto de oxigénio como monóxido de carbono como de dióxido de carbono, sendo este último tópico ligado um pouco aos super-heróis bombeiros ou então às vítimas por asfixia de um incêndio ou tortura, e valha-lhes Deus serão heróis para o resto da vida relembrados com tristeza’. E ele não era uma pastilha elástica nem tabaco de enrolar. O final da sua vida penso que facilmente se imagina, como um flashback invertido, sobre películas de cinema suspensas e vendo o tempo abrandar e acelerar conforme os batimentos cardíacos e o calor corporal, o Nirvana e o desmazelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acende-se e apaga-se.&lt;br /&gt;Tão natural como o vento.&lt;br /&gt;Para já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ass.:JoSin&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-6068430610546634414?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/6068430610546634414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=6068430610546634414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/6068430610546634414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/6068430610546634414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/06/john-sinclair-josin.html' title='John Sinclair, JoSin'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SGTX6jnUiJI/AAAAAAAAAT8/8FNO_J4ySzc/s72-c/193854996_428567c019.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-2764552795965715778</id><published>2008-06-08T16:26:00.004+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:26.729Z</updated><title type='text'>Os candeeiros tringulares do Oriente - Parque das Nações - 1ª Parte</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SEv7xlcJTfI/AAAAAAAAAT0/kuBhc0bJ6qY/s1600-h/Gare_do_Oriente.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209534223266434546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SEv7xlcJTfI/AAAAAAAAAT0/kuBhc0bJ6qY/s400/Gare_do_Oriente.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele desabotoava furtivamente os olhos, descosia as pestanas entrelaçadas e definhava as estrelas, as estrelas que resplandeciam soturnamente. Era noite cerrada. Era noite cerrada num banco do Parque das Nações, num parque, à beira do rio Tejo, num assento de betão paralelo a uma estrada na qual diariamente Lisboetas e estrangeiros fazem ‘jogging’ e bicicletas são pedaladas. Eu desconhecia o ser, ainda que pudesse retroceder temporalmente naquela tapada, não conseguia retroceder na sua vida. E ele estacionava, isento, no mutismo noctívago, baixando emotivamente a cachola, fixando a ponte Vasco da Gama, num silêncio que rodopiava como tornados, que arrastava as folhas aos seus pés e as empurrava fora do seu campo situacional. Perguntava-se quem seria ou o que seria. Dentro de instantes apalpou os bolsos sem mergulhar as unhas lá, pensava em descobrir algo sobre si, sobre a sua identidade ou pela identificação. Esperou, um grupo de jovens e quarentonas e velha guarda passeava à sua frente, percorrendo o pequeno percurso, desmandando um esbaforido de “grande moca” e seguindo, tendendo a não distorcer aquele campo de existência que desmanchava o banco em plaquetas do jogo ‘quem é quem’. Havia luz, pensou ele, os candeeiros triangulares ocupavam-se da iluminação. Mesmo assim ele contava apontando com os dedos as estrelas, até ao infinito e dizia repetidamente, lamentando enquanto roía as cáries dos dentes, que desejava mais que tudo neste mundo saber quem era, atirar pedras ao rio e esperar que chegassem ao mar ou a uma praia, deitar-se numa jangada e acordar no registo civil, com o registo de nascimento, não deteriorado, evocando claramente o seu nome, a porcaria do seu nome.&lt;br /&gt;A ponte Vasco da Gama ao fundo, que mirou deitado no assento, vendo uma árvore de Natal, o piscar das luzes fraternais, de aviso, coloridas, apelavam certamente a uma árvore de Natal, a grande Árvore de Lisboa, que une os dois rios, que servia de passadiça para as duas pontas dos rios, à maneira dos gorilas selvagens ou chimpanzés.&lt;br /&gt;O seu bolso tremia ofuscante, ou era a sua cabeça para remexer nos bolsos. Os seus braços endireitavam-se no sentido dos bolsos, um de cada lado, perpetrou tal inspecção… silêncio, escuro, de olhos cerrados, costurados. A ver se acaba com o meu sofrimento, a ver se me facilita a narração referindo-me a ele com o seu nome.&lt;br /&gt;Um senhor atravessa-se na sua frente, sorrateiro, lobo solitário, olhando-o continuamente e discretamente. Espantosamente assenta-se uns bancos à frente, na direcção da ponta e amedronta o desconhecido, isento de vida a priori e que supostamente nada deveria recear. Era o lobo homossexual ou ele estaria a influenciar esse tal lobo e as pessoas a sentarem-se maquiavélicos num banco de um parque em que diariamente civis cumpridores da conduta social passeiam ao ar livre, descontaminado de usos abusivos de vidas impulsivas e desocupadas?&lt;br /&gt;Mas ele não pensou nisso e seguiu no sentido oposto, na direcção de um som que já passou despercebido aos seus ouvidos ensurdecidos pelo pânico, som de bar e discoteca, que possivelmente seria oriundo de onde aqueles maganos que repenicavam “que moca” vieram. E esse som em conjunto com a luz da Lua reflectida sobre as águas do Tejo, derramada, dispersa, a apontar para ele, e a escuridão das árvores, sumiu na devassa escuridão, desaparecendo da minha mira ele, perdendo um fragmento da história, uma tira de papiro, tinta de pena ou a minha pena e fiquei aprisionado a uma descrição mínima da escuridão em que ficou a sua história durante segundos, ou minutos, não sei…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penetra o “académico” de estalo, com um maço no bolso que comprara numas bombas na caixa, após luz verde ser chapada na sua cara, vinda das fossas abismais criadas nos sulcos das palmeiras. As suas passadas incógnitas eram agora impulsivas e desesperadas. Já sabia o que tinha no bolso e nenhum sinal de nada. Nada que lhe pudesse ser útil além de 10 euros, e um maço de tabaco Lucky Strike. Pediu uma imperial de 0.33 e o empregado, ou patrão serviu-lhe 3 imperiais. Lá saiu à Zorro do bar, com as 3 na mão e bebendo uma, a goles de quem não tem estômago. Caminhava e afastava-se das pessoas que se atravessavam na vanguarda, pudera… possível era conhecerem-no, já que podia ser até o presidente dos Estados Unidos ou Deus ou um Anjo, ou uma estrela do futebol, ou um jornalista, ou um actor porno, ou um miúdo novo, nem o tipo de profissão que poderia ter sabia, precisava de um espelho urgentemente… na gana de saber a idade.&lt;br /&gt;Seguia até cambalear lado a lado com a casa da cerveja, mirando impulsivamente o Vasco da Gama, marchando até que num rego (água dos dois lados) uma voz sobressalta, uma voz romena, outra portuguesa e outra romena e outra de outra rapariga alvoroça num estalido de cavalo marinho, perguntam o que fazia ele a li, chamam-no de Pedro, obtendo os tais interrogadores uma resposta simples e eu um simples alívio para a minha nomeação durante esta narração, “Pedro, what are you doing here?”, e ao que Pedro responde, procurando ideias para a escrita, bebendo o resto da cerveja, mirando o copo, e a rapariga pergunta, “que tipo de escrita”, e o Pedro e eu desalentámos, porque ambos não nos lembramos do momento. O Pedro segue adiante, negando o oferecimento de companhia, caso ele quisesse, negando o “junta-te a nós”, negando uma liga metálica, repulsivamente, e por tais negações Reis batalharam, descobriram novas estratégias, mestres de Xadrez nasceram, as maternidades diferenciam-se pelas pessoas que lá nascem e as máquinas de extracção de petróleo lembram o sexo, porquanto as ligas metálicas são soldáveis e desfeitas e o metal já não representa a ligação que representava, nem o tabaco presenteia um símbolo de socialização, antes pelo contrário interliga-se com marginalização e esbarata-se a zonas de ar livre, que podia ser ar saudável, mas que por motivos desagradáveis não o é.&lt;br /&gt;Esta história terá continuação, começará da parte em que Pedro os abandona, atira o copo da cerveja ao lixo e avisa antecipadamente que o fará, se cruza mais à frente com um tipo que lhe pede um cigarro que obteve outra negação que deu origem a muitas criaturas deste Universo e que segundos depois obteve a contra-negação e o cigarro foi-lhe imediatamente cedido. Tendo o tipo perguntado a Pedro se era fácil de fumar ali ganza, se havia por aí bófia, e Pedro diz “sei lá”. Desaparecendo no estandarte da ponte, sobreposta ao rio, fulgurada como um vulcão que assomou das avenças dos oceanos. Assim este conto continuará e de graça, minhas senhoras e meus senhores, preço de ocasião, venham cá ver, é só pegar, pagar e levar, sem moléstias. Pedro continua…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-2764552795965715778?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/2764552795965715778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=2764552795965715778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2764552795965715778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2764552795965715778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/06/os-candeeiros-tringulares-do-oriente.html' title='Os candeeiros tringulares do Oriente - Parque das Nações - 1ª Parte'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SEv7xlcJTfI/AAAAAAAAAT0/kuBhc0bJ6qY/s72-c/Gare_do_Oriente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-8138222115293923120</id><published>2008-05-28T17:20:00.012+01:00</published><updated>2009-11-28T01:41:54.822Z</updated><title type='text'>A Quem Achar Que É Para Si - O burro que não era de carroça</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SD2KfGoh1SI/AAAAAAAAATc/P-Lw_u7OtHM/s1600-h/missanga1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205469011271341346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SD2KfGoh1SI/AAAAAAAAATc/P-Lw_u7OtHM/s400/missanga1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SD2KfGoh1TI/AAAAAAAAATk/YXxOnti6b9M/s1600-h/grimrePER.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205469011271341362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SD2KfGoh1TI/AAAAAAAAATk/YXxOnti6b9M/s400/grimrePER.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SD2KfWoh1UI/AAAAAAAAATs/hAxuiX0tYWs/s1600-h/strange%2520tree%2520at%2520monastry.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205469015566308674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SD2KfWoh1UI/AAAAAAAAATs/hAxuiX0tYWs/s400/strange%2520tree%2520at%2520monastry.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SD2JL2oh1RI/AAAAAAAAATU/2zBGRvAUfdU/s1600-h/overl.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205467581047231762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SD2JL2oh1RI/AAAAAAAAATU/2zBGRvAUfdU/s400/overl.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que dejecto diria que um programa televisivo sobre acasalamento da avestruz seria um entretém?&lt;br /&gt;Trancar-se num quarto era obra do dia-a-dia de pessoas que usei como farrapos das maneiras que imaginei. Ouvindo música de merda, da década de 80, 90, dos dias em que eram meros putos ou bebés, que era boa onda nessas alturas, entendida pela inovação que hoje se tornou banal, uma escória, um mau exemplo, que já não oferece um folheto de inspiração. Vejo-os 24 horas por dia batidos ali, saindo para o mercado negro no final, rodando o quarto seleccionado previamente para o de outrem e procurando chapuçar na imundície de conversas acerca de pessoas relacionadas no passado, como se a sua adolescência importasse ou se houvesse uma sequela das existências que tinham quando viviam em tempos.&lt;br /&gt;Chegou a vossa vez, de me referir a vocês, de exalar os fumos dos quartos que penetram e os quais são isentos de sexo e de o outorgar a respirar. Apanharam-me a escrever num dia em que me rebaixo da ladeira. Num certo realce de criança que ia a um café de um traficante e ele lhe disse para esperar, negando a ida à toilet. Mas outrora pensei que as conversas eram meras condições de treino para o campo de batalha que seria o engate nos momentos em que decidissem atirar-se a uma trincheira e lá fossilizarem os paus definitivamente, enganei-me, descobri-o no pique certeiro da montanha, na Serra da Estrela degelada, numa aventura ao South Park, numa íngreme caverna empolada de pinturas rupestres.&lt;br /&gt;Lá não se faz ponta do corno, nos quartos de vida, nos quartos de sabão, nos quartos escorregadios e que nos empatam a patinar o resto da vida, sobre o mesmo cubo de gelo do tamanho de um cubo de açúcar para o café com vista a acordar, embora alguém me atirasse um isqueiro e escanhoasse o meu lado sombrio, não me acertando, numa exsudação límpida, idêntica à dos lagos da Suécia e Noruega, cristalinos, contudo ácidos o suficiente a ponto de não existir vida aquática, especificamente, peixes e algas.&lt;br /&gt;A provocação algoz seduzia-me e pelos cabelos loiros que me refrescavam o lívido fragor da formosura de alguém que nunca consegui enamorar era libado pela vaga, empacotado numa lata de sardinha que tinha uma janela, uma porta, uma cama, uma casa de banho e um computador, abreviando a poeira temporal a uma maqueta cognominada de Resi, um local mertolengo, só porque devaneava beber uma loira, devorá-la, até um buraco negro que não é minha propriedade e nem das leis da física e partilhar um gosto pela música aprimorado, que arrebatava essas musiquinhas prensadas no itunes e em leitores congéneres com um upper digno do melhor pugilista de Muay Thai.&lt;br /&gt;Tic-Tac, Knoc-Knoc, hora da PlayBoy comentar, criticar, opinar, parafraseando que esses grupinhos deveriam era formatar o programa e instalar a época do Stonehenge e o ciclo da Rosa, agregando o pimento de Osíris, dádiva da flora, e também marcar o início do ritual com relógios de Sol firmes entre os blocos da maqueta Resi, firmando estas frases num estilo de bíblia sagrada do grupo e então encetarem uma seita sexual em que cada noite um filiado artilhava o pénis a pólvora e armadura, ferrando o Gineceu e brindando-o do pólen das suas pinhas, batendo asas, pegas, adejando, mariolando no néctar das ninfas, pondo de parte o pólen que é disparado pelos canhões. Para quê isso se há a branca de neve tão natural?!&lt;br /&gt;Imaginem a provocante beleza feminina despida, o arco dos seios, a textura da pele, a felpa selvática em torno das duas talhadas de meloa, a brandura das pontas dos dedos, a coloração das unhas, a meiguice dos cabelos desprendidos, alongados por toda a cama, ou no peitoril das costas, o quadril harmoniosamente corcovado de pele lisa, os lábios sedosos, qualquer um. O olhar esquadrinhador, a barriga na fase crisálida, desenhada pelo mesmo arquitecto que projectou as borboletas, imaginem estas características gerais transferidas de centro do rito em centro do rito, ora isto significa, de rapariga em rapariga, imaginem coleccionar fotografias do pão de cada dia, da semântica da consumação do acto, da letra A do alfabeto, da queima dos fluidos segundo a lubrificação perfeita dos Klux-Klan-Klan, imaginem defrontar a Clonaid e a seita Raeliana, numa subida até ao paraíso, no impulso reverso e inverso, sobrepondo a consciência às nuvens, os gemidos aos tiros do Kosovo, ao bombardeamento do Paquistão, ainda que se encontre numa outra cassete, esqueçam a porcaria dos quartos enrolados a fita adesiva, vão antes às fossas nunca galgadas, às abissais que tão escorregadias já lá ninguém submerge, pesquisem as crateras lunares que todas as noites estão de orifício virados para nós lá bem no céu alto, tirando de parte uma semana por mês, em que a Lua Nova vence, escolham antes as cavernas do Neanderthal, húmidas do desuso, e que de tanto barro relembram os balões rasgados a meio, enchidos várias vezes previamente até que finalmente fosse capaz de o fechar, e virado do avesso sujasse as mãos de tanta saliva, experimentem os vales encovados de pastagem de erva e vacarias, leite grátis e à venda a preços baixos de tanta fertilidade e estimulação à lavoura, que só uns meses por ano se engrena em neve por acreditar que se encontra no auge do frio e precisa de uma certa limpeza às almas daqueles pastos. Procurem os antigos fortes muçulmanos na Índia, compenetrados numa mata de emoções e candura, palmeiras e fetos, fecundem o raio da merdosa facção que a PlayBoy sugeriu, dessa seita, seriam o sumo ascendente de Vénus, o refrigerante de Vénus, o cupido de arco e flechas.&lt;br /&gt;E a resposta é, o emblema dos hippies é, o que eles quiserem que seja o seu emblema. Eu cá estagno no nomadismo e na procura de membros para a capelinha, enquanto uns quartos continuam a esfumar à boa moda das chouriças caseiras ou das morcelas e não me ouvem, a mim e à música que oiço, condensando tudo a uma frase de Peaches, da música Set if off, “Motherfuckers wanna get with me. Lay with me. Love with me. All right”, compactando, "As missangas e um Guru são lanternas e eu sou um candeeiro que apaga e acende ao toque, uma brincadeira japonesa, não um kamikaze, não a minha roupa, a marca das minhas sapatilhas, o perfume que pulverizo, a droga, o meu estilo, o meu penteado, um automóvel ou uns patins em linha, sou o que me apetecer, quando me apetecer, pelo que apetecer, na corrente que me apetecer, com o sabor que me apetecer, não uma seita, um cromo ou um autocolante ou a caderneta deles, nem a superfície comercial, ou uma tenda ou uma bancada ou uma praça, ou uma estátua, nem sou uma descrição ou letras, nem a minha assinatura, nem o meu passado, eu - simplesmente - não - sei - o - que - sou, E AINDA BEM", sem aspas, pois não copiei isto de algum livro de mandamentos ou Alcorão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fim de Tudo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-8138222115293923120?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/8138222115293923120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=8138222115293923120&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/8138222115293923120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/8138222115293923120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/05/quem-achar-que-para-si-o-burro-que-no.html' title='A Quem Achar Que É Para Si - O burro que não era de carroça'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SD2KfGoh1SI/AAAAAAAAATc/P-Lw_u7OtHM/s72-c/missanga1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-4429182317163010262</id><published>2008-05-21T05:39:00.018+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:27.644Z</updated><title type='text'>O meu Pai - Ao meu Pai</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SDOrVzzWoZI/AAAAAAAAATM/cUq_CRxvCcE/s1600-h/DSC01524.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202690385714258322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SDOrVzzWoZI/AAAAAAAAATM/cUq_CRxvCcE/s400/DSC01524.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa desta não esperava cair. A ruminar acerca dos fregueses que desconheciam o nome do vendedor. António, Joaquim, Manel. Os anos passaram e o meu pai, na sua venda recatada, era imune à identificação. Era um sujeito de múltiplas identidades separadas de algum valor, de algum sonho, de algum projecto.&lt;br /&gt;Ele idolatrava a bebida. Sugava-a. Ora um traçado, quiçá um panaché, uma imperial, um tinto. Um amigo há tempos pressupôs que ‘tudo tem uma explanação alcoólica’ e eu pergunto-me agora, sem tempos, será?&lt;br /&gt;Ele será, bem sei que é uma excelente pessoa, que me ensinou a brincar, a cogitar no comércio, que me pôs à prova apelando a jogos tramados, ‘é lixado’ dizia um indivíduo das horas felizes e há horas felizes.&lt;br /&gt;O meu pai que comprava cassetes de anedotas e arranjava os rádios na oficina assentando posteriormente os meus e os ouvidos dele naquela fonte de stereo. O meu pai que me dava brinquedos nos meus primeiros anos de vida aos montes se me espojasse no chão a pedinchar na loja do Indiano, o senhor Paulo. Que sumiu da minha vida como o fumo dos fósforos que acendia um a seguir ao outro, dois a seguir a outro, por aí na mesma linha, e que, sendo tão novo, o meu pai me repreendeu, numa actuação quase singular. Mesmo ainda nos meus 12 anos quando tivemos conversas perversas de trato instrutivo num golfo de sexualidade, na lendária noite de Toyota do fim da venda.&lt;br /&gt;Era uma pessoa paciente e atendia aos meus pedidos, tentando não ceder por nada e arranjar um pretexto de troca, uma pequena tarefa e um incentivo a comparticipar nas suas actividades para de livre consciência dar o aparelho que eu pedia, o órgão electrónico, o livro do corpo humano, o computador, o outro computador, a câmara de filmar, o rádio, o vídeo, as bolas de futebol, as caneleiras, as luvas, a playstation, o mp3, a secretária, a outra secretária, a bicicleta, o wireless, o outro wireless, um outro computador, um disco rígido, as camas novas, o colchão novo, o mobiliário novo, a tinta spray, os preservativos, as sapatilhas, os fatos, a bebida, os medicamentos, os cremes, a nova televisão Sony, um novo sofá, a liberdade da scooter, de conduzir as carrinhas sem carta, a circulação nos bairros, a circulação por Lisboa, os passeios de desespero, o consentimento nos namoros, as saídas, as festas de paróquia, a visita às Universidades, até no dia em que foi assaltado à mão armada, os filmes VHS de há boas vidas, os livros, os romances, as filhas dos clientes, as clientes jovens, só o vê-las bastava a pedir um reconhecimento que lho dirijo, as revistas que consentiu que comprasse sem reconhecer, os jogos de vídeo, as abaladas de bicicleta sem o seu conhecimento prévio ao longo da Bajouca e Relvinhas e Estremadouro, as tardes com o meu amigo André, com o Hugo, com o Cristóvão já há muitos anos, a beber Coca-Cola e a comer cerejas, a jogar GTA, Mafia, Enter The Matrix, Manhunt, Need for Speed Hot Pursuit, a amizade com a Liliana com quem não dialogo desde que o Homo Sapiens já se tornou Homo Sapiens Sapiens, e confirmo que me lembrei dela porque era excelente pessoa e fora alguém que achava excelente pessoa e adorava brincar e era rica e era incentivado a gostar pela minha mãe, era de Ferreira do Zêzere, de perto dessas bandas, era morena e uma vez engrandecida era morena e descrevo-a porque era uma preciosidade. Lembro-me que das últimas conversas que lhe disse foi que para se ganhar o euro milhões era preciso 50*49*48*47*46*9*8*2 euros (o que é um valor errado) tendo as certezas desta existência tristonha. E essa Liliana foi só uma amiga de infância, o semi micro curso de Karaté.&lt;br /&gt;Agradeço-lhe também por me proporcionar a conhecer a Susana, de quem eu fugia a evitar os beijos quando tinha 3 ou 4 anos só para que me perseguisse e beijasse (cumprimentasse), era mais velha e conhecia-me de berço, brincávamos o bastante e é pena não me lembrar assim tanto. Tudo porque o meu pai tinha um camião e antes de casar era extravagante e conhecido em toda a freguesia e por Santarém, Vila Franca de Xira, Póvoa de Santa Iria, Palmela, Algarve, Ferreira do Zêzere, Fátima e muitos lados cujo nome desconheço pois não lá filo as unhas há muitos anos.&lt;br /&gt;No entanto, de ver os cabelos brancos e pretos, o meu avô de cabelos completamente brancos e o meu pai que além do cabelo já de barba a eriçar o alvo e de saber que desde trintão já os tinha, era difícil imaginar que havia sido um borgas, um noitadas, de amigos em toda a esquina, de tascas, boates, de gajas, de passeios a Marrocos e dizerem que sou parecido com ele e com o seu pai e com o pai da minha mãe.&lt;br /&gt;O que hei-de fazer?&lt;br /&gt;Congratular por causa dele conhecer a Ana Sofia, a que namorava com um primo que outro dia se espatifou de mota com a namorada e sem carta? Se tivesse sido eu. E eles eram tão novos. Brincávamos nos rochedos da serra, nos confins da terra dos meus avós e a terra-natal do meu pai, nomeado à nascença de Arlindo, no corredor de casa da minha avó, na sala, na cozinha, no escritório, ao comboio, ao marido e mulher, segundo a linguagem do meu pai, homem e patroa, há quem acredite… e de conhecer a minha madrinha, a sua irmã, nesta música, a que me levou a conhecer as antigas vendas do meu pai e a passear, e a Fátima, e à praia e às férias na Nazaré, a dias sublimes, a passeios nocturnos surpreendentes, ao descanso e a viajar no elevador, descendo a colina arrepiante, ah, e a visitar o Sítio.&lt;br /&gt;Também pelos meus pais fui à França, viver no Ano Novo de 2001 outro ambiente, a digressão por Paris, a Disney, Livry Gargan, passeios aos centros comerciais, o parque de Livry Gargan. Os pirinéus, a sensação de visitar o desconhecido, de marchar em terras do nada a par e a passo. Isso era o que me atraía a acompanhá-lo nas vendas pela outra margem do Tejo, pelos Montijos, por Palmela, pelos Sarilhos Grandes, por Almada e outros que não me recordo o nome. A conhecer personagens esquivas, o Chico que faleceu de cirrose que era de Olaias, era eu um puto dos putos, que detestava e arreganhava os dentes se lhe chamassem de puto. E esse Chico sabia tantas anedotas, dava-me revistas de carros, posters de gatas nuas, revistas porno e tulicreme de chocolate, matava os coelhos ao meu pai e atraía clientes para a rede. Tinha um filho que andava pelas Franças e que se desandava a leste do mundo. Admirava aquele mundo pois o Chico tinha casa e construíra ali nas Olaias, antes de todo o feito ser demolido, um género de abrigo, ao típico estilo das barracas, só que a tender para um forte, uma fortaleza, com um muro de chapas de alumínio e lata, e no meio de tudo o que me atraía era a chouriça assada, os churrascos e almoços no meio desta cidade enorme e em cima de uma jaula de galinhas vazias, de mãos sujas e a comer do tamparuer que os restaurantes forneciam para se comer ali na rua a ver as pessoas passarem e os piropos dos velhos e dos amigos do Chico às jovens. Contudo a esposa do Chico começa a vir comprar e ele nunca mais voltou, tinha falecido no hospital como já disse, e sido enterrado em Alcanena, como não tinha dito.&lt;br /&gt;E o meu pai também me levou a ter com uma namorada minha à praia, e a minha mãe, e outra vez uma tia minha, e outra vez ele, e outra vez eles, e outra vez a minha prima. Agora, outro papel teve a minha mãe, que me entregou aos Mários nos meus primeiros meses de vida, de quando a quando. Esses sempre tiveram uma certa discórdia filosófica com a minha família, eram ladrões e os mais novos violentos. Mas sustentaram-me e tenho a agradecer-lhes. Ainda foram longas temporadas.&lt;br /&gt;O meu pai que gosta de apanhar ‘coisas’ do lixo e carregá-las a casa, que me contou histórias com mau fim quando eu era novo. Uma era sobre um tipo qualquer que se dera mal com a esposa porque uma vez uma puta lhe fez um broche e mordeu-o e aí a evidência de adultério era inevitável. Perto disso o meu avô contou-me quando eu tinha 5 anos um segredo em forma de conto, ‘as mulheres são como as bicicletas, depois de se aprender a andar nunca mais se esquece’. O meu pai também me trouxe ao mundo o que era plantar um eucalipto, enterrá-lo segundo filas de 3 metros mais ou menos de espaço, regar, enxertar na fase de adultos, e a andar de tractor, a conduzir, a acelerar na mota, e enquanto infante da primária chegou a levar-me na sua 125, também me ensinou a plantar choupos, a serrar madeira, a fazer betume, a escolher ovos, a dar farinha aos animais, a semear milho, a tratar das árvores, a colher bagos de uvas e a fazer vinho e a beber o sumo nos primeiros dias de fermentação, docinho, a comer uvas farrampil, a procurar os ovos dos ninhos das árvores que era o que fazia quando era um cachopo, a atear álcool etílico no lavatório, a subir acima do telhado de casa a passar tijolos e a engendrar improvisos a qualquer objecto, a não misturar bebidas, a abrir cerveja nas quinas das carrinhas ou no pára-choques, a misturar seven up e vinho tinto, a não ir às brancas, a apanhar musgo para a árvore de Natal e a comer camarinhas e a mastigar luzerna, mentira, isso foi a minha tia.&lt;br /&gt;Ele admira a vida de nómada, de trocar produtos por dinheiro, de ser o fornecedor principal, de prosperar no arranjo de nova clientela, de se infiltrar no abastecimento de um novo café quanto aos produtos que comercializa. De recomendar o uso de boina e de vestir collants no auge do frio, de mencionar o agasalho, de referir rindo a relembrar o quão boa seria uma fogueira e estar assente numa casa àquela altura gélida, na borda de uma fogueira luminosa. Gosta de falar do Aurélio, o amigo dele de infância, mais velho um ano, sua companhia de negócios nos queijos e no mel, que esperou um ano por ele no prosseguimento de estudarem juntos, o que o meu pai falhou, não quis, mesmo sendo inteligente como o meu avô diz que era ao ponto de a professora há quase 70 anos chorou de não o deixarem seguir nos estudos do dom que achava ele possuir, e ele é, sempre com artimanhas e conversas ambíguas e com ovos da Páscoa ‘escondidos’.&lt;br /&gt;Um dos testes a que me punha à prova era fazer-me visitar os meus avós, queria entrelaçar-me à família e na sua vaga era um sinal de lealdade e de consentimento de muitas atitudes minhas imperdoáveis. Outro era querer que conhecesse os antigos amigos dele que nos dias em que se cruzava carrinha com os camiões deles na auto-estrada abordava logo depois da saída de Aveiras, a destacadamente menos de meio curso de Rio Maior, num dos cafés, do Nhanhas, para beber uma com eles e apresentar-me:&lt;br /&gt;‘Ah este é o teu? Tá grande.’&lt;br /&gt;E eu nem precisava de me intrometer, a minha presença era só por isso uma nota positiva nessa prova.&lt;br /&gt;Além dessas adorava testar a minha capacidade de resistência e de sacrifício, o que era capaz de passar por ele e pela família, pelo dinheiro e pelo trabalho, como trabalhar 19 horas por dia e levantar-me na madrugada seguinte só pelo facto. Ao que ele gostava de retribuir com uma ida ao Continente do Alto Vieiro à noite, na volta, ou de parar à tarde num restaurante em Aveiras ou do outro lado do rio ou na Póvoa de Santa Iria ou em Infante Santo ou na Rua de Santo António à Estrela ou na Cova da Moura ou na Damaia ou em Olaias ou no Macdonald da Repsol, da outra berma, na frente do Aeroporto da Portela, e aí assentarmos na calma e pedir a refeição completa, cara ou não, caríssima ou nem por isso, numa de ir à casa de banho e conversar com outros clientes habituais da casa, o que é impraticável no Macdonald.&lt;br /&gt;Também me recordo dos tempos em que a minha Madrinha teve a Ana Júlia, minha prima e eu fui acompanhá-lo nas vendas por Santarém e Almeirim e Cartaxo e Mira de Aire que não fazia com a minha madrinha há uma década e que tive imenso prazer fazer porque aí conhecia antigos clientes dele, posto que a venda antes de ser dela já fora dele. E ficou na memória a velhota dos queijos que fora cliente dele há muitos anos e a loja num bairro pataco do Ribatejo em que se traficava heroína por espanto meu e tinha drogados apanhados. Para acrescentar no talão final não me esqueci do velhote que numa espelunca feirava sapatilhas de marca, Nike, Adidas, Reebok e da La Coq Sportif a verdadeiras pechinchas e que numa tentativa de compra por minha parte estraguei o negócio ao revelar os preços em outros locais e aí, não tendo nada tabelado, começou a atribuir-lhes por alto preços eminentes, ao que saio porta fora acompanhado dele e marchamos na carrinha Mitsubishi de caixa térmica, embora jamais esquecesse o velhote de ténis da Nike nada a condizer com o estilo de ribatejano, sabendo que eu era encantado pelas coisas de marca.&lt;br /&gt;Lembro-me de me ter apanhado a ver gajas arreganhadas, jeitosas e de me sentir embaraçado, ao que, inesperadamente, com umas palmadinhas suas nas costas se sente orgulhoso e me chama sedutoramente de maroto e numa forma mais informal de perspicaz, era muito jovem e talvez por isso tivesse a conversa de foro sexual comigo a níveis de me instruir.&lt;br /&gt;Provavelmente não fosse tudo assim, e não foi nada apenas isto, sei eu bem. E o melhor ficou em ser contado numa outra altura, ou para quê reviver o passado? Ou porquê me recordar do cliente com tuberculose se havia muitos com sida?&lt;br /&gt;Também se não fosse ele não tinha ido a muitos casamentos em miúdo e conhecido as revistas de mansões e decoração da minha madrinha que me impulsionaram a construir uma determinada casa com vários quilómetros quadrados e uma espada de parede de lâmina em forma de serpente ou de ondas sinusoidais que mais tarde a descobri num jogo de computador de vampiros.&lt;br /&gt;Não foi por ele que conheci a Joana e a Inês, a Inês que foi uma amiga de primária, a quem me abracei e tinha conversas fora de idade, estranhas e que me fez ambicionar o primeiro namoro que não concretizei, mas que estive sempre perto, sendo ou não por não estar certo de que corresponderia ou entenderia esse sentimento ou o que implicaria. Foi ela que me ensinou o jogo verdade ou consequência e com quem participei num concurso de música qualquer e que evitou que humilhasse a minha escola respondendo a uma pergunta do campo da cultura musical daquela actualidade, a seguinte: ‘Qual a banda de folclore mais famosa?’ – e eu responderia o grupo folclórico da Portela que era a substituição mais estúpida alguma vez ouvida da resposta certa ‘Madredeus’, a rapariga com quem competi no desenho do castelo de Leiria e que venci, tendo ela andado num curso de desenho no período da pré-escola, senti-me um ganhador. Foi ela que interpretou graficamente no terceiro ano uma história escrita por mim que encerrava Beethoven e Mozart na mesma temporalidade que a minha prof. adorou, e publicou num jornal local. Foi por ela que soube o que era internet e por ela que conheci o seu pai com comportamentos extremamente hippies quando rebentou de dívidas ao fisco e aos fornecedores do seu restaurante em Leiria.&lt;br /&gt;Porra já ia endiabrado a um ramal de bate-papo sem vínculo. Quero falar do meu pai. E acho-o tão superior, alguém de elite, só visto, como dizia Judas ou quem quer que fosse que o pronunciou, o que interessa é que alguém já o pronunciou primeiro e que o meu pai é o meu pai e que, com toda a convicção da suprema entidade celeste, fora de Nebulosas dos Maias e de constelações do zodíaco, é o melhor pai natura da natureza, é o melhor pai da Via Láctea, do sistema Solar e não digo mais porque os meus limites nem estes alcançam. Apetece-me espernear, telefonar-lhe, contudo o meu saldo está a 3 cêntimos. E, agarrando língua a tenaz e ferradura, jamais seria humanamente viável expressá-lo por palavras ou os momentos que convivemos juntos.&lt;br /&gt;Pai. Pai. Pai.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre consigo. Segundo a sua 'religião', a sua doutrina, a sua ética.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Consigo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É como digo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, consigo. Pai. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pai e Mãe. Admiro-vos, idealizo a vossa pujança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pai. Consigo. Obrigado pela confiança. Pai. Sigo-o...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos lados da Apelação, ao talho, ao Indiano, ao Manu, à Mariana, às pastelarias, a Sacavém, à Quinta do Mocho, à Bela Vista, a Chelas, à Polvoeira, à jantarada no salão, ao pinhal do Pinho, ao Pinhal Novo, à Feteira, à Bajouca, às Várzeas, à Ortigosa, à Venda das Raparigas, a São Bento, a Serro Ventoso, a Porto de Mós, a Aveiro, ao Porto, a Coimbra, a Castelo Branco, a Pedrógão Grande, a Portimão, a Armação de Pêra, a Faro, a Tavira, a Monte Gordo, a Albufeira, a Sines, a Setúbal, a Loures, a Cascais, a Foz do Orelho, a Peniche, às marchas da Figueira, à Figueira da Foz por ir, a Viseu, a Gaia, à fábrica de Celulose da Barosa, Celbi, a Monte Redondo, ao Coimbrão, à Carreira, à Arroteia, ao Picoto, a Monte Real, à Vieira, ao Pedrógão, ao Osso da Baleia, a S. Pedro de Moel, a Água de Medeiros, a Pedras de Ouro, a Paredes, a Campolide, ao Campo Pequeno, ao Saldanha, à Alameda, a Covão do Sabugueiro, a São Bento, a São Bento ainda outra vez, à Marinha Grande, a Leiria, aos Milagres, à Jã da Rua, ao Barracão, a Pombal, a Anseão, ao Agroal, a Olhos de Água, ao Buçaco, ao fim do mundo... ao Pinheiro, ao fundo do poço nem que seja, à escotilha do submarino preso num recife de coral de uma forma muito estranha... nos tiroteios e na estrada da morte de véu preto, até que fique sem folgo e 'saia debaixo de água' e mergulho outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Fine&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-4429182317163010262?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/4429182317163010262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=4429182317163010262&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4429182317163010262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4429182317163010262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/05/o-meu-pai-ao-meu-pai.html' title='O meu Pai - Ao meu Pai'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SDOrVzzWoZI/AAAAAAAAATM/cUq_CRxvCcE/s72-c/DSC01524.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-2299336990977857000</id><published>2008-05-20T04:45:00.004+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:27.793Z</updated><title type='text'>ITT - A personagem macabra - Parte 3</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SDJJ8zzWoYI/AAAAAAAAATE/tGg2-kLRwS0/s1600-h/Alone_by_ocs.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202301828612923778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SDJJ8zzWoYI/AAAAAAAAATE/tGg2-kLRwS0/s400/Alone_by_ocs.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;ITT numa cavaca soterrada era traficante. Expugnando-me de tremoços, agilmente, denuncio-o, porque sou o progenitor dessa alma.&lt;br /&gt;Por mais que abjurasse. Escondesse. Encontrando-se num abandono súbito da sua madre Teresa, não fincava o pedal na espera de o encovar, nem à morte do amigo, mesmo a arrostando que nem tridentes, era dealer, aprendera-o cedo demais, desde que destapara o lucro de negociatas pouco verdinhas. Encobria os seus vícios, as suas fraquezas, brincava, gozando a tempo inteiro. Era um fascinado pelo mistério, subtil, evidentemente, ao que, desprezando metáforas, semânticas de cimentar com o véu, retrucava desdizendo, negando, vivendo da broa e dos sorrisos, das apresentações destorcidas do seu carácter engenhoso. Era já uns do topo e pretendia abdicar de tal posição comprometedora. Por isso negara os laços de família, o entrelaço com a prostituição, acolhendo-se na ideia egoísta de não os unir. Isto atendendo a qualquer desculpa que antepus para apimentar a descrição e mentira que sobrepus na diegese.&lt;br /&gt;Tudo avançara aos 13 anos, no período do tresmalho da virgindade. Os amigos mais velhos palmilhavam ali e acolá, o reggie latejava o pus pela erva, as saias das miúdas subiam e desciam ao sabor do vento, nas praias os biquínis hirsutos apontavam aos namorados coloridos que surfavam, aquele Verão era dose extra a snifar, mas nada de damas. E o infecundo Diogo não tinha ponta por que lhe caldeasse, nem bico ao qual pudesse aguar. Faltava-lhe a tentação escoriada de gretas e labirintos. O que sucedia era a melancolia e a sede do seu amigo, faltava-lhe contar dos anos passados, dos dias de amargura congestionados, no entanto aditando a gasolina da cidade, que ITT já era urbano. Sem amigo para o guiar neste pé que conhecia o mundo dos bairros do Sol, pensava no berço da quadra da gaveta que talvez Rui fosse um tirocínio à frente, e trouxesse novas desse arredor, se fosse vivo.&lt;br /&gt;Então, no desespero de encontrar uma alma gémea com vista a estrear uma camisinha, foi baptizado de Colibri, as dimensões que elogiavam o sexo do puto, interpolando com a alcunha de aguilhão, dado que fora a potencialidade de um escorpião que lhe achavam digna.&lt;br /&gt;Para uns o aguilhão, para outros o Colibri. Não obstante carecia de outras. Tendo assim procurado o labirinto do amor nos corredores da droga. E intercalei em excesso só para nobilitar o porquê de pretender alcançar o topo e de seguida abandoná-lo, tropeçando sem ressalva no trono e perdendo a coroa nas nuvens, o porquê de evitar vangloriar-se, de fugir da mãe.&lt;br /&gt;Adiante. Conheceu um tal de Adam, conseguira um serviço à custa de fama. Sentia-se confiante, responsável, capaz, até o curso das calças lhe parecia assentar que nem um pêro. Finalmente encontra a tal sereia, que descamou da cintura aos pés numa destreza aperfeiçoada, vinda dos mares, tinha 16, era irmã do Adam. E não seria de intelectual descalçar as razões primárias de um primeiro assassinato a sério e a uma tomada de poder daquele aquário de pó e blocos de merda.&lt;br /&gt;Um terrível erro cometera, um terrível erro abafara de silenciador no punho cerrado, um terrível erro enterrara e jurara levar para aquela cova, a cova de Adam. Era agora respeitado e calejado das mãos, experiente. Faltava-lhe a barba, mas que as facas tomadas à cintura arranhavam, diga-se de passagem, arranhavam. Via as ruas a tremeluzirem talhadas de melão e suspensórios de aba metaliforme. Era outro com outras.&lt;br /&gt;Aderiu à moda e regressa ao hospício da meretrícia mãe, num sufocamento de estupidez, quando meditara que ali angariava escolta para espremer o seu pudor casto e não se lembrara sequer, conquanto de se acompanhar de vestido branco não prometer uma lida pouco embaraçosa… quer dizer, nada era impossível, na antiga babilónia.&lt;br /&gt;Nem a perícia da minha disposição criativa a fim de detalhar a vida de ITT me incentiva a prosseguir e, uma vez mais, continuo.&lt;br /&gt;Aos 14 apreendera que a forma padronizada como geria o comércio da pasta era insuficiente. Esculpira por essa razão um conjunto de acções também na derrocada de substituir a tradição de Adam e atirar desse modo os neurónios que o comportavam mentalmente aos tubarões. Introduzindo uma sociedade do escalão a que pertencia que recrutara paralelamente à ideia nada inédita de uma sociedade secreta ou de uma seita.&lt;br /&gt;Principiara os mandamentos com base num estudo local acerca de lealdade, honestidade, compreensão, solidariedade e estruturara um conjunto de condições para a listagem na fila de espera, prometendo um ordenado promissor a quem se dispusesse a estudar e labutar. O requerimento elementar era participar nas suas festas, de grado de jovem zero por cento adulto. De seguida socializar com os membros já antepostos. E então iniciava-se o curso. Primeira fase, apanhar um coma alcoólico, posto que uma das mais banais vicissitudes devoravam era o álcool e tinha ainda o propósito de sobressair a ideia de que ele cumpria a condição que ele próprio concebera constantemente, servindo do maior dos exemplos. As demais eram irrelevantes.&lt;br /&gt;Ao fim do grupo formado muito viveu.&lt;br /&gt;E agora segue, batendo várias vezes no volante, relembrando o grupo e perguntando-se dos outros amigos e se o Rui lhe traria notícias deles se respirasse e fosse orgânico e presente e não tivesse uma brisa de cemitério e grinaldas tapando a campa.&lt;br /&gt;Pé no pedal novamente e esquecia-se dos automóveis e da irmã de Adam, do egocentrismo e presunção, arrogância e o mais. Insistia no procedimento da negação, com uma auto-estima afrouxada de polvilho. Afastava-se a ouvir gemidos e a repercussão de um bidão.“Não sou um dealer”, repetia, atingindo um clímax que era tão possante, capaz de se enganar a si mesmo.&lt;br /&gt;“Não sou um dealer, nem um criminoso, Rui.” – Disse sozinho no assento do automóvel, sem Rui algum ou irmã de Adam ou as outras, matando ali o mosteiro e deixando só as beatas, a ver a mãe a tornar-se num ponto ao longe, num ponto negro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-2299336990977857000?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/2299336990977857000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=2299336990977857000&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2299336990977857000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2299336990977857000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/05/itt-personagem-macabra-parte-3.html' title='ITT - A personagem macabra - Parte 3'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SDJJ8zzWoYI/AAAAAAAAATE/tGg2-kLRwS0/s72-c/Alone_by_ocs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-2193231566222601695</id><published>2008-05-18T22:43:00.006+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:28.160Z</updated><title type='text'>ITT - A Personagem Macabra - Parte 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SDCkeDzWoXI/AAAAAAAAAS8/R-repQMXZm0/s1600-h/628762568_9a40aafa54_o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201838405936652658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SDCkeDzWoXI/AAAAAAAAAS8/R-repQMXZm0/s400/628762568_9a40aafa54_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SDCkZDzWoWI/AAAAAAAAAS0/shaxYKUALTk/s1600-h/497774881_52bc5af7dc_o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201838320037306722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SDCkZDzWoWI/AAAAAAAAAS0/shaxYKUALTk/s400/497774881_52bc5af7dc_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era não era o senhor do camião o seu pai? A inegável boleia para a vida de ITT. Consideravelmente suposto era encará-lo pai. Advém imediatamente a esguichada de uma frase da vida, dita na rua das flores, postas em cada varanda, na hera que por costume era sobreposta às portadas da infância, isto é, nas casernas em que os catraios escapavam dos furos das balas, era o quarteirão de Diogo.&lt;br /&gt;Numa analepse, desprezando que o mafioso já possuía carta e que fugia à mãe esbofeteando através das suas costas largas o freguês que penetrava fundo naquele beco, aparvalhado, babado, besuntado, inflamado, infestado, cremado, feito em cinzas do apodrecimento, retrocedemos aos seus 4 anos.&lt;br /&gt;Subindo devagar, espreitando sobre a mesa, plano a plano, tábua a tábua, como se fosse deste cosmos conquistar a barriga e os seios deleitosos dedilhando suavemente de uma galdéria de categoria, e como se Deus tivesse estalado os dedos e criado Tudo e eu não tivesse dito isso no início num amanho equiparado, desmaia-se a infância, nos tempos em que dera serventia nas minas, demolindo minério sobre minério, deglutindo a sopa dos pobres, o chocalho que eram os trocos repartidos nas gadanhas calejadas, na fachada das caras rosadas e das peles pálidas, na depressão das covas e das grutas, no covil do povo, no estoma de uma Harpia, nas boinas e nas cartadas.&lt;br /&gt;Na entremeada das cavernas, das rampas içadas pela força humana, arrostara os primeiros vestígios de culteranismo, numa afinidade comovedora, cíclica. Ninguém imaginaria que o outro menino iria morrer num balanço de trotineta, nem que escaparia ao penhasco das minas, de tanto brincar e saltar e gritar e sorrir e rir e de escapulir-se e arranhar-se e de se desintegrar em triliões de partículas atómicas, engrenadas aos milhões em cada proletário numa exposição radioactiva contaminante de gáudio.&lt;br /&gt;Era um menino de camisa branca com riscas carminas sobrepostas, de calças arregaçadas na ponta das pernas, esquivando-se à água entornada dos baldes para escavar espontaneamente o resguardo do mineral.&lt;br /&gt;ITT aprendia o remanescente ao ofício citadino. O procedente das ruas em que não chovia esmola, ouvia de outros meninos que de bata iam a jardins infantis, o doce tempero de um caldo de uniformes concernentes a colegiais ou a universitários. Revivia algazarras de quotidianos que espezinhavam o seu que descai na pancada grosseira.&lt;br /&gt;Em certo dia enleou a palavra transacção, que assentou que nem um acorde, escorando em toda a conversação vindoura que enfrascasse negócio sujo o vocábulo ilusionista na sua língua chapeada de serpente, asseverando que tal termo serve de fralda e que alisa a manutenção do saneamento da Máfia. Se bem que no momento de o menino de faces rosadas e amigo, apelidado de Rui, lhe espalhar tal risca do dicionário, nada informe ou tirano ou do ramo da economia baleasse ITT, estando à vista que a Máfia, encardida, sanguinolenta, fedendo defuntos e braços decepados, goelas ressequidas do sangue escorrido, nada disso retrata e procura as frases que a tanto me referi, decentes q.b. para se conterem nos ensinamentos da Lei de Deus e da Savana.&lt;br /&gt;Ora vai e vem braçadeira, baldes amarrados por cabos de aço, acima e abaixo, passando a requerimento e suspiro, picareta carcomida pelo caruncho fictício, e a tal trotineta do Rui. A falésia a sugá-lo, chupando-o atrozmente, degolando-o nas entranhas dos carrapatos, abissais diante humanos consumidos. No dia seguinte, posteriormente aos trovões impelirem as nuvens e a ITT afincar a sua imaginação na reprodução de uma cidade que não era capaz de conceber sem a descrição de Rui e que ficava à nora num precipício que a tornava fantasma, identicamente à ideia que tinha do seu amigo, que pelos boatos, ficara em água molhada, em cima de brita, extravasando o vinho da criação, coberto pela chuvada e lama, perdendo a expressão analogamente a quem perde um broche no mato, tendo que de botão a botão se fecha o casaco, e nunca mais a recuperaria, nem quando ITT tinha esperança de o rever na manhã seguinte e de que o nome que memorizara na semana passada fosse do mais dito neste planeta, ‘boato’. Não tencionara perder o seu amigo que além do descrito vestia um casaco de rebordos de lã, comparado ao dos alentejanos.&lt;br /&gt;E no local da morte, ainda pisando a vala deformada pelo embate do corpo e da trotineta, chorava tenuemente, de mãos na face, badalando um choro pesaroso que lhe causava uma ardente cefalalgia, que incandescia no cascalho maculado e o tempo abrandava, despindo o casaco e a camisa, discorrendo o seu tronco, o físico musculado de menino de 6 anos trabalhador, um carácter de adulto nunca antes visto, nem em circo algum, nem em livro do Guinness, nem em lenda alguma, nem o quer que seja confiante o suficiente para gritar perante Zeus e suportar aquela dor, aquela solidão.&lt;br /&gt;Na brandura das fadas, na coloração dos desenhos animados, no encaixe dos “legos”, vociferava incansavelmente, espojando-se por fim, contra o fóssil da eterna companhia que jamais esqueceria… e rememorava os momentos de felicidade extrema, o sorriso do amigo, as caretas, os brinquedos que lhe mostrara e que tocara, que nunca antes vira, a lealdade, o grisalho do sorriso que transformava aquele amontoado de merda que se dilatava pelo fosso abaixo num parque infantil com balancé e escorrega… escorrendo-lhe lágrimas assombrosas, sombreando-lhe o sofrimento num silêncio amargo, ácido, minado…&lt;br /&gt;De volta à mãe e à casta da sua carreira… ITT penetrava no seu veículo que lhe evocava uma trotineta, afastando-se da viela, conforme a estatura da diástole e sístole do cliente… denegrindo o reflexo de Rui no vidro ao coçar o baço. Uma fagulha final chorada em memória deles, “Rui, ruí, perdi… não chores... estou contigo...”, disse, bafejando o que tinha limpado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-2193231566222601695?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/2193231566222601695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=2193231566222601695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2193231566222601695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2193231566222601695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/05/itt-personagem-macabra-parte-2.html' title='ITT - A Personagem Macabra - Parte 2'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SDCkeDzWoXI/AAAAAAAAAS8/R-repQMXZm0/s72-c/628762568_9a40aafa54_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-2474275400541578725</id><published>2008-05-17T14:37:00.006+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:28.308Z</updated><title type='text'>ITT - A personagem macabra - Parte 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SC7giTzWoTI/AAAAAAAAASc/ejrue9E2Pgc/s1600-h/strange%2520tree%2520at%2520monastry.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201341499695341874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SC7giTzWoTI/AAAAAAAAASc/ejrue9E2Pgc/s400/strange%2520tree%2520at%2520monastry.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com um estalar de dedos se gerou o Cosmos, com uma zoada desvaneceu ITT do paraíso, afiançando asas à sua crónica. A que um velho narrador, que reside na morte morosa, num palheiro de uma encosta, na ribalta do horizonte, muito além do fundo dourado, ambiciona encetar. Visando que após a sua morte ela fluirá e encerrará na sua conta.&lt;br /&gt;ITT inicialmente tivera nome de gente, um dia, num palheiro, um similar àquele em que me acho, contudo destacava-se a subtileza de esse circunscrever rodas e travões. Era um camião. Naquela altura o seu pai, moribundo, era camionista. A sua mãe acompanhava-o, e era hora de parto, as águas já tinham embasbacado numa catrefada de pó do tapete há milhões, e ela preparava-se para o dar à luz dos máximos que assomavam em cada curva daquela estrada que se estendia até ao infinito… uma vez que nunca chegariam antes do parto se dar com a facilidade de uma travagem, e por milagre, na estrondosa história da vida de ITT, aquando de ejacular dos rebordos musculares distendidos o pai apanha-o, antes que derrapasse para os fundos oceânicos, onde as águas tinham desaguado…&lt;br /&gt;Evidentemente, uma versão de que o cordão umbilical o tivesse salvo fosse de outra extensão e manifestasse uma liga metálica ao seio maternal de uma ordem superior, a mãe nunca lhe decidiu contá-la. E preferiu ficar pela constituição angélica de o pai lhe livrar da morte no acto da nascença, e com isso ITT esquecer o seu nome de recém-nascido, Diogo Sebastião Rita de Ulisses Curva &amp;amp; Curva, e não resguardar um resfriado ao nunca comparecimento do seu pai na sua vida e um sentimento de especial. A quantos colegas no jardim infantil, se o frequentasse, perguntasse como nasceram e responderiam que fora por intervenção divina do próprio pai, evitando que se estatelasse em cima das águas e ali morresse, sacudido pelos tombos do carro nas curvas e pela própria estupidez do pai, salvador, que mesmo sabendo a inviabilidade de chegada ao hospital a horas, continuava pregando a fundo, como se fosse, novamente, o salvador e trouxesse luzes de ambulância ou polícia em cima do toldo ou da cabine do seu SCANIA? Embora fosse evidente que essa tradução da sua natividade fosse uma reles treta incapaz de se implantar num livro ou numa historieta, sem ênfase e que compelia ITT, enquanto pirralho, a se sentir único, dotado, maravilhado pelo mistério da sua vida.&lt;br /&gt;Numa breve síntese, os primeiros dois anos após o seu nascimento, tinha fraldas de pano, cagava-se, mijava-se, mamava na teta até ao fim do primeiro ano de vida, era um mamão autêntico, idêntico aos dos placares da cerveja que abordava com o olhar cristalino durante a chucha pontiaguda, sorte a mãe não secar, ou as amigas da mãe não secarem, ou de haver indefinidamente alguma que não estava seca, vestia-se decentemente para uma moda ameninada que só aparenta diversificar na cor.&lt;br /&gt;Agora com dois anos, não só falava e não só gatinhava, já falava e já corria. Já era o pato menor de recados da mãe e incorria na vida da prostituição. Ou o que faria a mãe num camião? Que imagem tão decadente e impossível. Não abandonar o serviço… seria isso possível? Por acaso abdicara dele. Não do ITT, do serviço sim. O senhor do camião era alguém que lhe dera boleia quando a vira desesperada à chuva, a dizer que uma amiga a deixara ali, isso quando ele parou o camião com vistas a ceder uma parte do assento direito. Talvez a amiga a deixara com algum desespero causado pelo embaraço de ir levar alguém de má vida que o hospital já recebera por outros motivos, hospital que era pequeno e que cada ficheiro era público por olhos tropeçarem em cada greta e a menor onda sonora penetrar na menos elástica das matérias.&lt;br /&gt;ITT crescera na mesma medida que um baluarte, astuto, presunçoso, centrado em si de tal modo a asfixiar cada partícula de ar para si, até que as árvores secassem e se tornassem paus hasteados paralelamente a ferros que envergavam bandeiras de redenção.&lt;br /&gt;Ele procurara negociar por conta própria, contrariando a parceria com a mãe. Não querendo, nesse seguimento, unir os dois negócios que tanto se diz um puxar o outro numa força centrífuga que se comparava à do ego de ITT. ‘Boa sorte, ITT, continua ITT’, era o que ela lhe dizia nessa derradeira discussão de negócios, em que ele prosseguia e ela atendia um cliente que se lambuzava a baba e labareda.&lt;br /&gt;ITT seguia imediatamente no seu popó, que, intuitivamente, achava-o demasiado acanhado, por ter regurgitado anos a fio a imagem do camião da sua aparição que, se o estacionasse lado a lado com o Buda gigante, veria o camião com a cabeleira do Bob Marley e pareceria que ao Buda lhe haveriam tirado a careca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Continua... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-2474275400541578725?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/2474275400541578725/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=2474275400541578725&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2474275400541578725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2474275400541578725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/05/itt-personagem-macabra-parte-1.html' title='ITT - A personagem macabra - Parte 1'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SC7giTzWoTI/AAAAAAAAASc/ejrue9E2Pgc/s72-c/strange%2520tree%2520at%2520monastry.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-2961974020653132750</id><published>2008-04-26T23:52:00.003+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:28.516Z</updated><title type='text'>Dog &amp; Alcohol</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SBPIIVsklfI/AAAAAAAAASU/gvWL6Ol6krI/s1600-h/cuervo-jack-tossed-dog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193714840876914162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SBPIIVsklfI/AAAAAAAAASU/gvWL6Ol6krI/s400/cuervo-jack-tossed-dog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Álcool. Dormimos juntos e acordamos a ferver. Na lividez das pastilhas e das leveduras, da fermentação e do fulgor interior.&lt;br /&gt;Álcool, não te sei escrever. Nem desenhar. Nem amar. És a puta que não me cobra. És uma serpente.&lt;br /&gt;Nem ressaca me traz por oferenda. Talvez sim, talvez me tragas um trago de vinho. Ou uma vida perto da erradicação das tonturas. Vou adejar. Sou Pégaso. Um Deus grego. Sou Perseus.&lt;br /&gt;Toca a escrutinar os parques da Expo. Trago-te comigo, dormes comigo, vives comigo.&lt;br /&gt;És bombons plantados na plantação do dinheiro, uma dissertação da primária acerca de uma qualquer visita de estudo. Que interessa? Haja álcool. Dá-me álcool. Cool…&lt;br /&gt;Obro para ti um concerto, uma sinfonia, arregaçada por uma orquestra num fluxo. Vivemos os dois, sorrindo, rodopiando na brincadeira do parque das Nações, que gira, em torno de um centro. Isto tenho de te explicar claramente, fora de turvações da vista, de gases mostarda, de torpedos ou navios pirata, de sinais de trânsito, de cruzamentos, de beijos ou de cabras.&lt;br /&gt;E o álcool é viscoso, atiro-o como baldes de tinta aos muros, imirjo nele, à abastança do submarino de escotilha aberta. Puramente, tempero a minha língua nas suas dádivas, calço a coroa bem no centro do meu crânio, numa hipoteca que pincha da bodega da garrafa.&lt;br /&gt;Álcool, fique quieto no interior da garrafa, pare de se mexericar. Álcool, assente nesse cálice, chega de contrafazer gelatina.&lt;br /&gt;Não me apaixono com facilidade. Durmo contigo numa base de descomprometimento que serve de manicura. Não tremo por ardor, mas sim de bebedeira, balanço, oscilo, pareço uma vaga de musas e um buraco que um cão fez, não para enterrar o osso, mas para se enterrar, ao seguir um manifesto perigo que o alcançará em breve. Ainda que nenhum buraco lhe valha, nenhum orifício, nenhum fundo oceânico, ainda que morrerá. Regado pelo perigo, ébrio. Mas que viva! Viva! Viva! Viva! Mas que viva! Viva! Viva!&lt;br /&gt;Ora viva! Álcool!&lt;br /&gt;Vida de cão… Vida de cão morto! Sepultado! Ora que vida! Mas que vida! Mas que vida de cão!&lt;br /&gt;Ora viva! Viva! Viva! Mas que viva! Viva! Enterrado. Abandonado! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-2961974020653132750?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/2961974020653132750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=2961974020653132750&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2961974020653132750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2961974020653132750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/04/dog-alcohol.html' title='Dog &amp; Alcohol'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SBPIIVsklfI/AAAAAAAAASU/gvWL6Ol6krI/s72-c/cuervo-jack-tossed-dog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-9136680659244663177</id><published>2008-04-26T22:56:00.004+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:28.709Z</updated><title type='text'>A deusa, Eliodoro, o observador, o Hotel, Florença, tu e eu</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SBOmc1skleI/AAAAAAAAASM/QqJA97PPoB4/s1600-h/hippievan.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193677809668888034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SBOmc1skleI/AAAAAAAAASM/QqJA97PPoB4/s400/hippievan.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eras tu a permear a praça, num descalabro transeunte de pantufas arrumadas numa prateleira, de ‘All Stars’ truncadas, floridas, afligidas pelo preço da ribalta mercantil. Numa heterodoxia extenuante. Os teus cabelos eram leguminosos, loiros, fulgentes, a transluzirem a candeia de luz típica do pôr-do-sol, nos esgotantes fins de tarde de Verão, nos momentos em que o tractor arrasta a carroça da palha e o pasto se funde com a morte do Sol, numa imagem conturbada que mistura o bulir do prado no espírito da ventosidade e a poeira branda que arvora e rodopia em torno da pastagem grisalha, sulcando a radiação, lubrificando os milhões de neutrinos, as partículas fantasma, que já deslizam no vácuo num esgar de surfista conatural. E esta imagem de rotina campestre carimbada nas barras das máquinas descartáveis dos postais vendidos aqui e acolá nunca te deste ao serviço de encalacrar.&lt;br /&gt;Imagina-te, nesta exacta circunstância, a engelhar a cara num Hotel de Florença, vibrando obstinado, dignificando o teu corpo perante uma discoteca, cuja entrada é bloqueada a qualquer pessoa e que jamais alguém ouviu. Essa discoteca é o teu quarto, forrado de papel colorido, escoriado pelas janelas que soerguem estores verdes. Ninguém o compenetrou além de ti a tornar-se numa discoteca, sem ritmo. Embora esses teus gestos pareçam correspondente a break dance, eu e tu claramente somos portadores de um vírus que abarca remates a incêndios e jogos de futebol sem guarda-redes. O teu tormento que te desalenta presentemente deve-se à ideia obsessiva de conspiração. Temes pela tua vida. Nem tanto te importas pelos monumentos que a cidade comporta, nem o historial, nem algo mais. Longe estacionam as pinturas do passado. Os quadros dos teus cabelos loiros e as tuas jeans a condizerem plenamente quando o conceito de justiça se amarrava às fibras das calças que se moldavam plenamente ao teu quadril e aí se fazia luz, a exacta filosofia da Bíblia, o fim da tarde que expropriava os bens aos agricultores e os desfiava das pretensões ambiciosas, rendendo-os ao derrame da intensidade solar, um esquivo petróleo que era escapulido dos solos durante a fronteira que dissociava a noite do dia, embora nem na maior das ilusões, um lavrador acreditasse que no Sol houvessem maremotos.&lt;br /&gt;Obstinadamente, revolvo à tua camisa de traços vermelhos, à incandescência dos teus cabelos, à candura das tuas faces, à meiguice dos teus lábios. Grito-te, embora esse quarto em Florença esteja trancado por correntes e cadeados e gradeado, pior que uma prisão, sem torre de vigia, ou guardas, um quarto que só permite o meu ingresso inteiro se for meritório de compenetrar as barreiras da conspiração.&lt;br /&gt;Contrastas e retiras a minha missiva de recomendação papal, dizes que sou o pior.&lt;br /&gt;Sorrio.&lt;br /&gt;A tua estadia nesse hotel em breve termina, até porque o dinheiro não é eterno e este cosmos de conjura e imundície irá acabar. Como será a tua saída?&lt;br /&gt;Irás certamente continuar a rodopiar febrilmente e a olhar de soslaio a diligenciar pelos golpistas de estado.&lt;br /&gt;Desisto.&lt;br /&gt;Não é que pense que não haverão muitos dias de Sol para nós. Não é que pense que este é o último dia antes do fim do mundo. Não é que espere um melhor amanhã. Nem que queira um ultimato para essa tua dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fim do Universo -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eliodoro era um funcionário que limpava as valetas após as enchentes de Inverno. O seu espírito assomava alarmante na vanguarda de casa, numa felicidade extrema. Aquele dia de início de Outono - sem trabalho, evidentemente, não havia dilúvios, nem era Inverno -, repassava a sua doutrina com surpresas Italianas da época do Iluminismo, ao ter encarado uma menina esbelta, na saída de um Hotel toscano, que lhe evocava a sagacidade de Volterra, a sua residência. Eliodoro de 24 anos saíra das cascas e beijara-a à paladino. No denunciante ápice um rapaz barbado de after shave rapava as lágrimas das olheiras. Acabara de perder a sua paixão para sempre, o amor da sua vida era cedido a um funcionário público, curador dos regos aquando das escórias pantanosas. Se aquele estádio decorresse no campo seria esse observador que era imobilizador pela agonia solar e Eliodoro e a sua deusa seriam a poeira que encalvecia do meio da palha, palha que estava para pêlos e poeira que estava para suor vaporizado. E a deusa que ele amava era agora um osso que fazia parte de outro, de Eliodoro, um perfume de lixeira radioactiva.&lt;br /&gt;E durante a decepção do rapaz barbado, enquanto já descarrilava a fundo no seu Fiat para a ‘tratoria’ os seus olhos arraigados contemplavam a História da humanidade em segundos, segundo uma feição, mais que apaixonada, desiludida, numa serenidade que séculos eram incapazes de perfazer… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-9136680659244663177?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/9136680659244663177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=9136680659244663177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/9136680659244663177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/9136680659244663177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/04/deusa-eliodoro-o-observador-o-hotel.html' title='A deusa, Eliodoro, o observador, o Hotel, Florença, tu e eu'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SBOmc1skleI/AAAAAAAAASM/QqJA97PPoB4/s72-c/hippievan.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-8238431313368656865</id><published>2008-04-16T02:43:00.007+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:28.886Z</updated><title type='text'>O lado A - ambiguamente: Lado B - Bio</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SAVaQxqmEiI/AAAAAAAAASE/K1lh_ExUH-M/s1600-h/hilary_gorgeous.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189653389870764578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SAVaQxqmEiI/AAAAAAAAASE/K1lh_ExUH-M/s400/hilary_gorgeous.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Permaneci a pensar durante segundos. Quem sabe segundos. Perfazia anos que ostentava uma caçada ao culto ostra dourada. Qualquer ser que induzisse o lado feminino puramente era indiciado a uma auscultação permanente do meu olhado. Pela perversidade da minha vista.&lt;br /&gt;Nunca o admitira.&lt;br /&gt;Pardamente o proclamo. Pensara previamente em me declarar sensivelmente, sob mensagens ocultas. Num raspanete ou outro, fixando, quem sabe segundos da minha miraculosa perscrutação intensiva, numa rapariga maior de idade a visibilidade que incitava o vestuário que a separava da dimensão nua. Era a imaginação, indubitavelmente. Concretamente eu guardava a inclinação constante de reparar na sua permanente, ou nos sapatos requintados, embora preferisse a particularidade da coloração tangente ao loiro amalgamado com o castanho, a face clara, que não apresenta uma marca errónea, o julgamento do erro pregado pelos Santos no embrulho religioso de Jesus Cristo, uma nova forma de entregas ao domicílio via expresso.&lt;br /&gt;Vem, quero-te, tenciono-te, abeira, interior, saia, bracelete, batom, botins, coleira, frases dissolvidas num copo de angra ao heroísmo, dir-te-ia palavras soltas, que fazem clique como se destrancassem a chave do cofre e lá penetrasse uma mão enluvada para retirar a fortuna.&lt;br /&gt;No entanto não sou assim, nem tão pouco ousado. Mensagens subliminares não são o meu forte, nem a minha muralha, nem a minha trincheira, nem dou crédito ao dilema da batalha, “em tempo de guerra qualquer buraco é trincheira”, nem desvairo no senso comum natural da perseguição ao lado oposto, ao emblema do yin-yang, à música ambiente da madrugada.&lt;br /&gt;Cada um descarta o tempo da maneira que quiser, a amarfanhar o que quiser, a soluçar o que quiser, a beber o que quiser, a comer o que quiser. Defino o meu ponto de vista deste jeito desde os 12 anos. Que interesse há em sabê-lo? Nenhum.&lt;br /&gt;Tu, algum.&lt;br /&gt;Como disse, não é preciso poesia para que as pessoas incandesçam e rimem. As pessoas fazem a poesia.&lt;br /&gt;Ponto final.&lt;br /&gt;Parágrafo.&lt;br /&gt;E em parágrafo, vejo pára e grafo.&lt;br /&gt;Fim da poesia.&lt;br /&gt;Era tão sintético se finalmente debatêssemos a hipótese de assinalar o terminal de um poema. Já agora, era de acentuar que deveria a poesia ter uma portada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser directo demais, não consigo apanhar o trem para lado algum.&lt;br /&gt;Mas se os engenheiros não fossem ‘directos’, não haveria túneis para os comboios.&lt;br /&gt;Lá vou eu falando deste modo da minha história de enxergar raparigas da minha idade ou que pertencem a uma bola que inclua a sua faixa etária e a minha. Amo-as. Choro-as. A cada segundo que aparecem novas. Reduzi a minha vida a isso, numa história que começou em Lisboa e em Leiria e em Monte Redondo e em lados B da minha história. Era um vício. Apaixonar-me numa fixação de gel ultra-forte. Amo-as. Esqueço-as.&lt;br /&gt;Trato o mundo tão mal.&lt;br /&gt;E relembro agora um amor perdido esquecido há cinco segundos. Há dez tinha florido como um prado no meio do campo da batalha, onde qualquer buraco é trincheira.&lt;br /&gt;Se a natureza amistosa das relações fosse assim. Qual conectividade matemática veria neste Universo! E eu quero tanto as pessoas. Sempre quis. Sempre quererei. Raios de viciado!&lt;br /&gt;Oh, oh, raios vindos dos meus olhos esbugalhados de felicidade rebarbada a especularem mares nunca antes navegados, por mim. Torrenciais que nunca quis admitir. E, na verdade, sempre vivi nesta corrente que começou em Leiria e deu num harém. Num sultão barbudo das Arábias.&lt;br /&gt;O espectáculo do circo começou quando tinha 12 anos e me entusiasmei por 8 raparigas conjuntamente. Quem diz que este Universo é um grande circo atingiu o Nirvana, uma valquíria vinda do Tao, os perigos iminentes da Dinastia Han, panteões da nobreza infinita, nos recantos das verdades do Cosmos, nas subtilezas das cinco verdades, na calma dos fundos oceânicos, no correr sobre a areia molhada no silêncio de uma praia tropical, lado a lado à chapeleta das águas a resvalarem na areia fina, nos confins de uma Universidade alheada na profundidade intelectual, na remota simplicidade das salas de aula, nos quadros perfeitos de giz e equações que avultam os antepassados da cronologia temporal, a virtualidade de uma odisseia pela história da natureza, afincada numa nave espacial inerte num planeta a milhões de anos de luz, que transita num enigmático medo pelo desconhecido.&lt;br /&gt;E no fim de tudo, o lado feminino guarda o segredo. Como as antigas lendas de gatos que perduram desde os tempos egípcios, e os mistérios que ressalvam a História da Humanidade e se vêem nos filmes americanos acerca de pistas de aterragem na América do Sul e a Área 51, como as estranhas alegorias dos povos Maias perante os curandeiros que assomavam de tempos a tempos.&lt;br /&gt;E por esses e muitos outros motivos, quem sabe segundos, repito isto num esforço de reproduzir grandes figuras da povoação humana da literatura, de me tornar na esfinge falsa, no camaleão que se disfarça de notórios escritores e extrai a seiva que sustenta o seu jardim de Éden, de ser uma imitação barata, ou até uma barata… mas, prosseguindo, por esses e muitos outros, esse lado é a base da minha inspiração, o lado Bíblico, o lado Belo, o lado bela, o lado vê-la…&lt;br /&gt;O lado B.&lt;br /&gt;Para mim, A.&lt;br /&gt;E é a minha razão de existir.&lt;br /&gt;Sempre foi.&lt;br /&gt;A…&lt;br /&gt;B!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-8238431313368656865?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/8238431313368656865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=8238431313368656865&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/8238431313368656865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/8238431313368656865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/04/o-lado-ambiguamente-lado-b-bio.html' title='O lado A - ambiguamente: Lado B - Bio'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/SAVaQxqmEiI/AAAAAAAAASE/K1lh_ExUH-M/s72-c/hilary_gorgeous.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-9153332186170264433</id><published>2008-03-25T11:39:00.010Z</published><updated>2008-12-11T22:34:29.249Z</updated><title type='text'>Uma Odisseia Reduzida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R-jm2GsU3dI/AAAAAAAAARw/Vs75OeZs5jw/s1600-h/028_3413~Castle-of-Illusion-Posters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181645188473609682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R-jm2GsU3dI/AAAAAAAAARw/Vs75OeZs5jw/s400/028_3413~Castle-of-Illusion-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Serei eu real? Serei imaginário? O canto da Baleia-azul? A radiação cósmica das profundezas do Big Bang? Um fantasma perdido num sonho da vida passada? Um charco pisado dia-a-dia, antes de cada aula matinal? Um viajante no tempo? O rebotalho de uma máquina fotográfica descartável cheia de impressões? Uma cassete de uma emissão posta nos armários da época? Um jacaré cuja cauda prendeu-se a outra dimensão e vive nesta só o corpo? Um computador cujo sistema operativo é limitado e desprovido de bugs axiomáticos? Uma praga de insectos? Em tempos ouvi que existiam 200 milhões de moscas para uma pessoa. Serei eu duzentos milhões de moscas? Uma questão fácil de adivinhar antes de se ler. Era óbvia. Ficar-me-ei já por essa resposta?&lt;br /&gt;Se fosse real não seria imaginário. Acompanhando esta versão, resolveria o problema de forma exponencial. E se fosse real e imaginário concomitantemente? A resposta ao problema provavelmente seria de grandeza polinomial de grau um. E se tentasse resolver em vez de me armar em calculista, frio, delegado dos erros de logística. (Serei calculista?) Aí advém a montanha-russa. O carrossel que derrete os carris. Numa alucinante tergiversação, serei eu uma alucinação de um Deus perante os meus olhos, que me pode esmagar a qualquer momento, na mesma escala que eu estou para as formigas, interrompendo o espaço-tempo e as leis em que acredito? Ou simplesmente esse processo seria metafórico e invisível para todos, fenecendo a minha existência naturalmente.&lt;br /&gt;Serei um doente acamado a quem foi concedido uma realidade virtual aperfeiçoada e um esquecimento da vida decadente como um processo que valoriza os tac’s cardíacos e o ciclo beneditino? Quando acordar terei de preencher papelada e assinar uns tantos documentos que valorizavam e garantiam a qualidade deste Universo que experimentei. Terei filhos e netos? Existirá alguma dimensão em que terei filhos e netos e bisnetos e uma família repleta de bolos, caridade e festas de aniversário a tempo inteiro? Viverei num programa que eu próprio esbocei e servi de cobaia, serei aficionado por esse programa, corrupto, anómalo, terei feito de tudo para manter o programa e continuar a viver neste Universo quando possivelmente guerras entrecruzam-se e eu poderia ser um líder, capaz de as travar? Ter-me-ei incumbido nesta máquina da realidade para abafar o som da batalha, dos tanques e das máquinas que fiz caso de esquecer, metendo uns baguitos dela uma vez por outra na TV que virtualmente se passam em terras distantes e inseguras para não a perder de vez, tendo na estimativa que era um amante dela? Era um conquistador inter-galáctico que ficou em coma e esta é a minha coma. As crianças tão lindas, o embelezamento da esperança existirão para me relembrar que acordarei e terei de procurá-la… ela e o ânimo do meu povo? Consistirei num programa de treino, que fará parte da pedagogia de infância e estes 18 anos estarão para 4 ou 5 nessa vida? Viverei num mundo melhor que este, tendo-me sido mostrado este para que possa receber com alegria e nunca depressivamente esse mundo?&lt;br /&gt;E as viagens no tempo? E quanto a ser um fantasma? E se realmente este for o meu mundo? Caso fosse feita a vontade de não o exteriorizar? Terei acertado quanto à ideia de Aristóteles acerca da entidade superiora e o mundo inteligível? E se não houver mais para acrescentar? Se tiver de esperar segundo a segundo, nanossegundo a nanossegundo, que o tempo escorra como fazemos à roupa depois de atravessar um rio com ela?&lt;br /&gt;Terei vivido sem saber e agora vejo um holograma da minha actividade passada? Estarei sentado num cinema e a comer pipocas para me alimentar enquanto viajo nesta narrativa lida pelo meu cérebro? Se pusesse um ponto final nas questões, fariam sentido as frases? Existirá razão? A palavra inato será nada além disso? Dançarei num carrossel colorido, num parque de infância, com três anos, a uma velocidade tão brusca que não terei dado conta da transformação dessas imagens aleatórias em som de uma nova afinidade real? Terão os sons se confundido noutros de modo a resultarem nestes que oiço e as imagens dado asas a estas? Serei inteligente nesse outro Universo? Ou um mero efeito da natureza que por acaso aparenta inteligência? Serei um cientista que indaga a resposta da criação e se perdeu numa das experiências da sua vida? Estarei a ser procurado por pessoas importantes, Universalmente reconhecidas? Ou será uma procura da ordem de pai-filho tão grandiosa que só os seres divinos escutarão, no ofegar do pranto do pai, que deambula até não poder, numa instância em que a resposta não é pertença daquela dimensão? E se a minha consciência se tiver separado do meu suposto físico? Como a reclamarei? Terá a ver com uma solicitação que se faz nas finanças? Ou um mero problema de estado extra-corporal que é directamente enviado para o governo como se tratasse de uma banalidade que os humanos podem controlar, inferior a tudo o que executam, criam ou estabelecem?&lt;br /&gt;E se for um mero esquizofrénico? Uma criança de cinco anos, curiosa? Apontando o dedo a cada canto que nunca espreitara previamente?&lt;br /&gt;Se chorasse de desolação por tanta história paralela? Que nunca serei capaz de viver simultaneamente? E se acreditasse que podia encadeá-las? Isso é que era uma existência do tanas… Num brilho semântico, nos confins do mistério, dissolvidos na base da criatividade, na resposta às maravilhas que se vêem diariamente, quem me dera questioná-las até à eternidade, até ao infinito e mais além… e se eu perdesse esta vida a procurá-las criteriosamente, segundo uma qualquer lei relativa, a vida não teria outro relevo, um outro ênfase, uma outra dimensão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terei limites?!&lt;br /&gt;…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-9153332186170264433?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/9153332186170264433/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=9153332186170264433&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/9153332186170264433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/9153332186170264433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/03/uma-odisseia-reduzida.html' title='Uma Odisseia Reduzida'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R-jm2GsU3dI/AAAAAAAAARw/Vs75OeZs5jw/s72-c/028_3413~Castle-of-Illusion-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-9024686168793562898</id><published>2008-03-23T00:48:00.001Z</published><updated>2008-12-11T22:34:29.382Z</updated><title type='text'>Uma Boa Páscoa a Todos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R-WpTGsU3cI/AAAAAAAAARo/VTfRbt1poCo/s1600-h/volto_santo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180733092038761922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R-WpTGsU3cI/AAAAAAAAARo/VTfRbt1poCo/s400/volto_santo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; vídeo da música: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KQphuL0RMNU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=KQphuL0RMNU&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma boa Páscoa. Desejo-vos cestos de amêndoas. Cajadadas de fogaça. Acervos de folares.&lt;br /&gt;Haja dinheiro.&lt;br /&gt;Amontoados de livros de física. Um estandarte manuscrito segundo a ortografia de Colonna, aquando da protecção das obras-de-arte da inquisição.&lt;br /&gt;Os meus sentimentos pela morte de Jesus Cristo. Um dia haveria de morrer. Escolheu uma altura primaveril. Chove, mas não sinto o Inverno. Bem-hajas aquecimentos, interior de moradias, o tapete. Só de me recordar do preço dos Persas. Quanto custaram agora as guloseimas de chocolate? Será mais barato viver sóbrio ou ébrio? A quantas andam os carrinhos de compras?&lt;br /&gt;Questões fraternais. Ao contrário da minha defesa pessoal de liberdade. Hoje deveria vestir-me de Satanás e cantarolar contra o Salvador nas ruas. Nas frias e nas quentes. Hajam automóveis ou escórias de entulho das chuvas.&lt;br /&gt;Haja dinheiro.&lt;br /&gt;Felicidades às lareiras que amornam hoje as casinhas. Ao Pároco que vagueia pelas portadas das gentes pregando o espírito Pascal.&lt;br /&gt;Sonhara eu com Paris, com Berlim, Praga, Nova Iorque, Brasília, São Paulo, Porto, Coimbra, Aveiro, Tóquio, Hong-Kong, Macau, Genebra, Washington, Marselha, no Camdobja. Com a Era Espacial, com o Olimpo, em ver profusamente a Via Láctea, as orlas parecendo uma festa da espuma, a Universidade de Cambridge, de Ohio, de Harvard, de Princeton, de Michigan, a Universidade de Stanford, a Cornell, a de Zurique, no lugar dos bilionários.&lt;br /&gt;Haja dinheiro.&lt;br /&gt;Era de sonhar a muralha da China, mas faz-me desmoronar. Era de sonhar a pirâmide de Quéops no meu bolso, só que deveria arranhar. Boa Páscoa ao Muro de Berlim.&lt;br /&gt;Digo-o solenemente, entalando um valente “Boa Páscoa” nas axilas, a borrifar essa fragrância de açúcar e essência de amêndoa, boa para bronzear. Evidentemente, disse-o antes: Nem é Inverno, nem Verão, nem Primavera, nem Outono. Viajando nos vales rurais, escalando a Serra da Estrela, nadando na Bahia, atirando bolas de Neve, salpicando água com os pés, pisando a erva, um prado gigantesco, vistoso perante os Moais da Ilha da Páscoa neste seu dia.&lt;br /&gt;Páscoa, Amo-te. Não interessa quem és. O que foste. Sei que agora te amo. Morto ou vivo. Respirando ou sufocando. E apetece-me traduzir a beleza da música que oiço exclusivamente para ti, deixando-a na língua original, isto significa, copiando-a, porém antes de terminar a emissão desejo a todos uma excelente Páscoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;New York, I Love YouBut you're bringing me downNew York, I Love YouBut you're bringing me downLike a rat in a cagePulling minimum wageNew York, I Love YouBut you're bringing me downNew York, you're saferAnd you're wasting my timeOur records all showYou are filthy but fineBut they shuttered your storesWhen you opened the doorsTo the cops who were boredOnce they'd run out of crimeNew York, you're perfectDon't please don't change a thingYour mild billionaire mayor'sNow convinced he's a kingSo the boring collectI mean all disrespectIn the neighborhood barsI'd once dreamt I would drinkNew York, I Love YouBut you're freaking me outThere's a ton of the twistBut we're fresh out of shoutLike a death in the hallThat you hear through your wallNew York, I Love YouBut you're freaking me outNew York, I Love YouBut you're bringing me downNew York, I Love YouBut you're bringing me downLike a death of the heartJesus, where do I start?But you're still the one poolWhere I'd happily drownAnd oh.. Take me off your mailing listFor kids that think it still existsYes, for those who think it still existsMaybe I'm wrongAnd maybe you're rightMaybe I'm wrongAnd myabe you're rightMaybe you're rightMaybe I'm wrongAnd just maybe you're rightAnd Oh..Maybe mother told you trueAnd they're always be something there for youAnd you'll never be aloneBut maybe she's wrongAnd maybe I'm rightAnd just maybe she's wrongMaybe she's wrongAnd maybe I'm rightAnd if so, is there?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te Páscoa.&lt;br /&gt;Mas pões-me em baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um rato numa jaula.&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez eu esteja errado, E talvez tu estejas certa…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-9024686168793562898?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/9024686168793562898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=9024686168793562898&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/9024686168793562898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/9024686168793562898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/03/uma-boa-pscoa-todos.html' title='Uma Boa Páscoa a Todos'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R-WpTGsU3cI/AAAAAAAAARo/VTfRbt1poCo/s72-c/volto_santo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-343715500284002516</id><published>2008-03-21T12:23:00.009Z</published><updated>2008-12-11T22:34:29.591Z</updated><title type='text'>Em memória de um senhor</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R-OpIWsU3bI/AAAAAAAAARg/LXswyIXVaKA/s1600-h/DSC00059.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180169957401746866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R-OpIWsU3bI/AAAAAAAAARg/LXswyIXVaKA/s400/DSC00059.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A minha mãe situava-se a dez metros. Eu projectado na sua frente. Outro senhor a um raio de cinco metros, isto a recorrer às minhas capacidades actuais de avaliar o local conhecendo-o hoje como o conheço, embora naquela idade me estivesse borrifando com odor marinho para esses detalhes. E na minha memória vã, guardo a sensação de que me arremetia a um cliente no qual o meu pai estaria a atender, adversamente ao embaraço pregado pelo choque de me alisar na frente de um Africano a espernear às portas da morte, levara uma martelada por algum furto cometido ou desacato ou dívida por soldar, outro género de furto, ou cotas da droga, a verdade era que ninguém se importava e eu analisava os espirros de sangue, os jactos que abatiam na parede e deslizavam verticalmente até serem absorvidos pela roupa. E ali, em pleno negrume diurno, na banalidade de um Domingo, disso tenho a certeza, escorria o sangue de um senhor não identificado por mim, tal e qual como escorria a minha mãe o sangue às galinhas, só que pelo pescoço que cortara e não por uma frincha da nuca. Não era ali que eu confirmava que o sangue não era azul como aparentavam as veias que me diziam lá circular o tal líquido tão precioso, já tinha visto muitas vezes antes. Até de mim. O senhor não era a simples morte que representava, mas uma dor similar que bem me recordava dos tempos em que o meu padrinho não era casado e de tomar conta de mim, anos antes. Esse senhor ajudava-me na escola. Tinha a ideia de ser instruído. E numa insólita tarde de brincadeira no pátio do meu avô, abraçado de galinhas e galos, boi num curral, chão de esterco no qual as ervas não nascem pelas picadas imediatas das galinhas à medida da sua nascença. Eu a brincar em cima de uma tábua de sapatilhas que o meu avô me costumava ir comprar às quintas, nos dias em que os meus pais não estavam, lá ia com ele de scooter até à Carreira, uma terra com uma sapataria e eu pedia as que davam luz se pisasse o chão com força. A tábua parecia segura, contudo espetei-me com um prego bem fundo no pé e ainda hoje guardo essa marca. O meu padrinho abriu a porta da casa do meu avô e eu a gritar, pela dor, a dizer que ia morrer, de seguida levou-me ao lavatório e ao hospital, tive o meu primeiro contacto com o Betadine, algo que não se usava na minha casa. E ressequido da dor não ia morrer, não, ao contrário daquele senhor com o qual me sentia solidário. O seu nome era meu desconhecido. As razões da morte também. Fosse pelo que achavam que devia pagar, um martelo na cabeça, especado em plena rua a uma parede, jorrando sangue como se chovesse, não era por azar. Havia até quem defendesse a justiça da sua condição. Mas eu conhecera uma parte da dor e não consegui imaginar aquela. Nem sei se queria. Era uma criança, espantada, a ver, era um observador inato. Não me lembro hoje da face do senhor. A história ficou. O local era longe da minha morada. Graças a Deus. Só desesperei a morte ser tão vazia de conteúdo. Desacompanhada de cartas a explicarem. O desfiguramento de uma abertura no crânio era um desfasamento crucial da vida para a morte.E a situação não se igualava a ver uma galinha a remexer pela pena que sentimos dela, dizia a minha mãe – não se tem pena dos animais, mais demoram a morrer – e era o que parecia, as galinhas ou patos ou galos a atordoarem de dor, a sacudirem as asas como se a morte pusesse galinhas a voar, ou galos, ou patos com as asas cortadas. Os coelhos eram mais suaves a morrer. Duas pancadas bem dadas e já nada, pensam muitos. Pior eram as histórias de já esfolados, na bacia para abrir e tirar as tripas, e lembrarem-se de saltar fora e correr uns metros. Conheço pessoas que se afirmam traumatizadas por isso. Será que o senhor da martelada na ambulância tentou escapar? Será que o desforraram e lhe deram uma morte como as galinhas e os galos? Será que ganhou asas e voou até já não poder? Questões das quais nunca me lembrei.Nunca me tentei perguntar de como seria o seu funeral. Se seria igual ao de muitos que não lhe podem abrir o caixão por razões de trituração ou apodrecimento rápido. Se alguém lhe rezaria uma Avé-Maria e o acharia homem. Se haveria um discurso na Igreja e senhoras a chorar. Se estaria a chover ou se ainda estaria a entornar sangue no momento da marcha fúnebre e alguém se lembraria da analogia com o sangue do Senhor, ou então algum ateu conseguiria encontrar a oração divina para acabar com toda a hipocrisia religiosa e clerical e dar ao mundo a liberdade do agnosticismo, que deveríamos seguir.Mas a morte tem cauda… e como disse tem asas, será um dragão que queima as almas? E naquele lugar, Cova da Moura, a umas ruelas da rua do Moinho, ficou um reflexo meu, a minha sombra, parada no tempo, esquecida. Silêncio… paz à alma do senhor, que a sua alma esteja em sossego. Ámen. &lt;/p&gt;Foto tirada pela minha irmã&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-343715500284002516?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/343715500284002516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=343715500284002516&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/343715500284002516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/343715500284002516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/03/em-memria-de-um-senhor.html' title='Em memória de um senhor'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R-OpIWsU3bI/AAAAAAAAARg/LXswyIXVaKA/s72-c/DSC00059.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-4584555778914756490</id><published>2008-03-20T14:27:00.013Z</published><updated>2008-12-11T22:34:29.772Z</updated><title type='text'>MAP - Século XXII</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R-J_dmsU3aI/AAAAAAAAARY/UwWtR2S5F9c/s1600-h/somewherenothere.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179842668008889762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R-J_dmsU3aI/AAAAAAAAARY/UwWtR2S5F9c/s400/somewherenothere.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;MAP era uma substância que significaria Morte a Pedido. Inicialmente pensara-se que era hipocrisia chamar-lhe esse nome, dado que após introduzir a substância num organismo, ele finaria caso sofresse um certo conjunto de emoções desagradáveis, como depressão e emoções afins, colaterais. Contudo, depois de um consenso internacional tencionou-se apelidá-la de morte voluntária, assim que certos e determinados cientistas concluíram a seguir a muitos estudos de proveta e cobaia e testemunhas empíricas que a substância causa sensações agradáveis, tão sumarentas de bago gracioso que o alguém de boca a fecho e cadeado a mostraria cândida e com o seu sorriso no canto.&lt;br /&gt;Fundou-se nessa instância um paradoxo social, morte a pedido? Sugerida? Ou involuntária?&lt;br /&gt;Muitos movimentos eram disseminados entretanto. Especulavam sobre a nova sociedade ficção-científica. Vestiam camisolas roxas que lembravam os U.V.’s que no século vinte e um eram considerados letais. De facto as t-shirts não passavam de mensagens a insinuar que aquele presente estava para os MAP’s no mesmo parentesco que os U.V.’s estavam para o século passado. E nisso tinham razão, cada século era feito por um degrau da escada que era a História, eles viam o início da escada como pregas de madeira, alguns degraus acima, já a viam de mármore polido e a seguir já viam a escada eléctrica, aquela que enquanto houver electricidade empurra quem lá vá, nem é preciso esforçar-se que abaixo já ninguém vem parar. Uma visão reduzida, aquiesciam os de camisola branca, uma vez que no topo de cada escada rolante, haverá uma no sentido oposto, e quando se fala disso já se fala dos fins dos tempos, do fim da tal escada que os séculos constroem, segundo os roxos. Os brancos não consentiam nada, escolheram aquela cor para os representar porque na índole daquele tempo alguém definira que cada grupo tinha uma mensagem colorida e não só, escolheram-na na fé de que fosse suficientemente compreensível a mensagem em branco, a que está por escrever, na semântica corrosiva de a luta não ter um fim definido e que vão até onde o mundo não pode poluir.&lt;br /&gt;Na clareza deste evento apocalíptico entreaberto a uma guerra civil era óbvio que se o MAP fosse algo de laboratório em vias de experimentação nunca se teria polarizado tão facilmente a Nação Global. No lançamento de gás mostarda, de granadas tranquilizantes, de radiação-branqueadora que num raio de centenas de metros apaga a memória temporária a qualquer civil que lá se encontre ou animal, de holofotes compressivos que cegam qualquer indivíduo que veja por instantes, de água através de mangueiras ligadas a tanques revoltos e em tiroteios com balas de borracha.&lt;br /&gt;Todavia as bocas continuavam a disseminar virtualmente ou analogicamente relatos de aplicações injustas de MAP e ninguém continua a saber localizar terra segura, tranquilidade além dos tranquilizantes ou através de MAP. O medo confronta cidadão e estrada num único circuito assombroso. Era a Terra em 2129.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hall era corajoso o suficiente para fixar aquele enorme lagarto que assomava na TV, nos desenhados animados matinais, sobre o click holográfico num telecomando que não existia de facto numa massa justificativa. A tecnologia brilhava à sua frente, resplandecia, num toque do Big Bang. Os feixes que bamboleavam-se na fibra óptica em frugais cantos da mansão, em cima de alcatifas gelatinosas sensíveis ao toque e conectadas à central, eram os neurotransmissores daquele menino. No chão soçobrava um pacote de MAP que naquele momento era o teste da coragem do menino. De manhã a mãe dera-lhe na consequência dos resultados clínicos afirmarem que nas crianças era impossível haver o tal desfecho oposto letal. E por estes nenhuma organização eclodira posto que nunca incidira publicamente uma queixa ou rumor de fatalidade numa criança.&lt;br /&gt;No canto dos lábios do menino o sorriso permanecia. Ulteriormente a toques sucessivos no telecomando, a tristeza despontava abaixo das impressões digitais de Hall, era provável que fosse a ressalva da teoria abusiva acerca de MAP. Era provável que não fosse. No entanto, acompanhado de cobertores a televisão continuava a rodar o enorme lagarto, a criança sorria tremendamente, o sorriso eclodia nos vidros triplos à prova de bala que impediam o ruído no exterior, ruído aquele a que eu chamo de sorriso divinal de filho que os pais não ouvem. Ausentes no emprego devaneado. Nem a ama atentava naquela modulação corajosa, superior a qualquer coluna topo de gama, incomparável a algum rádio famoso e desconfio que o sorriso nem seja de qualquer repercussão do MAP. O lagarto que era um desenho animado rodava a poucos frames e Hall divertia-se ao ver a cena, numa televisão adornada de raios de luz. Ali passava o dia e continuava a não ser ressalva. À noite a porta da sala abria-se. Era a mãe completa de sacos com bolsas de gás na comodidade de evitar o peso das compras, tarefas do dia-a-dia, impossíveis de evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No silêncio da toilet Nick administrava uma dose da radiosa ‘droga’ por muito defendida por outros desanuída. Era uma vicissitude que em 50% dos casos traria a alegria e bem-estar, algo raro no Universo. Muito dificilmente descrito por alguma equação matemática e que estava escrita na equação química do MAP desde que os laboratórios úteis foram construídos. A opinião dos consumidores era descrita nessas palavras. E aqueles que a tomavam num jantar, após perderem alguém que nenhum Deus pode restituir, ou máquina, ou programa de computador, ou sonho ou simplesmente, que nem a pessoa que perderam pode restituir, já que causou um desgosto tão devastador que cancelou a oportunidade de MAP trazer alegria e a mensagem no placar televisivo electrónico de salmos àquela descoberta?&lt;br /&gt;Nick era trintão. Senhor de negócios. Sucedido na empresa. Ocupava um cargo de mérito. Erudito, transformador desta prosa num padrão prosaico, numa história além do mais que contado.&lt;br /&gt;Ele presenciava a morte e tornava este desditoso fim estúpido, numa caixa de ténis preta e cuja tinta se desmancha, ele terminava numa casa de banho, de um bar, no séquito de roupa digna de corte, a flagelar facialmente à medida que o efeito era aplicado negativamente. E não precisara de alguém ter derrocado a sua vida, ou de uma tristeza em especial. Alguma droga lhe confundira os sentidos e MAP o emancipava no esquecimento da humanidade, foragido dos manuais de História ou de Hall, o pequeno menino que espreitara durante a manhã à janela, quando ao passar no átrio da mansão a imagem de um lagarto chicoteara a sua face e lhe relembrara as manhãs do século passado, na geada da sua infância verde, na fase terminal do século, no virar da humanidade, a antever festas e festarolas, danças e divisas, lendas e mitos, no momento em que espreitara à janela que transparecia o lagarto que era um sapo, nos desenhos animados da sua vida, que o ajudavam a enfrentar a gritaria da desunião familiar e as desavenças constantes dos pais, que não estavam chapadas na sua estatura de homem forte e sem traumas, que era ali abandonado ao mercê da sua alma de fronte virada para a morte, um lagarto que era um sapo, desenhado agora na porta da toilet, ele de queixo apoiado na sanita a espernear manifestamente, espumando da boca, um sapo que era um lagarto para o menino Hall e que isso tão menos importava aos camisas, camisolas, tshirts, brancas ou roxas. O famoso sapo da Rua Césamo… Ali, na beira dos lençóis da morte dissimulados de mosaico de sanitários, era o fim do século e o pai a abrir champanhe, um cenário já não naquela casa-de-banho, reduzido a uma pequena espiral dos olhos de Nick que cancelava atomicamente. O pai que naquele dia sorria, antes até de pôr a TV nos canais pornográficos e o mandar para a cama na auge das bebedeiras com os amigos no ano-novo. E aquela face forte de Nick de volta ao mundo, agora pálida, desaparecia num espectro de máscara pálida à super-herói nocturno. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-4584555778914756490?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/4584555778914756490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=4584555778914756490&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4584555778914756490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4584555778914756490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/03/map-sculo-xxii.html' title='MAP - Século XXII'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R-J_dmsU3aI/AAAAAAAAARY/UwWtR2S5F9c/s72-c/somewherenothere.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-3874747539311092162</id><published>2008-03-15T00:06:00.007Z</published><updated>2009-11-28T01:58:31.617Z</updated><title type='text'>Sei lá que título dar. Alguém dê por mim, à escolha - perto de alívio de alma</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R9sULAoEHgI/AAAAAAAAARQ/7LNqO_Rskbw/s1600-h/6655alone.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177754375971675650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R9sULAoEHgI/AAAAAAAAARQ/7LNqO_Rskbw/s400/6655alone.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faria se eu amasse, o coração doíria mais neste mundo horrível, que tanto desprezo, suculento, um trinco de uma fechadura sem casco, sem parafusos, algo desmiolado, que me abandona, que me deixa sozinho, solitário, odeio o mundo. Produzo-o aos meus olhos, na dor que me causa, na contradição, no azar, na fermentação, no vício, na dor, na doença, até que a morte nos separe, a terra não me deixa, agarra-me pelas pernas, transforma as minhas duas turquesas em raízes de oliveira, e que se lixe para as árvores!Odeio mundo, se pudesse cortar, contaminar, empestar, pedrar, tonalizar, esmagar, ralar, amassar, moer, cada pedaço de minério seria de uma graciosidade imensa. Nem dormir me apetece. Odeio a porra desta superfície! Odeio quando estou lúcido! Nem tão menos desprezo cada golfada de oxigénio, e não estou pedrado, nem alucinado. É difícil fazer mover a carruagem quando a égua precisa de cavalo, é difícil não transpirar quando se precisa de cavalo (heroína), de uma personagem transcendente, massacrada desde jovem e que vive num sentimento de culpa pelo que não foi responsável. O que faria se eu amasse? Estancaria este coração que não pára, que não trava… fumo. E estou apaixonado, merda para esta paixão. Estúpida, infantil, determinada, morta, chacinada, que verte sangue à debandada, que me afoga, que me alcooliza, que me mata, que me torna num morto-vivo e me dá chama para atear cigarro.Raios para este amor, que me caiam os trovões de Marte e alguém goze na minha cara por não aguentar um coração de meio quilograma, que se dane isso! Quero que bata sem epinefrina, sem tensão, livre, contente, idealista. Que me recorde do início que tentei promover, a resposta para o tudo, a explicação de cada pedaço do Universo, até dessa mesma explicação. No entanto aqui estou eu, sozinho, a drenar em sono, escorrendo sonolência, pedindo por adormecer, choramingando por companhia, por sonho, por lábios, por calor, pelo Verão, pela carraça agarrada ao feto, por companhia, pela sinceridade, pela morte precoce. Quero é morrer! Quero é desistir! Quero é cortar-me e já nem penso em bisturi, quero arrancar o coração, falar a Deus, cuspir-lhe na cara! Culpá-lo de tudo e mostrar que estou sensibilizado pelo espírito de ajuda! Que me tire desta condição se assim o prefere, que me arranque esta dor com injecção directa.Mas a criança está prestes a cair no seu sono profundo, pensando no azar da sua vida, raios partam, quero partir tudo, quero partir as letras, esmagá-las como queria fazer à ninharia que é este mundo que desconheço. Montes de gente e não há um vulcão que venha desembocar ao meu cadáver de morto-vivo! E vivo eu nesta angústia. Perdido num sofrimento atroz. Dezoito anos e nada encontro. O que me apetece é gritar palavras que racham qualquer e todo o azulejo, que espancam cada ego, que tiram a todos a motivação e me deixam num estado de calamidade idêntico a qualquer cidadão, inclusive ser eu um então.Deixa-me chorar, sonhei com ela, as palavras podem sair apressadas, sonhei com ela de novo e ela veio falar comigo, perguntar se estava tudo bem e dizer-me que tinha namorado porque não adiantava de nada dizer que não tinha, que eu iria pensar o mesmo, porque eu, louvado seja o Senhor, sou das piores pessoas que já vieram cá desaguar num saco orgânico, amado seja o Senhor, que a pessoa que amo nunca terei, já a perdi há tantos anos, agora é outra pessoa e a tal a que me referia nada mais é que um conceito, memórias falsas, descompassadas do suporte real. Que eu salte para o imaginário! Que sinta a dor escorrer-me pela garganta, afincado na acidez, na amargura das bebidas brancas. Pensando no merdoso futuro que me reserva. Destrinçado da rapariga que amo e amei e amarei. Nem a darem-me todos os doces do mundo, guloseimas, viagens, nem que me teletransportassem para uma outra dimensão, ou me dessem festas a toda a força, não cederia, não tenho o que me podia fazer mover. Nada tenho. Chiça que não acerto uma, não a tenho, assim é que é! Não, isso mesmo, a ela, não a tenho. Que dor, que pânico e o pior é poder magoá-la.Ai! Se alguma vez o fizesse condenar-me-ia automaticamente, validamente, eu amo-a e não a posso perder, mas a perdi, e já lá vão anos. Perdi a sumptuosidade, nem de água-pé ou aguardente se vai lá. Nem de mais uma infecção dentária se trata. Nem se volta porque mudámos os gostos, ou por fazermos sacrifícios, ou por não nos mantermos o suficiente acordados para conseguirmos raciocinar sobre o que estou a escrever. Mas sonho com ela e digo-lhe que é Deus, a acompanhar de me dizer exactamente o mesmo e eu sonhar só mais uma vez e querer deixá-la em paz.Porque continuas a confiar nela Pedro Jorge? Diz-me PJ já que não sei escrever em condições. Diz-me tu. Então e o que se passa?Não me tens estado a ler? Tenho mencionado os párocos e os casamentos e as palavras ditas pelo acaso ou por não conseguir empurrar o trem, mas ele não puxa sozinho e o carvão não dura para sempre e se o carvão for molhado de qualquer maneira o trem não puxa. Deixa-me escrever esta miséria com erros, esta aflição literária, imunda, dejectos e roupa misturada. Nem quero corrigir mas irei. Agora estou completamente lixado, caído, na merda, lento, absorto na miséria e não escrevo o quer que seja com interesse. Já estou de olhos fechados, a cair na penumbra, de olheiras ou abdicando delas o sono não me passa e por isso decaio-o radiactivamente e olho tantas raparigas quanto consigo, de cima-abaixo. Bom jeito, boa escolha, e tantas tão giras. Mas não começarei novamente com essa dos tantos tantos porque já a escrevi há muito e honestamente não me lembro senão da introdução de ósculo nos meus textos paranóicos e jorrados de sangue, de demência e afastamento social, anti-sociedade.Qual o interesse de ser lido, quando unicamente faço frases para a minha terapia, participo com o ponto de não cair de lado, rio para não chorar e perdia, perdi-a na mesma paisagem que este texto, perdi-a do mesmo que todos dizem, perdi o frio à meada! E talvez nem amiga consiga. Quando se é sincero e se fala do passado. Nada melhor que ser sincero e não procurar frases que nos façam acentuar, nem tristes nem quentes e quem me lê não sente porque eu preferia não sentir, embora não controle a natureza e saiba eu de muito boas pessoas que até de férias dormiam ou no carro, ou dentro de um camião com esse mesmo propósito. E lá não encontraram o amor. Nem fazem ideia de equiparar. Jamais quereria. Não sei qual a intenção do que escrevi, estou a deixar-me levar até que não possa mais, e queria eu copiar de todos para me auto-assinalar escritor de algo que “finalmente” tinha alguma qualidade.Ando a dar-me mal com todos. Adormeço durante a escrita desta porcaria. E o dia do Pi, 14-03 está quase a acabar, tal como este meu desprezo pelo mundo, o qual eu me esqueci ao longo desta escrita estúpida e via sacra papal. Boa noite e fiquem bem. Tal como eu disse para alguém que admiro e com a qual estraguei tudo, quer dizer, parecido porque não me lembro das palavras, estou mesmo a cair de sono no meu quarto de aluguer.O Sol deu brilho, “O Sol soube bem, obrigado”, foi é isto, por palavras de leigo como eu, que se indignou ao tentar interpretar a frase anterior, “Quero é o meu amor de volta”, trocado por miúdos da minha linha, “Nunca mais terei a minha namorada”…Tão pouca sorte! Valquíria de merda me deu este planeta.  Só peço que me perdoes e eu enterro-me, escavando o dique à colherada. Lá estou eu, bem pior mereço… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-3874747539311092162?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/3874747539311092162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=3874747539311092162&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/3874747539311092162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/3874747539311092162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/03/sei-l-que-ttulo-dar-algum-d-por-mim.html' title='Sei lá que título dar. Alguém dê por mim, à escolha - perto de alívio de alma'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R9sULAoEHgI/AAAAAAAAARQ/7LNqO_Rskbw/s72-c/6655alone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-4969440077664671318</id><published>2008-03-13T19:34:00.000Z</published><updated>2008-12-11T22:34:30.151Z</updated><title type='text'>Ele e Ela - Escrito para alguém, a L.O.C.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R9mBygoEHdI/AAAAAAAAAQ8/G3SVXSFGuvw/s1600-h/the-fall-freeze-frame.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177311951390514642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R9mBygoEHdI/AAAAAAAAAQ8/G3SVXSFGuvw/s400/the-fall-freeze-frame.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As cascatas de Inverno rompiam sobre os bugalhos obtusos. Eu a feder a bafo de dragão, eu, o narrador, narrador da fita ‘o pianista’, ‘o gladiador’ e bolotas me via um cometa no meio das falésias que eram as cascatas de Primavera, num aqueduto vertical de águas livres, derramadas numa brisa gélida esparsa, numa borrifada de perfume enfrascado em cetim impermeável. Desculpa a minha superficialidade de descrição, as falhas no princípio da descrição da aldeia Cowboy, apartada minimamente da queda de gás aguado. Era a tela maldita, o alfaiate da minha vida. Devorador de narradores desvirtuosos, duma onda ‘arre’ burro encabritada na minha. Dignando-me a padecer um trémulo paranóico, desdenho a minha última façanha, saga, numa caligrafia condenável, à esquerdino siciliano, no entanto, nada ornamentada.   Era uma vez as cascatas de Inverno que furavam sobre os gaios e galhos confusos, chavascais. Numa vila Cowboy, gretando ou não o ter sido promovida a tal condecoração sem bater no caos. Numa janela florida, pintada por um rapaz de 7 anos a pincel, uma linda rapariga espreitava à janela, muito além dos duelos pardos, distante das patilhas e dos penteados à escovinha, da ganga e dos chapéus, das canecas de cerveja, um pólo de azougue descorado. Ela amava-o. Era um rapaz esquivo, destoante. Queria ser advogado e não Cowboy. Qualquer narrador caduco como eu, que da virilidade dos pinheiros só herdou o castanho símbolo de algo sebento, teria a mínima capacidade de barrar folhas de chá verde nesta matéria, a rapariga era formidável e alguém correria meia galáxia para lhe acenar àquela janela formidável. Desta matéria sim, uma vez que se não acontecesse nada neste aconteceria noutro qualquer Universo paralelo, no passeio temporal que a luz nos revela.  Ela beijara-o. Era o toque dos lábios mutuamente que a fazia mirar a janela, como se não houvessem as barras de ferro e as pinturas do menino de 7 anos que era o seu irmão mais novo, como se não houvessem os edifícios de madeira, parecidos a estábulos, a encobrir ruas e vielas, estradas e cruzamentos, cavalos, como se a vila não fosse um género de planície cuja terra seca poderia dar frutos com tanto esterco das manadas de touros, não a atravessassem em banda larga. ‘Arre burro’…Como se não existissem dias e o tempo congelasse. Frio, gélido, glacial, gelado, waffle, baunilha, morango. Como a geada. Sim, tal e qual a geada, mas a verdade era aquela, uma ambiguidade grácil, eles comiam o tempo se fosse preciso, nem que emperrassem o estômago, isolassem a porta da vida a poliuretano. E sim outra vez, havia um ele, esse que ela procurava nos confins do mundo sem obstáculos à vista, da outra parte da terra de Cowboys. Ele amava-a.Ela amava-o.E… aparece um narrador que se intromete na história, quer contá-la de uma lufada, de forma a acreditar na própria mentira, oxigenando mal o cérebro até alucinar. A mais bela história de amor, e o narrador evitava-a contar, porque haviam beijos e um rapaz, um que não ele. Um rapaz que evitava os sonhos, que esmagava esse Universo em que o narrador, eu, gostaria de surfar numa prancha de diamante, congelando o tempo, simulando um acontecimento similar ao de quando ela pousa as mãos sobre a face direita dele, ele oscila e suspira, ela olha-o fixamente, o narrador treme de nervos e inveja, com o fim de lhe aparecer à janela, num trejeito de cabelo e num aparecimento espirituoso, de sorriso estampado e de camisa de riscas vermelhas, com um ramo de flores que sobreviveu à radiação cósmica e que parece mais vivo com o reforço da pintura na janela. Ela estando do outro lado vendo um mundo muito além, sem barreiras, a sorrir e a pensar nele. O narrador comichoso, olha as flores a murcharem como se faltasse água, muita água, na cascata e ela deixasse de o ser. Na cascata aonde ele e ela se conheceram pela primeira vez, onde o amor nasceu e subiu como a temperatura num termómetro, de avesso à água em suspensão vertiginosa. Fora daquele areal de fezes, aonde há perfume e não há bois sedentos por água, pois aquele lugar era um segredo dos dois e nos dois só se envolve o amor. Quem lhe dera o amor da menina, ela, quem lhe dera ao narrador que não o posso tratar por ele, porque ele é a pessoa mais sortuda do Universo, e agora não é preciso enunciar a ideia bolorenta dos Universos paralelos, porque neste sim, ele e ela são os mais sortudos. E não o narrador, que ouve um disco repetitivo, riscado, que bate o mesmo single vezes sem conta, que ainda se aguenta à janela, no meio da rua, à janela que impede exibir o quarto da menina, à janela que recebe luz de todas as frequências do visível, um portal para ele na historieta de amor mais bela, ele e ela, numa vila de Cowboys.Que o narrador não vê, também nem sabe apanhar o sabor das ondas. Eu também não sei surfar.Mas os dois, ele e ela, foram escritos sobre madeira de carvalho, pelo narrador, sem omitir a verdade calorosa que o amor expele como um bafo de dragão e em sentido figurativo... não metafórico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-4969440077664671318?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/4969440077664671318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=4969440077664671318&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4969440077664671318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4969440077664671318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/03/ele-e-ela-escrito-para-algum-loc.html' title='Ele e Ela - Escrito para alguém, a L.O.C.'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R9mBygoEHdI/AAAAAAAAAQ8/G3SVXSFGuvw/s72-c/the-fall-freeze-frame.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-5769881349703296509</id><published>2008-03-07T16:24:00.003Z</published><updated>2008-12-11T22:34:30.336Z</updated><title type='text'>Terêncio - Do Alentejo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R9Fu9goEHcI/AAAAAAAAAQ0/T6w-aGwubIw/s1600-h/alentejo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175039449834462658" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R9Fu9goEHcI/AAAAAAAAAQ0/T6w-aGwubIw/s400/alentejo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Florêncio Sêmola era um campino florescido de faces rosadas. Puto de bêbado, tal e qual do jeito que queria. Ele era de casacão bem-visto, senhor de bom rebanho e pai de família. Américo Pinto da Costa, seu vizinho, matarruano pimpão que enfarda albarda a burro castiço e gaba-se da sua doma ser à farta, malaguetas lerdas da Índia que qualquer moreno de meia volta tolera. Os dois eram pegados. Um quintal trocista de dianteira para a quinta. Eira virada para mansão. Um quarto comparado a quatro quintos. O Florêncio Sêmola era pai de magano, gabarito de boa sementeira, do porte do seu pequeno corcel. Novato. O Costa elaborava as Américas naquele Alentejo, nas cavaqueiras com os amigos era um pelintra que não deixava o tema das suas encostas, e das planícies que domava numa mesma capitulação que a do seu fiel e melindroso burro. Naquele Alentejo de dentes cerrados o que havia eram terras mortas, montes eram coisa de histórias, não sendo também sempre corte para galegos. Mas naquela aldeola, Terêncio conhecia bem as cantadeiras do Pinto acerca da sua donzela pequena, a filha consagrada, criada sobre o leito da palha como num ninho certificado pelo adorado Oliveira, nos tempos de Salazar. Nesses tempos de trigo e plantações afins que expropriaram a vegetação que humidificava aquelas terras inférteis como a Amazónia o faz, ainda assim a Amazónia continua o grande pulmão do Mundo, mesmo depois do Alentejo perder o seu farto ar endireitado pela ligeireza daqueles terrenos. Terêncio nunca punha o seu apelido numa salganhada em público. Bem sabia que encabritar demasiado era ameninado em desmesura, não era por aí que as searas floririam da noite para o dia. Por tal era só o inocente Terêncio. Calmo, bom lavrador, bom regente de bezerros e bom governador de casa e família. O distingo porque ele era o contador do romance entre a valquíria do Américo e o Florêncio júnior, filho único do Sêmola. Ele contaria o seu casamento apressado em propriedades que encurralavam piadas sobre lesmas e caracóis, num lindo dia de Verão quente, quando os seus sangues ferviam e evaporavam, e o tradicional vestido de branco irrompia celestino debaixo do céu limpo e num refulgir a pequena América fechava os olhos ao povo e pensava já na sua demanda pela governação da ‘Terra’ e do ‘Espaço’, pelo cuidado do seu futuro vilão juvenil, pelas decisões repentinas e acaloradas, como as difusas propagações nucleares, pelo pecúlio do seu Sêmola geração mais duas. Pelo filho-do-descendente, filho do grande Florêncio Sêmola. E Terêncio acabava por dizer na tecelagem final do seu pequeno conto na terra de que nunca saiu, “entre um quarto e quatro quintos ficava o Florêncio Sêmola e o Américo Pinto da Costa, bem deles me recordo, quintal pegado com quinta, outros tempos!” &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-5769881349703296509?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/5769881349703296509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=5769881349703296509&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5769881349703296509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5769881349703296509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/03/terncio-do-alentejo.html' title='Terêncio - Do Alentejo'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R9Fu9goEHcI/AAAAAAAAAQ0/T6w-aGwubIw/s72-c/alentejo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-3126954983819461922</id><published>2008-03-02T15:46:00.007Z</published><updated>2008-12-11T22:34:30.557Z</updated><title type='text'>A Arte segundo alguém **dedicado ao Escritartes**</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R8rMXH6dR5I/AAAAAAAAAQs/7suLYxdHVf4/s1600-h/Quadro%2520-%2520Galeria%2520de%2520Arte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173171819621730194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R8rMXH6dR5I/AAAAAAAAAQs/7suLYxdHVf4/s400/Quadro%2520-%2520Galeria%2520de%2520Arte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O contratempo de alguém que se entregou pelo alento da arte em busca da inspiração. O contratempo de alguém que era pagar pelo simples, informal. Pela arte. Mas a arte não sente, não chora, não teme, não acaricia, não figura, não se alimenta, não conversa, não reage, e quando esse alguém tenta impingi-la a um mundo binomial, cujas afluências sejam exclusivas do alguém e da inspiração, fica pendurado, na corda de bambu, que nem puxa, parte e não dá para acrobacias, esqueça-se as cordas de bambu, para lá do imaginário.&lt;br /&gt;Esta é a história de alguém e de um cofre dourado, esse alguém amava a arte e faria tudo por ela, fosse o que fosse, fosse quem fosse, isso não importava. Amava a arte e assumia-o, recorrendo ao quer que fosse, a quem quer que fosse para a encontrar, numa mais remota alucinação, num sítio represado, num fluir do mundo, que não era binomial como esperaria que fosse, fosse quem fosse, fosse o que fosse, fosse aonde fosse.&lt;br /&gt;Obliquamente não a repudiava, eram as letras, que não sentiam, que anuíam num silêncio veemente. Esquece-as alguém! Deixa-as alguém! Acorrenta-as alguém! Mas elas não são caçadas, quando muito perdizes!&lt;br /&gt;E esse alguém assumiu através de qualquer festa, qualquer movimento, dança, fumaria, pedra, quimera, esse alguém até já leu esse livro. Em busca do dom. Do génio. De amar as palavras. A música, o Teatro, o Cinema, as festas, os quadros, os desenhos, as pinturas, as publicidades, as roupas, os perfumes, os brincos, os estilos de vestir, de agir, a arte esparsa pela carne dos humanos e as suas têmporas!&lt;br /&gt;Mas as letras não choram, as imagens são paredes que ouvem, não falam e só mostram o que lhes vai na alma, os objectos não se movem sem luz, e a arte não ilumina sem alguém.&lt;br /&gt;E ele desnorteou-se num mundo binomial com tendência a factorial. Acreditava que a arte era infinita, sentia-se sozinho e não tinha de assumir a sua intolerância pela falta de arte. Era um aditivo altamente viciante. E não tinha pavor de o assumir, nem quando estava putrefacto de heleno, de paganismo, despido e ensopado em vomitado, de Roma, das ruínas dos templos e do renascentismo posterior.&lt;br /&gt;Eram as letras e não sentiam, não choravam, não respiravam, eram os desenhos que não derramavam sangue, e, embora, apaixonado sabia que não seria amado, não podia, a arte não tem lábios, a não ser nalguma escultura de alguns. Não seria tocado, porque a arte não tem mãos, a não ser nalguma marioneta ou estátua.&lt;br /&gt;E o semblante utópico arrasava-o num cataclismo que inundaria a Terra como nos tempos de Moisés, uma vertente da solidão, de não acertar na mira, mesmo que alguém o fizesse, as letras não sentem.&lt;br /&gt;A arte não sente.&lt;br /&gt;Com as letras expressa-se o mundo de alguém.&lt;br /&gt;Com a imagem exibe-se o mundo de alguém.&lt;br /&gt;Com o som cala-se o mundo de alguém.&lt;br /&gt;Dorme alguém. As artes não gritam, não articulam, não sussurram. Dorme alguém na mudez. Os mimos não falam para alguém, mas representam algo.&lt;br /&gt;Assim, dorme alguém na mudez de um pacto com uma companhia artística, esquecendo que as letras chalaceiam briosas, bamboleiam os olhos, e que a arte não é só letras pelas quais alguém se deixava ser humilhado só com vista a sentir-se aconchegado nelas e não no júbilo do mundo… &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-3126954983819461922?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/3126954983819461922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=3126954983819461922&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/3126954983819461922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/3126954983819461922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/03/arte-segundo-algum-dedicado-ao.html' title='A Arte segundo alguém **dedicado ao Escritartes**'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R8rMXH6dR5I/AAAAAAAAAQs/7suLYxdHVf4/s72-c/Quadro%2520-%2520Galeria%2520de%2520Arte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-4300950494804714128</id><published>2008-02-24T01:29:00.012Z</published><updated>2008-12-11T22:34:30.874Z</updated><title type='text'>Leto of the Crows</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R8DJWvIV-CI/AAAAAAAAAQk/FuAtsmR99_E/s1600-h/90642717_2392bd44a0.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170353764667095074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R8DJWvIV-CI/AAAAAAAAAQk/FuAtsmR99_E/s400/90642717_2392bd44a0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A rapariga que era poesia e romance. Era uma vez a menina de vestido cor-de-rosa, elegante, linda, brilhante. Vivia num mundo sem igual. Regional, no qual cada reino era assinalado pelas flores, rosas, tulipas, malmequeres, camomilas, dálias, jóias, safiras, rubis, esmeraldas que lhes eram inerentes. Além de magnífica era paisagem de labirinto, um rito divino que pulverizava as árvores de Éden, vibrando-as, após uma clarabóia de lampejos, aparições de outro Universo, centelhas do criador. Não era efeito de Igreja, adorno de insígnias, forro de gemas, Purgatório ou Inferno. Era misteriosa. Suponho que sustinha um nimbo e nascera rodeada de anjos, na harmonia cordial de uma harpa. Refiro-me ao sagrado sem mencionar o que sou. Não me pareço a tálamo de ondas, de nuvens ou fantasia, a L.Of.C., a tal criança índigo. Irei reduzir-me à narração do tal dédalo que não tricotando perfeitamente cruza mão e agulha. Se fosse alfinete, seria diferente, diz-se que o azougue o atrai ao coração, o que seria fatídico, um cato. :)&lt;br /&gt;Não vejo o Sol, nem Marte, escrevo impulsionado pelo insensato idealismo da escrita medrar, de cada uma das pontas − escrito e arte – se congregarem. Confio na menina vestido cor-de-rosa, servil. Sinto que sou meritório de calibrar a palavra emoções. Possivelmente necessito de inspecção, de um selo, de imposto de circulação. Já ranjo os dentes. Oiço o meu coração a engripar como um batoque de tachos. Era uma vez a rapariga que era poesia e romance, um rito divino que pulverizava as árvores de Éden.&lt;br /&gt;Um sonho sonhador. Alguém que a par do devaneio do mundo fantasia. Não a conheço pessoalmente. Mas as suas palavras sim. E quem sou eu para ousar criticá-la quando as letras são lagos prosternados perante a sua mente naquele meio, da mesma maneira que o café se mistura com o açúcar numa preciosa chávena de porcelana à mercê de uma colher de prata?&lt;br /&gt;Quem sou? Quem és? L.Of.C.? Não procuro uma relação, uma mágica fórmula matemática que simultaneamente me responda. Nem pretendo misturar as duas personagens, já que não como o café, como o cão e o Homem, eu e Tu. Não ambiciono a mais azarenta roleta de casino, nem o tostão distribuído à sopa da solidariedade, liminarmente conto a história de alguém que nunca divisei, que era lume e palavras, poesia e romance,  a menina de vestido cor-de-rosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Palavras para quê? :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-4300950494804714128?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/4300950494804714128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=4300950494804714128&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4300950494804714128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4300950494804714128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/02/leto-of-crows.html' title='Leto of the Crows'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R8DJWvIV-CI/AAAAAAAAAQk/FuAtsmR99_E/s72-c/90642717_2392bd44a0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-8608291349436952285</id><published>2008-02-20T01:58:00.004Z</published><updated>2008-12-11T22:34:31.124Z</updated><title type='text'>A história com mais asneiras do mundo, no Alto da Moca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R7uMaPIV-BI/AAAAAAAAAQc/xarUIAPjNmo/s1600-h/_perfect_timing_by_FiReSpRaY.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168879379703789586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R7uMaPIV-BI/AAAAAAAAAQc/xarUIAPjNmo/s400/_perfect_timing_by_FiReSpRaY.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dois sujeitos endrominados pela heroína, de calças furadas, a venderem espelhos de Toyota’s caixa-aberta. Eram de gadanhas ilícitas, nas trocas; cliente novo, cliente gasto. Os mais agarrados por perto serviam de isco. Eram um tipo de reverso da nota, um pouco mais apresentáveis, ao ponto de muitos dos vendedores se perguntarem se aqueles espelhos eram ou não roubados. Ou sim. Nota de dez euros e já lá iam os dois a atravessar as ruas, a passo de égua, quando o que queriam era cavalo! Ou dinamite!&lt;br /&gt;Oh, oh.&lt;br /&gt;Aqueles trejeitos de pedrados davam uma certa espiga de palhaços. Droga! Droga! Uh! Era no Alto da Moca, num atoleiro de articulações, como veias injectadas por putrefactos carros! Hu ChiEn ChAng! Os detritos embaralhados pelo chão, pisados, cagados, mijados, infectados, quanta daquela prata não era para o bronze! As paredes dos prédios em betão chapado, oh, que tara! Outras em tijolo alaranjando, ah, panca do diabo! No Alto da Moca há lagartos, limões bota alcatrão fora, tabaco, muito tabaco. É uma terra banal. Se amigos meus soubessem que escrevi isto já me teriam partido o coração! Ah! Mas eu tenho uma boa caixa torácica! No Alto da Moca! No Topo do Pico do Cume do Topo do Alto da Moca! As de meias ficam aquém, trémulas, partilham a seringa, ‘não se fique sem vacina’, os outros zarpam, procuram um sítio que lhes inspire, esses vêem-se numa prancha de snowboard, numa adrenalina “eutanasiante”.&lt;br /&gt;Dois sujeitos endrominados pela heroína, de calças furadas, a comprarem dinamite. Bumm!!!&lt;br /&gt;Foda-se para a lógica. Nem vestidos se pode dizer que trazem, mas com a merda na mão que irrigam o chão à boa moda das bailarinas de um cabaret, lá isso sim! No Alto da Moca. Era o dia deles, do João e do Humberto, o grande dia, iriam passar a activos. Abrasarem-se no activo. Lá isso iam. No Alto da Moca. Um dealer dirigira-lhes a palavra, crera neles e nos seus modos de toxicodependentes-mentirosos-compulsivos prometeram defender o tráfico. Um amigo doutro amigo apresentara-lhes o barão. Engravatado, não bazofiava a mais uma peça que encaixava perfeitamente no puzzle que era a Moca. O primeiro trato era estarem limpos, nada de sidas, passaram, nada de escapar à rede, o negócio seria um polvo e uma rede de pesca, ao mesmo tempo, passaram-se. Embora lá com as picadas da cumplicidade à fé e à salvação se safaram nos testes, primeira pergunta: Safas-te ou é só beijinhos? — Que plágio! Aquilo é a frase descarada da O.M.N.I., descarada, o que importava, desde que largassem a cocaína… nas mãos de muitos drogados e ao fim da noite devolvessem a maquia como correspondência dos CTT de endereço insuficiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram-no agora nas veias conspiradoras de sangue azul podre das ferroadas mal dadas pelas abelhas vorazes e cheias de mel, os dois fulanos, no miolo do Alto da Moca, João e Humberto. Passavam-na ali e acolá, noutras horas de menos movimento passavam-se... Amigos de longa data para a esperança de vida dos camaradas que foram ajuntando ao longo da vida, e depois na morte só os respectivos cadáveres. Naquela gansa de mão dissimulada, a derreter na mãozinha sorrateira e esburacada ao bom estilo do queijo Roquefort.&lt;br /&gt;Contudo, com doses de heroína, ganzas, cocaína, crack, ectasy, marijuana, clorofórmio, ópio, cogumelos, maconha, skunk, LSD, muitas ‘boa noite Cinderela’, e foram regatear por culpa da puta do dinheiro, que vai fodendo de caralho em caralho. E já nem a frase nojenta ‘confias em mim’ resultava, mais rapidamente faria efeito uma aspirina do que a porra das confianças. Até mais célere era as vidas das sardinhas que enlatavam a droga que os dois vazavam a torto e a direito. Nas seguintes baladas dialogaram.&lt;br /&gt;— Ah, seu filtro da luta! Ai mamas com este calão do paspalho no teu soalho! Seu perdas! Lona da tua tia! Já levas com esta és porrada!&lt;br /&gt;— Mano, estás enganado. Juro. Dá para os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que, sem reacção, Humberto de uma porrada só é morto com o cérebro espetado num ferro, de cabeça colada perfeitamente à parede, como a peça final do grande puzzle que era o Alto da Moca, embora se refizesse novamente e o barão não precisasse de mudar de império. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-8608291349436952285?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/8608291349436952285/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=8608291349436952285&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/8608291349436952285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/8608291349436952285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/02/histria-com-mais-asneiras-do-mundo-no.html' title='A história com mais asneiras do mundo, no Alto da Moca'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R7uMaPIV-BI/AAAAAAAAAQc/xarUIAPjNmo/s72-c/_perfect_timing_by_FiReSpRaY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-2931697198295446457</id><published>2008-02-19T00:42:00.005Z</published><updated>2008-12-11T22:34:31.350Z</updated><title type='text'>Um Menino - O Rockefeller Center e o Afeganistão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R7omv_IV-AI/AAAAAAAAAQU/WayZ3vPLgmA/s1600-h/The_new_york_times_building_in_new_york_city.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168486128203200514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R7omv_IV-AI/AAAAAAAAAQU/WayZ3vPLgmA/s400/The_new_york_times_building_in_new_york_city.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Irei chorar. Não irei chorar. Irei sorrir. Não irei sorrir. Irei pensar, não irei pensar, deslustrando o Calculus do Apostol no topo da madeira da secretária, despegado de toda a descrição da mobília dispensável.&lt;br /&gt;Irei beber. Não irei beber. Irei correr. Não irei correr.&lt;br /&gt;Nem a vida é sobre mim só, senão daria um filme, um filme triste.&lt;br /&gt;Ponho antes ou ponho depois? Uma mortalha que não me despacho a salivar recheada interiormente de tabaco. Ponho depois. Agora conto é uma história. Enérgica ou indolente? Doente. Sobre o Sol em dias de chuva, um Sol que era uma janela, uma janela que esbugalhava os olhos felizardos do menino, uma janela que era um doce. Melhor que chocolate, melhor que cacau ou ouro. Não era tão só uma fonte de luz, era um aquecimento da natureza até 12 horas, era uma portada para o mundo, muito diferente daquela que isola os animais com vista à pastagem diária, e não era tão só, queria eu dizer, só, não de nota musical ou de solidão, só de somente. E uma história não é uma mentira. É a história de um pequeno menino que só tinha uma janela, que morava no Afeganistão, numa gruta, não daquelas turísticas, evisceradas de estalagmites, era só barro, terra infértil, se chovesse era letal.&lt;br /&gt;Mas não chovia e consequentemente a janela continuava uma guloseima. Que não se podia saborear.&lt;br /&gt;Aquele menino não via mísseis, nem explosivos, senão já não viveria no Afeganistão e viveria no Ocidente. Ao invés do óbvio, a janela seria uma televisão. Mas de televisões não falemos, porque o Afeganistão não nasceu no 11 de Setembro, nem as histórias têm de ser puras.&lt;br /&gt;Este menino nasceu em 1959. Não conheço o historial do país, nem a localização do menino, só o vejo a ele, a argila que o embrulha e o pequeno furo para respirar que era o rasgo nas paredes. A sua ácida história, as cuecas sujas, a falta de água e a sua aparência esquelética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 2ª grande Guerra já acabou, cheira-me a 3ª. Nova Iorque, difícil de escrever, Empire State Building, World Trade Center, Central Park, Manhattan e afins, as fotos habituais dos jornais sabem melhor que eu descrevê-lo. Um anfitrião chamado Richard, economista, senhor ganha-pão e acções também, no seu salão, majestoso, enveredado em ouro, num prédio que me cheira a relíquia. Nova Iorque, encontro-me lá. Estátua da Liberdade, odeio descrições. Não me apetece falar muito do Richard. Ele tem a barriga à banda, mentira, tem uma banda, enquanto meio mundo a tem entalado. Na década de 70 e acredita nas apostas. Brevemente apanha com a recessão. Vá, acredita lá na tua frase emblemática, acompanhada de duas ou três palavras inteligentes, que não compreendo. Dois goles de água. Já cá cantas, engasgado, claro, coitado. Que forma amável de suavizares os contactos, que gosto para arranjar tema de conversa. Cuidado em estarmos no Rockefeller, uhh… e as chuvas no Oriente… Tensão pré-ocasional. Deus proteja a América!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este menino já pouco menino, 16 anos… a janela a descoalhar, aguaceiros. Estava vivo, afinal a janela não era só luz e doce e calor, era também uma porta. O seu estômago faminto. Fora da temporalidade, que abrasava o petróleo, punha desajeitadamente uma perna após outra, roçava as cuecas no beiral da fenda que o punha na rua em horas de fome, agora se compreendia as cuecas sujas há 13 anos, e com 3 anos... Bem, talvez também sem cadeiras se tivesse de sentar e naquele chão as sujasse, era só uma hipótese… Agora o que não se compreendia era a roupa que já tinha, embora farrapos, parece já a vestir há uns anos. Vejo a sua janela, um centro de tecelagem estacado a uns quilómetros, letrado, visível junto ao azul do mar que falhei a descrever por tê-lo como céu azul, desocupado da soalheira que faz meningite e empolga répteis, multinacional naquela época? Que o menino era mão-de-obra, isso sim.&lt;br /&gt;Irei chorar. Irei pensar. Irei beber. Irei correr. Só. Era um menino, por amor de Deus. Um menino…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-2931697198295446457?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/2931697198295446457/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=2931697198295446457&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2931697198295446457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2931697198295446457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/02/um-menino-o-rockefeller-center-e-o.html' title='Um Menino - O Rockefeller Center e o Afeganistão'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R7omv_IV-AI/AAAAAAAAAQU/WayZ3vPLgmA/s72-c/The_new_york_times_building_in_new_york_city.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-3693246580164535380</id><published>2008-02-13T12:28:00.002Z</published><updated>2008-02-13T12:30:36.826Z</updated><title type='text'>'Dark Moon' - baseado em ''Lua''</title><content type='html'>tamanho do ficheiro: 37.7 MB&lt;br /&gt;ficheiro de extensão wmv&lt;br /&gt;duração: 6 minutos e 44 segundos&lt;br /&gt;formato de imagem: 25 fps @ 768x576&lt;br /&gt;ratio: 4:3&lt;br /&gt;áudio: 215 kbps&lt;br /&gt;dialecto: em inglês&lt;br /&gt;legendado em Português&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;link para download:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/pt/?d=9Q5L8AJQ"&gt;http://www.megaupload.com/pt/?d=9Q5L8AJQ&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-3693246580164535380?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/3693246580164535380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=3693246580164535380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/3693246580164535380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/3693246580164535380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/02/dark-moon-baseado-em-lua.html' title='&apos;Dark Moon&apos; - baseado em &apos;&apos;Lua&apos;&apos;'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-7504312611613579411</id><published>2008-02-13T00:23:00.000Z</published><updated>2008-12-11T22:34:31.520Z</updated><title type='text'>**Vê-me***</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R7I4xfIV96I/AAAAAAAAAPU/tTzcisEaTqE/s1600-h/botticelli-young-woman.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166254145368618914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R7I4xfIV96I/AAAAAAAAAPU/tTzcisEaTqE/s400/botticelli-young-woman.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vê-me as falhas. Divisa-me. Conhece-me a sério. As minhas fendas vulcânicas, as malhas do rosto, a inteireza da semente das árvores. Sementes que dão barcos e marés. Vive o meu horror facial que me perfaz de uma só colher, num só recolher do frasco que dormiu numa qualquer mesa, de uma bendita Nossa Senhora. Valha-me as estantes, os livros, os comboios, os expressos, os cafés, os instantes. Valha-me a morte, louvado nosso senhor, que seja Deus e o Espírito Santo, de infecunda miséria de espírito que me amansa as camadas de entremeado que me cobrem como casacos de lã de ovelha, da sineta da guerra e do sangue mórbido. Do retrato de Jesus. De Santa Maria Nossa Senhora, excelentíssima Santa. Do retrato de Jesus de Nazaré. De São José. De São Bento, de Santa Apolónia, do Alfa Pendular, do Ómega.&lt;br /&gt;Vê-me as mortalhas de azeitonas frescas carrancudas, virtuosas carraças que me sugam até que de mim o pó não seja superior a uma réstia de geada em tempo de agricultura. Corrompe-me, desmoraliza-me, conquista uma cartada aí no café, arrasa-me, despedaça-me. Fica-me de coração nas mãos, um que seja minha pertença! De que eu dependa, pelo qual eu seja viciado! Não há comparação. Lobriga-me meu anjo. Macula as nuvens, mostra-me ao Universo, arrebata-me ao sulcar-me um taco de basebol nos meus ossos. Procura-me ideias, preferíveis às minhas.&lt;br /&gt;Sente-me no paladar, tritura-me. Nossa Senhora, Avé Maria, São Jeremias, vinho Dão, ratificado patriarca, bailarino dançarino cordeiro adere com um sapateado ao teu rebanho.&lt;br /&gt;Não me reconheças. Não me vejas. Esta turba herege, que blasfema a tua religião e rasga o cetim e as malhas fora do santuário de Fátima, que sou eu, as minhas fendas vulcânicas, sementes que dão barcos e marés, mortalhas de azeitonas frescas carrancudas, café, folhas fotográficas impressas a preto, a cruz envergada ao contrário, Cleópatra sem Aloé Vera, alguém sem amor, sem sonhos, um peadouro, um aviário, um frasco que dormiu numa qualquer mesa, de uma bendita Nossa Senhora, as estantes, os livros, os câmbios, os expressos, os Cafés, os amantes... Corrói-me, Corrompe-me, Esmaga-me, Interioriza-me, Sustenta-te da minha imaginação, Percebe-me, Atenta, Segue-me, conduzir-Te-ei às minhas fissuras, de um retrato secular morto num qualquer corredor de um qualquer museu Italiano, recôndito nas sombras dos subterrâneos, onde Botticelli e Colonna e Da Vinci enterraram a obsessão pela arte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;peço-Te, imploro-Te,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;perco-Te...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-7504312611613579411?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/7504312611613579411/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=7504312611613579411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7504312611613579411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7504312611613579411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/02/v-me.html' title='**Vê-me***'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R7I4xfIV96I/AAAAAAAAAPU/tTzcisEaTqE/s72-c/botticelli-young-woman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-4148865616432685615</id><published>2008-02-11T23:40:00.000Z</published><updated>2008-02-11T23:47:17.035Z</updated><title type='text'>'Ad Infinitum' - Adaptação de ''Sem Fim''</title><content type='html'>tamanho do ficheiro: 139 MB&lt;br /&gt;ficheiro de extensão wmv&lt;br /&gt;duração: 21 minutos e 13 segundos&lt;br /&gt;formato de imagem: 25 fps @ 768x576&lt;br /&gt;ratio: 4:3&lt;br /&gt;áudio: 215 kbps&lt;br /&gt;dialecto: em inglês&lt;br /&gt;legendas: em Português (de Portugal e do Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;link para download directo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/pt/?d=6WOB56ZL"&gt;http://www.megaupload.com/pt/?d=6WOB56ZL&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
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pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-2611140285440378419?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/2611140285440378419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=2611140285440378419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2611140285440378419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/2611140285440378419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/02/minha-escola-primria.html' title='A Minha Escola Primária'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R6pNjiR_meI/AAAAAAAAAPM/l2fUQj0UjRU/s72-c/FirstSchool.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-5744454132458707681</id><published>2008-02-05T21:05:00.000Z</published><updated>2008-12-11T22:34:31.965Z</updated><title type='text'>Saeglo - Continuação de Giovanni/Alfredo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R6jP7SR_mdI/AAAAAAAAAPE/IweQx856z6Y/s1600-h/om.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163605590206814674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R6jP7SR_mdI/AAAAAAAAAPE/IweQx856z6Y/s400/om.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Era Outono serrado em Saeglo. As chuvas intricavam as folhas esparramadas pela superfície. Saeglo era uma aldeia enorme, que servia de fortaleza contra os povos índigo que lançaram uma maldição sobre a Terra outrora, deixando cada recanto na Luz e ao mesmo tempo nas Trevas. Em tempos remotos nasciam ali cavaleiros, em partida escoltados para proteger aquele território montanhoso dos combalidos Indigo, depois acabou por nascer uma organização que interagia activamente, reiteradamente, com vista a facultar o crescimento dos jovens, fortalecendo-os até que a armadura já não lhes pesasse. Saeglo era visitada periodicamente por camponeses que procuravam alguém perdido naquela orla desnivelada. A primeira ideia que as visitas tinham era de uma faixa translúcida de luz cerrada sobre o pasto seco de que os animais de Saeglo se alimentavam durante o dia. A segunda era algo magnificamente abstracto, deleitada pelas lendas que ouviram acerca daquele local desde a sua infância. Desde cabras que em tempo de guerra se transformavam em criaturas carnívoras e devoravam as almas moribundas, neutras ou más, a vacas que mastigavam qualquer ser que vegetasse. Obviamente que cada conhecedor de tal profanação achava uma tremenda injustiça para um local histórico que aspirava a protector da humanidade. No entanto, olvidavam que as intenções desses seres não era defender o bem. Enquanto isso, havia sempre um dos visitantes que observava mais de perto os animais aparentemente normais e pensava que a sua intenção era simplesmente acabar com a vegetação deste mundo, seca ou viva, desde que vegetasse era um bom motivo para a furarem com as dentuças.Um velho aldeão era um dos propósitos de quem engrenava por aquelas bandas. No meio dos prados e distante da neve característica de tais altitudes. Embora para quem não soubesse de uma justificação para a ausência de neve fosse dito que o sangue nobre de tais guardiões impedia desde há séculos que a neve se instalasse num raio de regiões relativamente a Saeglo.Sim, aquele ponto do mapa era Mágico.Em redor, nesses prados os camponeses de enxada provavam a terra, num acto magnífico de criação — o seu suor era o cultivo, as sementes, a fertilização, o amor.A única história de mérito satisfatório como cerveja que transborda da taça era o caso de um mensageiro que inscrevera a mensagem num cinto e a perdera pelo caminho quando derreara a calça. Dera-se postumamente o fim de uma civilização por tal calamidade do cinto e tal alívio do mensageiro.Além do que foi descrito sobrava alguns pedintes que ficavam pelas cabanas que estremeciam de noite, as tabernas de madeira. Muitos pensariam que se trataria do velho Oeste. Ainda que estivessem errados, poder-se-ia dizer que alguns detalhes eram capazes de cair que nem o Velho Oeste nas telas de cinematografia. Também havia a história de Saeglo, essa claramente deveria ser contada terra adentro. Saeglo era um pequeno rapaz que em cada dia salteava Saeglo. Corria desgovernado de camisas às riscas castanhas e vermelhas. De boina. Dantes era um violinista exímio, aos 8 anos. Anos atrás o pai ensinara-lhe a tocar. Um Stradivarius.Mas numa arrebatadora noite, os trovões ricocheteavam como chicotes, o céu tenebroso, as nuvens a cerrarem a noite dando a sensação que o abotoavam. Saeglo penetra numa pequena moradia, a vitalidade era transcendente, as janelas das casas ao redor pareciam incrustadas no seu interior, numa posição de ‘mais que fechadas’. Uma carroça prostrava na dianteira, desleixada, coberta de musgo nas estacas que a apoiavam sobre a Terra. Era mítica a fachada. Desarranjada. Uma greta da casa oposta gritava por atenção a Saeglo. Um reduzido olho, desgasto pela espionagem exercida, espreitava o menino.Aquela seria a mítica noite que marcaria a infância de uma lenda que pelo trovejar e os arrepios que sentia na pele consciencializou prematuramente a imperícia de se poder um dia comparar aos nobres cavaleiros voláteis que ganharam guerras e domaram tempestades, cujos pulmões conseguiam impulsionar rochedos que arrasavam catedrais. Seria até com um desses sopros que um dos mais importantes chefes Indigo fora derrotado.Visualizava finalmente no compartimento desarrumado da casa do velho Giovanni, Giovanni, admirava-se que as janelas estivessem abertas ao invés das habitações nas vizinhanças. Na cara do montesino as rugas germinaram analogamente aos pequenos sinais que insuflavam a barba branca. Os músculos haviam desaparecido. As enormes espadas penduradas nas paredes pareciam lâmpadas. E tudo era gigantescos monstros Indigo que flagelavam os sonhos da criança à vista da criança. — Ah Saeglo, como estás tu? — Soluçava de dentro dos dentes, a pousar a garrafa vinda da Escócia. — Ainda te lembras…— Sim. Haverei de conseguir. Explicar-lhe-ei este Universo de uma ponta à outra. — Apressara-se a desencantar a velha promessa. Uma reacção química, obra de criança idealista. — Oh, já não me referia a isso. Lembras-te das velhas histórias sobre os grandes lutadores desta terra, dos mercenários? — Giovanni regressara a Saeglo ao avesso, do mesmo modo que uma peúga de um covarde revolvida pela corrida até que o folgo acabe. O Olimpo ali tão perto e nele não era reflectido qualquer honra dos Deuses, nem quando o Sol era alto. Possivelmente os ares de Portugal da juventude e da guerra arraigaram demasiado os seus avós e bisavós e pai. Talvez a espada ficasse em demasia perto da sua garganta, ou os tecidos que o vestiam não eram demasiados nobres para o tornar no infinito combatente que cada mãe-da-terra esperava do seu filho. Entretanto, num abrir e torcer de olhos, Giovanni abre a boca, implanta as palavras na mente de Saeglo.Num momento de silêncio, num mundo de sonho e de fantasia, aquela casa de madeira torna-se num mundo de chamas e de estacas, de armaduras e cavalaria, de luta e gritos, de sangue e batalha. Saeglo agarra numa espada e vê os Ansiães majestosos latentes, sem reparar em mais nada, num fôlego profundo, a espatifar as lanças só com os escudos e a empurrar o inimigo inspirados pela Mãe-Natureza que perscrutava cada progredir e recuar da bulha do cume do maior monte da região, onde a neve não podia assentar porque o sangue fervoroso dos militares consumava na terra os calores altíssimos do Inferno.Saeglo atinge o exterior da cabana, já não necessitava das palavras do solitário Giovanni, na ombreira especulava os visitantes que se transformavam em pasmos Indigo, de dentes enormes e aguçados, felpudos, cobertos de espinhos venenosos, anomalias, tão possantes que eram capazes de desmoronar a muralha da china com um dedo, ou de esmigalhar as pirâmides do Egipto com as suas caudas rochosas, ou de abrir um caminho no oceano pacífico de uma ponta à outra como fez Moisés. Já tenciona derrotá-los, agarrando firme na espada, mesmo sabendo que nunca seria como os ancestrais cavaleiros de Saeglo, embalsamados e que se encontravam no cemitério dos Deuses. Contudo, naquela derradeira vez, numa procura da explicação para o Universo, Giovanni desembrulha o corpo dos lençóis e sentindo o ar nos pulmões corre, como nunca correu, nem quando seis babilónios entrecruzaram o seu pai e o deglutiram, nem quando acreditou que tudo não passava de um sonho e admirou o seu avô, porque o seu bisavô já tinha morrido e esse era fraco.A espada afiada era apontada directamente para os visitantes, o enorme Giovanni de barbas agitadas segura-a com uma mão e prende Saeglo nos seus braços, desabam os dois no chão, de joelhos. Saeglo percorre o seu olhar pela aldeia, os telhados ardem perenemente, revira o pescoço e nos visitantes vê os Indigo que ouvira em histórias, de barba vastíssima, de cabelo castanho, musculados, armados até aos dentes, humanos rejeitados por Vénus. As portas de Saeglo descosiam-se e de lá evaporavam os grandes guerreiros do antigo arco da memória.E foi assim que aquela aldeia entrecruzou mais um conto de batalhas para cada aldeão contar aos pequenotes num recife esculpido para esse trato. Ainda assim a narração mais imponente daquela aldeia era a do mensageiro. As folhas caíam, chovia. No monte arriba, via-se a povoação secundariamente. No intenso acerco da paz, para lá dos camponeses que cavavam, além dos gritos das batalhas, fora dos espinhos dos antepassados, mais além do Outono, nos confins do Universo, em pleno Nada, tal proferia Saeglo aos ouvidos do velhote, no meio do embutir das espadas e dos gritos, tal dizia repetidamente, a chorar com a pele arrepiada e por tal ali sabia que nunca seria um guerreiro da Região, enquanto via muitos conhecidos a morrer e o sangue se derramava pelo solo como se fosse um fertilizante, um adubo para a Terra, abraçava Giovanni no trejeito de um filho que nunca teve, e cumpria a promessa, ‘lá se encontra a explicação…’&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-5744454132458707681?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/5744454132458707681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=5744454132458707681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5744454132458707681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5744454132458707681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/02/saeglo-continuao-de-giovannialfredo.html' title='Saeglo - Continuação de Giovanni/Alfredo'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R6jP7SR_mdI/AAAAAAAAAPE/IweQx856z6Y/s72-c/om.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-5689853123622802971</id><published>2008-02-04T23:40:00.000Z</published><updated>2008-12-11T22:34:32.167Z</updated><title type='text'>Alfredo - O Casamenteiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R6eiyyR_mcI/AAAAAAAAAO8/HQ4zEnnll40/s1600-h/202887327_8779112cb5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163274491177966018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R6eiyyR_mcI/AAAAAAAAAO8/HQ4zEnnll40/s400/202887327_8779112cb5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Doía-lhe o coração. Tremendamente lamentava. Tragava intimamente. Chamava-se Alfredo e apaixonara-se no mês passado. Paralelamente, convertera-se num alcoólico de whisky e vermutes. Embora adorasse uma ginjinha ou o sabor de groselha.Agia cretinamente com o aspecto de pianista austríaco calejado pela batida melódica nas suas saídas diurnas. Os residentes locais olhavam-no das varandas e escondiam as suas filhas que costumavam pousar à janela com giestas de lado. E as flores. Resplandeciam febrilmente. Coloridamente. Alfredo pensava a cada momento quando se punha numa casa Real nos bailaricos. A dançar pimpão. De olhos nas carretas que por lá soçobravam banhadas de aguardente. E que boas eram, dizia ele a secar a boca com o seu lenço como se tivesse silenciado um murro que lhe deixasse os lábios dormentes.Todavia era de semana, não pensava assim a cada momento. Não fora convidado sequer para algum tipo de evento. Lembrara-se em dissecar um dos seus braços para verificar se tinha realmente sangue azul, contudo radialmente conturbado desistira. Era o desespero e só pensava na sua musa. Nas saias. No agitar das saias. Na cabeleira ruiva. Na pele clara. No ar de princesa embora o pai só fosse conde. Era as carroças e os sonhos, a lama que pisava e a pequena mansão que habitava de soalho tabuado, de paredes espadeladas pelo churrasco mensal. As cadeiras de madeira mandadas construir ao artesão qualificado. Pobre Alfredo. E amanhã ia dar o nó acompanhado de um belo copo de Champanhe importada de França.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-5689853123622802971?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/5689853123622802971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=5689853123622802971&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5689853123622802971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5689853123622802971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/02/alfredo-o-casamenteiro.html' title='Alfredo - O Casamenteiro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R6eiyyR_mcI/AAAAAAAAAO8/HQ4zEnnll40/s72-c/202887327_8779112cb5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-9088393735287107652</id><published>2008-02-03T14:37:00.000Z</published><updated>2008-12-11T22:34:32.370Z</updated><title type='text'>Geo Vã Y</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R6XSJyR_mbI/AAAAAAAAAO0/L7GXcI-e3rg/s1600-h/ParkeHarrison-LucidDreamE.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162763613408041394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R6XSJyR_mbI/AAAAAAAAAO0/L7GXcI-e3rg/s400/ParkeHarrison-LucidDreamE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cede este momento que há em mim. Desenrasca-me o tempo esquivo da região mórbida. Os pinheiros já eram análogos a uma ribanceira situada numa enxurrada de ervas secas e insectos infestantes. As plantações eram distantes. Giovanni sucumbia um cesto de vide a galhofar cara-a-cara com as uvas farrampil. Doces como o mel. O seu avô enviara-o lá, não obstante era um gaiato e tal nome remonta à exploração, aquando o seu bisavô era mineiro e como mineiro consumiu o filho nas minas de Portugal, no Brasil. Eram tempos grisalhos. Giovanni, seu nome tinha a ver com fugitivos, alguém fugira à responsabilidade e caíra um nome tão impossível em cima do pobre gaio comum, sem asas. Aquelas uvas farrampil soava-lhe a farrapos verdes e esféricos, tão minúsculos que era capaz de os esmagar como se não se tratassem de algo cozido ou para cozer. Contudo, a malta sabe que as uvas vão para moer, passo antecedente à fermentação. ‘ali, onde nasce o alcóol’ — dizia Giovanni a denunciar o local onde a fermentação se dá. E de uma forma muito similar descreve a sua vende em dias em que a venda se dá mal, ‘venham, venham ver esta categoria, vinho puro de uva, da melhor colheita’, isto era refutável se não houvesse uma só.Giovanni era introspectivo e história nenhuma repleta de chantilly e waffles por baixo tinha para contar, aonde os seus dentes pudessem chapinhar na graça do chantilly que era pouco fluido, ou muito, provavelmente para quem estivesse sôfrego a escorregar numa qualquer poça de água fosse pouco fluído, para quem tivesse acabado de corroer um joelho por ter caído por distracção, sem mais nada, fosse muito fluído. Vestia uma casaca que deixavam os seus braços à mercê de uma camisa apodrecida de peixinhos, já comia o tempo em que não reformava aquelas vestes. ‘Ai, vestes vestes!’, era o que a mãe lhe dizia todos os dias não ligando à figura das incorrecções. Sede deste monumento que há em mim.O seu bisavô e avô tinham um nome um pouco estranho, Barata e Boas, eram alcunhas, claro e evidente, clarividente era o avô porque o bisa já tinha morrido, esbodegado pela patada de uma lavradora, tal não era a vaca. Espicaçava o dinheiro mas não pensara que os animais também comiam ou precisavam de mais alimento que ele quando tinham de puxar a charrua. Restava-lhe o pai, mas esse, só sabia isso, que havia um qualquer confeiteiro, de botas que davam condimento para um bom chá de chulé e que tinha um pescoço que era graciosamente apetitoso para ser esganado, cozinhado, a granel. Bêbados de m…., isso já digo eu.Não tardava a ter dezoito. A chacinar tudo o que a sua secura de criança lhe contraíra na garganta, tal e qual a do pai. Era assim que terminava a sua história, com uma faca no gargalo dum tipo que acreditava ser justo matar por vingança, sem qualquer documento, somente porque viu nele a cara que costumava ver todos os dias ao espelho, e nos seus gestos procurou as suas semelhanças. Passados alguns anos teve um filho. Alguém teve por ele. O cesto de uvas já embotava em solo mineralizado e fértil, o avô já estava acampado em solo sagrado e Giovanni era ‘solo’ sisudo. Sede me deste este monumento que há em mim, ruço como uma pedra do deserto, sede de criança nunca esquecida, sede de sangue, na sede do sangue, no meu cérebro…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-9088393735287107652?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/9088393735287107652/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=9088393735287107652&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/9088393735287107652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/9088393735287107652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/02/geo-v-y.html' title='Geo Vã Y'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R6XSJyR_mbI/AAAAAAAAAO0/L7GXcI-e3rg/s72-c/ParkeHarrison-LucidDreamE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-4393602692899293996</id><published>2008-01-13T14:16:00.000Z</published><updated>2008-12-11T22:34:32.548Z</updated><title type='text'>O Meu Mestre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R4oe1_ykrHI/AAAAAAAAAOs/F829qoHOthM/s1600-h/Samantabhadra4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154966636484406386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R4oe1_ykrHI/AAAAAAAAAOs/F829qoHOthM/s400/Samantabhadra4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era a situação dos 15 anos, o tempo embuçado nas nuvens cinzentas e num átrio de calçada que cerrava o plano central do meu colégio, os miúdos reunidos, as corridas nos corredores, as salas, a cor dos azulejos vermelhos que diziam o nome da instituição, ou o símbolo.&lt;br /&gt;Era eu a dizer palavrões, caixotes deles, esguichadas de palavrões, um bailado de obscenidades do límpido apogeu da adolescência minorca. No entanto, um senhor de casaco preto, típico casaco da Lacoste sobrevém do vazio misterioso, adornado de névoa pluvial, reparei que não me queria punir como primeiramente pensara. O meu coração esmurrava o meu peito como se confecciona a batata assada. Cada palavra que me dizia abria um novo mundo que lacrava o anterior dos meus olhos, um mundo anterior que me fazia lembrar a pré-história em que dinossauros se devoravam cabalmente, ou a época medieval em que não havia leis, cada um por si, cada um por si… sobrevive a fortaleza, não ficam as catapultas nem os soldados.&lt;br /&gt;Mais tarde aquele senhor, que conhecera, tornou-se o meu pagode, a minha sinagoga, a minha mesquita. Via nele a inteligência suprema. O que me moderava, o que me encrostava ao real e me impedia que me tornasse numa criatura moribunda sem inteligência, fé ou crédito.&lt;br /&gt;Ele era o exemplo de consciência, de conhecimento, de manter a lucidez após um dilúvio de álcool, conhecia matemática como eu sabia respirar, era um supremo mestre e eu não me esqueceria disso. Só era hábil a ponto de perceber que seria a minha inspiração no dia-a-dia, o que me sucumbia, o requinte dos seus ensinamentos eram previdentes e categóricos, não comportava lascas no julgar, no agir, no pensar.&lt;br /&gt;Era o meu mestre, a minha mestria, que me presenteou outra dimensão, nada porque tinha um casaco preto alegórico ou avultava intelecto, ou por ser o meu ídolo, ou parecer uma estátua sem cume na qual eu poderia procurar as bibliotecas da experiência deste Universo, era pela sua personalidade, pela simples oferenda da vaga, da metamorfose, da ocasião, era por me fazer sorrir e trazer alegria e por ser a melhor pessoa do mundo, estimar a ajuda aos outros e também saber ser sério quando era preciso e algo punha em causa a competência ou a virtude deste mundo, mas era sério sempre a brincar e dava oportunidade.&lt;br /&gt;Por essa razão foi o meu mestre. Aprendi com ele o que pude e o que não pude. Era um mestre involuntário. Meramente aproveitava a sua companhia e o seu conhecimento. A sua ciência. Ele engraçava com Matemática e era o que bastava, uma parte do seu gosto passou para mim. Iria aprender. Seria o meu mestre sem saber disso. E achava-o a melhor pessoa do mundo. Dizia-me que o que mais importava na vida era acordar e adormecer a sorrir, por vontade própria.&lt;br /&gt;O mundo seria diverso se ouvissem essas palavras.&lt;br /&gt;E não era o casaco preto nem o fanatismo pela natureza, ou a crença irrevogável, ou a ocasião, era desvendar um mundo firme e nele assumir tudo sem que pregar e ser fossem dois verbos desordenados.&lt;br /&gt;Eram os meus 15, 16 e 17 anos. Graças a Deus que os tive.&lt;br /&gt;Ah, por escárnio da existência ou mera simultaneidade também eu tinha um casaco preto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Ao meu mestre...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-4393602692899293996?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/4393602692899293996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=4393602692899293996&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4393602692899293996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4393602692899293996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/01/o-meu-mestre.html' title='O Meu Mestre'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R4oe1_ykrHI/AAAAAAAAAOs/F829qoHOthM/s72-c/Samantabhadra4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-5462393717854266848</id><published>2008-01-10T14:45:00.001Z</published><updated>2009-05-28T22:55:22.441+01:00</updated><title type='text'>Mentol de Janeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R4YxRvykq-I/AAAAAAAAANk/QBu7OMcxwyM/s1600-h/WhDeathLight.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153861004528233442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R4YxRvykq-I/AAAAAAAAANk/QBu7OMcxwyM/s400/WhDeathLight.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Escudo carnavalesco de princípios de Janeiro, ditoso, desdenhoso, manhoso, ranhoso, orgulhoso, fanhoso, trabalhoso, presunçoso, ansioso, pretensioso e que ouso prender à lupa que o alonga e estende como as ondas azuis do oceano.&lt;br /&gt;Ora essa… não me tentasse deixar o Janeiro na ponta de uma pirâmide ou no abismo de uma cascata enfadonha de água verde corrente e rochedos nas margens, aparos para a rebentar com o crânio, valentes quebra-nozes que soam a quebra-castanhas.&lt;br /&gt;Sofresse de pouco ânimo por amor, ou não sustivesse as mãos apertadas ao beiral do esquadrinhador fim-de-semana, ou não pretendesse um pórtico de gomas adocicadas. Ou não deixasse o labiríntico português perseverar. Ou simplesmente ia para a labuta a meio do mês e a ¼ do ordenado, vestido de fatiota lasciva, preconceituosa de bolsos vazios ou de bolsos esvaziados, pois outrora havia sido mantido, confortavelmente, um lenço repleto de muco que mais dava a parecer papel tangido de musgo.&lt;br /&gt;No entanto naquela tijolada que mais parecia uma queijada de barro e betão, ou manteiga barrada na crosta terrestre, ou uma chapa que precisa de ser amolada, ou uma cidade qualquer, alguém olvidou uma crónica com proveito de tal maneira que não posso contá-la.&lt;br /&gt;— Eu conhecia um mergulhador. — O jornalista passa o micro como se rodasse em torno dos eixos cuja origem era os joelhos, num sortilégio visual místico de samurai. Prossegue a rebolar em torno de um eixo com o microfone, a contrafazer uma dança delirante ou um tipo de carrossel. — Ali mesmo há pouco foram assaltados dois ti… — Passa a voz ao outro flanco, um redemoinho de poeira encaixota-o.&lt;br /&gt;Um senhor das limpezas limpa a rua, uma rapariga gira gira na rua, um carro caro do meu caro amigo sem carroça corre na rua, um ‘entrevistador’ entrevista para uma entrevista na rua, um palhaço espalha panfletos na rua, um aviador havia na rua, agora encontra-se no azul, no céu. Nos escombros da mortalha acinzentada verifica um jornalista que gira num tornado de pó e informação. O Boeing leva o aviador agasalhado com um casaco de pele e segue para o fim do mês, uma astronómica lagarta verde voadora, uma baunilha elástica que encolhe e estende como as ondas azuis cósmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-5462393717854266848?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/5462393717854266848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=5462393717854266848&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5462393717854266848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5462393717854266848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2008/01/mentol-de-janeiro.html' title='Mentol de Janeiro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R4YxRvykq-I/AAAAAAAAANk/QBu7OMcxwyM/s72-c/WhDeathLight.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-1914031890359336102</id><published>2007-12-28T14:04:00.001Z</published><updated>2008-12-11T22:34:33.105Z</updated><title type='text'>Era '1 vez' - Dedicação de fim de ano à liberdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R3UFffykq1I/AAAAAAAAAMc/gGpNuLSGPe4/s1600-h/PA0301~Rural-Countryside-Posters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149027787635731282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R3UFffykq1I/AAAAAAAAAMc/gGpNuLSGPe4/s400/PA0301~Rural-Countryside-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era pleno Inverno, tinha a porta semi-trancada, o mundo aferrolhado junto àquela lareira, cintilante, quadrada, acima do terraço. Sentei-me. Prorroguei um último pai-nosso como se não pusesse os pés numa Basílica há uma eternidade, e lá há diamantes, lá há mármore, lá há o colossal, lá há o frio arrepiante do mistério, lá há recantos de escuridão e de lá ouvi eu muitas vezes dizer que advém a luz, sobre as enormes diagonais de vidro presas ao tecto, com o mesmíssimo esgar do tecto da minha casota, que sucumba com cada tiro dum floco de neve gelado. E o frio é a pior munição.&lt;br /&gt;Mandei convencionar uma última ida para lá do cume das montanhas, sobre a verdura dos prados, sobre as árvores desfolhadas, os caminhos que vão dar a Roma, a cavalo. Já não escrevia há duas décadas e não pressinto que este cúmulo seja uma epístola, porque escrevo sobre o meu sangue como o Santo Senhor o fez, escrevo sobre o chapo da minha derme que sobressalta a um amontoado de lama avermelhada, grito e gemo, nada destes pensamentos ficam, tudo irá comigo e não ficará sequer uma cópia sobre a minha sepultura.&lt;br /&gt;Pressinto-me no meio da imensidão, como me pressentia há 10 minutos que não iria retornar. Cada frase demora uma vida a escrever. Expirei o contracto. O meu pagador irá aparecer, irá punir-me, Ira há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 anos antes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Por várias mortes, juras que sucumbirás na solidão e irás padecer de todos os males que desenvolveste e todas as mentiras que pregaste até que ao teu jazigo te atirem e lá sejas esquecido como sempre deverias ter sido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 anos depois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito de repetições é o mundo, sinto-me uma repetição. Comporto uma repetição, que se repete na minha mente e repete tudo o que já pensei, já concluí, já descobri…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 anos antes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sua Besta do Mal desaparece, some-te e sê castigado pelo que Reina o Céu e a Terra! Deixa esse mortal livre do teu tormento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 anos depois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém se insere no interior da minha casa, à espera do sofrimento desmedido o meu olhar percorre uma vez mais o infinito campo, verde da natureza, das ervas, das flores, dos insectos pretos e até mesmo esverdeados, do céu azul e tão puro, que não tem nenhum dos objectos que eu esperei que viesse a ter, daqui a 500 anos, das nuvens que o ornamentam de dia, e repleto das estrelas que sei que não foram dormir, desanexas das influências do nosso dia. Olho a árvore que reverbera luz e som e admito-o numa voz que impugne e a sua unicidade, no sentido de emancipar o punhal do ser mascarado, monárquico, que abeira ao meu leito de sangue, que em cinco segundos tresandaria a óbito. Vejo uma última vez a luz que advém da janela, uma frincha infinita de peças vítreas, que constituem este Universo Vítreo, uma vitrina que se dispõe a expor aos nossos olhos a restante vitrina. Dali vem a luz, daquela janela, e não de uma qualquer galeria de uma Catedral, ou Igreja, ou Basílica, porque só do sítio já é ‘outra luz’.&lt;br /&gt;E esta foi a minha história, ainda que não tenha tido Santa Unção em memória do pobre coitado que vivia em mim, inocente e nada culpada do ‘demónio’ que eu era.&lt;br /&gt;E foi assim uma vez.&lt;br /&gt;Digo uma, mas se fosse vivo saberia contá-las.&lt;br /&gt;A quem quisesse ouvir.&lt;br /&gt;Desde que fossem ao meu cativeiro.&lt;br /&gt;No meio do prado e da luz, no meio da liberdade.&lt;br /&gt;Da liberdade condicionada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-1914031890359336102?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/1914031890359336102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=1914031890359336102&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/1914031890359336102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/1914031890359336102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2007/12/era-1-vez-dedicao-de-fim-de-ano.html' title='Era &apos;1 vez&apos; - Dedicação de fim de ano à liberdade'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R3UFffykq1I/AAAAAAAAAMc/gGpNuLSGPe4/s72-c/PA0301~Rural-Countryside-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-7068458144346903763</id><published>2007-12-16T07:25:00.000Z</published><updated>2008-12-11T22:34:33.446Z</updated><title type='text'>Lua</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R2TUZfykq0I/AAAAAAAAAMU/D0k4WdiLTqo/s1600-h/wallwere02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144470208859384642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R2TUZfykq0I/AAAAAAAAAMU/D0k4WdiLTqo/s400/wallwere02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E ali na rua ainda se vêem os candeeiros, sozinhos, ao frio. Mesmo assim iluminam este mundo gélido nocturno. São bolas de cristal. A Lua espalhada pela superfície da Terra como se tivesse sido o intelecto humano que a despejasse do céu e a derramasse sobre o globo numa repetição espectral infinita... como um espelho dentro do espelho, tornando-se num túnel para os nossos olhos... uma vez que tudo o que se vê com maior clareza advém da sua luz. Embora o obscuro continue a conviver com tudo isto. todo este interior lunar. Tal como o negrume do céu sempre conviveu com o satélite natural terrestre. e pelo meio vejamos sempre estrelinhas a cintilar. pequenas luzes de esperança, a estrela do Norte... para nos guiarem. Ah mas sem a Lua não haveriam em tempos olhos para as bússolas ainda que já haja luz em todos os cantos, uma lâmpada não passa de um candeeiro, de um plágio da Lua, de pseudo-Luas, de . Nem sei se há Luar hoje. Vivam os candeeiros e as lâmpadas. Estou cego. Não respiro mas também não quero deixar respirar. Na escuridão da candeia meticulosa que deixa na rua o rasto de morte que me arrasta todas as noites para o meio da calçada assedentada das minhas garras psicóticas e assassinas. Nelas vejo pedaços de pessoas, gritando e ruindo sobre mim, como se as tivesse cortado, as tornasse em fanicos e salpicos de sangue. Definitivamente de grosso modo não é fácil entender-me, porque não escrevo ao sabor do álcool nem da insónia prisioneira. Escolhi. Odeio-te ruína de Aristóteles. Não vou encarnar, quanto muito caio no Inferno, bem no meio da forquilha do diabo, com os dentes espetados em mim, ininterruptamente, como se já tivesse furos na barriga para que conseguisse passar o meu tempo, o meu fim-do-tempo, estatelado numa aguçada espátula. Veridicamente, sem rodeios, estou selado, os meus olhos prostrados na fraqueza de uma vítima, sobre a marginal sombra que ora amplia ora cede detalhes do corpo numa escala corporal. Persigo-a, é uma alma, não olha para mim e é intocável. Puxo da minha faca de brilhar ao luar como a história do Escaravelho parte I e parte II, aquela em que um tipo cai de um alto andar e acorda para um programa que mudaria a sua vida. Alto andar e alto-comissário era o que eu observava, incapaz de o vindimar. Podar como se de uvas se tratasse e de seguida evitasse que se fizesse vinho. Que erro… neste caso seria do vinho se fazer uvas. Mas sim, o seu sangue se espalhava pelo chão. Levara um tiro certeiro, silencioso, quer dizer, isto comparado com o escorregar da faca enquanto o seu corpo era talhado. Quem o matara? Enquanto ouvia mentalmente esta pergunta, ouvia elaboradamente um sorriso maquiavélico e psicadélico que desmanchava os meus dentes num estalido pausado, eram as minhas cordas-vocais cómicas. Eu liquidara-o analogamente a um processo de dissecação ou ao método dos egípcios para vazar o cérebro das futuras múmias. Não tenho cura e agradeço a Deus, doutro modo não poderia continuar a talhar cadáveres e a converter os vivos nos mortos. Sou Deus, sou Hades, sou Belzebu, sou Tao, sou Brahman, sou Adão. Oh resta lá bem no canto do céu aquele espectador que só perde o programa uma semana de 28 em 28 dias. Bem o conheço desde pirralho, era eu a partir crânios com brandas pedras. Toda a minha vida o associara a um olho, a um olho branco, de cegueira, mas não… ele gostava do programa, depressa chamou mais compatriotas para assistirem em pleno terreno ao meu Show, depressa apareceram infinitos candeeiros… Alguns deles obtusos pelos ramos de árvores escuras, escuras como a noite de Lua Nova. Mas com 80 anos não reparo nisso. E acho a minha voz rouca e áspera de ouvir, que arranha a pele mais resistente à chacina. À minha chacina. Bem, voltando ao meu local, aonde via um ser a contorcer das linhas da sua vida se amarrarem demasiado e o asfixiarem, gerando um espectáculo de sangue que com o limiar da madrugada e o nascer-do-sol nada era mais que uma morte luminosa e lenta, de memorar as roupas filadas no molho de sangue que aderia como vómitos, vómitos para o senhor, por causa da sensação extremamente dolorosa. Tudo “side-effects” da camada invisível de receber o meu papel de campanha. Depois de o ver realmente a espernear e a findar a sua resistência, ajeito a gravata. Se fosse político estaria agora a divulgar a minha história. Mas não, não, não, vejo simplesmente a Lua, e sei algo que nenhum cientista sabe… as crateras negras da Lua, que conhecemos desde que cá caímos nada mais são do que o reflexo, o reflexo já em deja vuz de tanto assistir ao meu programa, deste meu lado negro, que teve um catastrófico impacto na topografia Lunar. Mas as cataratas, se a tempo, têm cura…&lt;br /&gt;E os pandas não têm de ser extintos.&lt;br /&gt;"Deixa-me contar esta história sadia mais uma vez."&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144470118665071410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R2TUUPykqzI/AAAAAAAAAMM/J6Q-ODt8qwQ/s400/Moon_Light_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;E ali na rua ainda se vêem os candeeiros, sozinhos, ao frio. Mesmo assim iluminam este mundo gélido nocturno.&lt;br /&gt;São bolas de cristal.&lt;br /&gt;A Lua espalhada pela superfície da Terra como se tivesse sido o intelecto humano que a despejasse do céu e a derramasse sobre o globo numa repetição espectral infinita... como um espelho dentro do espelho, tornando-se num túnel para os nossos olhos... uma vez que tudo o que se vê com maior clareza advém da sua luz.&lt;br /&gt;Embora o obscuro continue a conviver com tudo isto. todo este interior lunar. Tal como o negrume do céu sempre conviveu com o satélite natural terrestre.&lt;br /&gt;e pelo meio vejamos sempre estrelinhas a cintilar. pequenas luzes de esperança, a estrela do Norte... para nos guiarem. Ah mas sem a Lua não haveriam em tempos olhos para as bússolas ainda que já haja luz em todos os cantos, uma lâmpada não passa de um candeeiro, de um plágio da Lua, de pseudo-Luas, de .&lt;br /&gt;Nem sei se há Luar hoje.&lt;br /&gt;Vivam os candeeiros e as lâmpadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cego. Não respiro mas também não quero deixar respirar. Na escuridão da candeia meticulosa que deixa na rua o rasto de morte que me arrasta todas as noites para o meio da calçada assedentada das minhas garras psicóticas e assassinas. Nelas vejo pedaços de pessoas, gritando e ruindo sobre mim, como se as tivesse cortado, as tornasse em fanicos e salpicos de sangue. Definitivamente de grosso modo não é fácil entender-me, porque não escrevo ao sabor do álcool nem da insónia prisioneira. Escolhi. Odeio-te ruína de Aristóteles. Não vou encarnar, quanto muito caio no Inferno, bem no meio da forquilha do diabo, com os dentes espetados em mim, ininterruptamente, como se já tivesse furos na barriga para que conseguisse passar o meu tempo, o meu fim-do-tempo, estatelado numa aguçada espátula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veridicamente, sem rodeios, estou selado, os meus olhos prostrados na fraqueza de uma vítima, sobre a marginal sombra que ora amplia ora cede detalhes do corpo numa escala corporal. Persigo-a, é uma alma, não olha para mim e é intocável. Puxo da minha faca de brilhar ao luar como a história do Escaravelho parte I e parte II, aquela em que um tipo cai de um alto andar e acorda para um programa que mudaria a sua vida. Alto andar e alto-comissário era o que eu observava, incapaz de o vindimar. Podar como se de uvas se tratasse e de seguida evitasse que se fizesse vinho. Que erro… neste caso seria do vinho se fazer uvas.&lt;br /&gt;Mas sim, o seu sangue se espalhava pelo chão. Levara um tiro certeiro, silencioso, quer dizer, isto comparado com o escorregar da faca enquanto o seu corpo era talhado.&lt;br /&gt;Quem o matara? Enquanto ouvia mentalmente esta pergunta, ouvia elaboradamente um sorriso maquiavélico e psicadélico que desmanchava os meus dentes num estalido pausado, eram as minhas cordas-vocais cómicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu liquidara-o analogamente a um processo de dissecação ou ao método dos egípcios para vazar o cérebro das futuras múmias. Não tenho cura e agradeço a Deus, doutro modo não poderia continuar a talhar cadáveres e a converter os vivos nos mortos. Sou Deus, sou Hades, sou Belzebu, sou Tao, sou Brahman, sou Adão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh resta lá bem no canto do céu aquele espectador que só perde o programa uma semana de 28 em 28 dias. Bem o conheço desde pirralho, era eu a partir crânios com brandas pedras. Toda a minha vida o associara a um olho, a um olho branco, de cegueira, mas não… ele gostava do programa, depressa chamou mais compatriotas para assistirem em pleno terreno ao meu Show, depressa apareceram infinitos candeeiros…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns deles obtusos pelos ramos de árvores escuras, escuras como a noite de Lua Nova. Mas com 80 anos não reparo nisso. E acho a minha voz rouca e áspera de ouvir, que arranha a pele mais resistente à chacina. À minha chacina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, voltando ao meu local, aonde via um ser a contorcer das linhas da sua vida se amarrarem demasiado e o asfixiarem, gerando um espectáculo de sangue que com o limiar da madrugada e o nascer-do-sol nada era mais que uma morte luminosa e lenta, de memorar as roupas filadas no molho de sangue que aderia como vómitos, vómitos para o senhor, por causa da sensação extremamente dolorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo “side-effects” da camada invisível de receber o meu papel de campanha. Depois de o ver realmente a espernear e a findar a sua resistência, ajeito a gravata. Se fosse político estaria agora a divulgar a minha história. Mas não, não, não, vejo simplesmente a Lua, e sei algo que nenhum cientista sabe… as crateras negras da Lua, que conhecemos desde que cá caímos nada mais são do que o reflexo, o reflexo já em deja vuz de tanto assistir ao meu programa, deste meu lado negro, que teve um catastrófico impacto na topografia Lunar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as cataratas, se a tempo, têm cura…&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;E os pandas não têm de ser extintos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Deixa-me contar esta história sadia mais uma vez."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-7068458144346903763?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/7068458144346903763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=7068458144346903763&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7068458144346903763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7068458144346903763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2007/12/lua.html' title='Lua'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R2TUZfykq0I/AAAAAAAAAMU/D0k4WdiLTqo/s72-c/wallwere02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-5879116141989282636</id><published>2007-12-03T22:40:00.000Z</published><updated>2008-12-11T22:34:33.617Z</updated><title type='text'>Efeito Borboleta: Linha Verde</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R1SH0xALz3I/AAAAAAAAAME/OfBamn2I6yM/s1600-R/20031208-flame-fractal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139882415313637234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R1SH0xALz3I/AAAAAAAAAME/IPc_3szeAIc/s400/20031208-flame-fractal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R1SHUBALz2I/AAAAAAAAAL8/qasTSA3mMxI/s1600-R/20031208-flame-fractal.jpg"&gt;&lt;/a&gt;A plateia frutificada radicava uma simples trepadeira que estigmatizava o estrado. Contudo soçobrava o baixo convictamente. O baixo cujas séries de afluxos electrizavam o auditório. Não faz sentido. Não tinha. O casaco de pele harmonioso melindrava os cabelos dos ouvintes atentos. Irremediavelmente sozinho rouquejava perante a multidão empilhada, prescrita nos assentos atinadamente.&lt;br /&gt;Fora do coliseu perseveram os centros comerciais lubricamente, pulmões luzidios, luminárias de estúdio projectadas para uma cidade imensa. Não faz sentido, não encaixa. Tragamo-los num bolso. Que apodreçam, que os vidros escurecidos se partam e deixem transparecer o repolho que é aquele lugar. Ou era. Cultivei isso há tanto tempo, agradável se cozido, melhor ainda se no meu estômago, de preferência sem insecticidas. A música acabou e o meu dinheiro da mesma maneira, foi-se com ela, depois de alguém ter cantado o preço do bilhete…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deambulo agora só em Lisboa, por uma calçada qualquer, vestido de uma maneira qualquer, desviando-me de pessoas… características. Rossio, Baixa do Chiado, de cabisbaixo, o mundo concentrava-se na descida, que avultava à mesma medida que os meus olhos se enquadravam numa acumulação de obscenidades que me saíam entre os dentes, precisando de ser lavados isso sim. Porém naquele lugar nada mais podia alcançar que os edifícios desmedidos e a minha personalidade miniatura, o peso da minha mochila e uns tantos monumentos que por causa da minha audácia não me esforcei para os decorar. Magnífico, são 23 horas e todo o tempo que na minha escrita parecia passado agora é presente, agora, só agora, e repito este agora na tentativa de enganar o tempo, ou a fortaleza que podia ser a minha escrita. Amedronto-me, talvez seja extorquido, talvez esteja ali numa de consumir inospitamente oxigénio, de fugir à paranóia da perseguição, à procura da Terra-do-Nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almas de mendigo que transmutou ao longo do ano para farrapo, brevemente é Natal e não tenho presentes para dar, sinto o frio infinito da rua, o bafo do Tejo, a poeira nocturna gélida, invisível e utópica, isso sim, disse-o irrevogavelmente, pedia, pois era preferível ao cúmulo de tecidos nauseabundos que se infiltrou ali e por ali vagueia, é o que dizem, eu defendo o contrário, no entanto encontro-me sem dinheiro e a contemplar uma pseudo-civilização num qualquer espelho de uma qualquer curva, juntamente a indivíduos, específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portal do Metro em breve, “nem penses no Hard-Rock Café”, usa o passe, ou então o dinheiro catatónico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-5879116141989282636?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/5879116141989282636/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=5879116141989282636&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5879116141989282636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/5879116141989282636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2007/12/efeito-borboleta-linha-verde.html' title='Efeito Borboleta: Linha Verde'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/R1SH0xALz3I/AAAAAAAAAME/IPc_3szeAIc/s72-c/20031208-flame-fractal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-7823477714336400166</id><published>2007-10-20T21:06:00.000+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:33.769Z</updated><title type='text'>Transposição de Newton</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/RxpgWp15H1I/AAAAAAAAALc/em8azbN63a8/s1600-h/SillyStringTheory.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123513468392644434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/RxpgWp15H1I/AAAAAAAAALc/em8azbN63a8/s400/SillyStringTheory.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Isaac - Ao 23 - Ao phi - Ao e - Ao Pi &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ataviado pela sua casaca carmina, isolado, desviava-se do seu colega de quarto. A frioleira do seu bloco engrossava, distinguia a agilidade com que relacionava os retoques finais…&lt;br /&gt;“Sinto-me absolutamente sozinho, estou”.&lt;br /&gt;Cavalgava de mãos a mãos, 1707, era ali, o rancor e o obséquio religioso haviam mudado, afinal a heresia era a única via. O colega de quarto era um traidor, era um enviado do inimigo para o espicaçar e tolher. Lembrava-se dos pontapés que lhe dera antes de saltar para o cimo da mesa, um tabuleiro que albergava a alquimia que honrava. Ninguém fora tão rigoroso e pretensioso como fora, ninguém estendera o espírito ou se doara como uma prostituta à carência económica ao dinamismo da valquíria, o ancião do séc. II A.C., pagão consagrado, de nariz sobressaído, lunático exímio.&lt;br /&gt;“Que sina, desfiz a cama para estender os lençóis e nem reparei no cobertor. Sozinho, só, solitário. Se, mas, pois, com visto, sem solução, que tristeza, nem namorada”. → Desfeito em pó como uma aspirina, ah, mas isso sabia que existia, chorava ao retoque do violino enfadonho das vozes dos automóveis que brindavam a estrada, 2007, e não era o mesmo de há duzentos anos. Nem um ciclo da reencarnação, nem a fortuna. Era um macabro pé de cabra numa rodela do livro de S. Cipriano, se é que era dele.&lt;br /&gt;Viajava num cavalgar entorpecido, no qual o vento se convertia em ondas magnéticas e tudo não era mais que uma viagem no tempo. Era Isaac, ele sabia que ia resultar e mesmo que abandonado pela Terra, iria apelar ao Veado. Cambridge não estava longe, mas cada vez se afastava intensamente. Penetrando a escala dos campos. A sua infância sumida nos moinhos de ventos e eles agora tão esquecidos e o vento era ondas, e as árvores um portal. Os olhos lustravam e varriam o painel que era a corda amarrada ao cavalo. Vencia assim a gravidade. ← I will return. → Proferia. 23.&lt;br /&gt;“Nem tenho alguém, e sigo um trilho estranho, cómico e manipulado, cósmico e alado, ao menos uma namorada, Deus. Ah, odeio-te, adoro-te, eu não acredito sequer em ti, em Ti”.&lt;br /&gt;O fim será em 1727, 2+7=9,7*7=49,17+2=19,27+2=29,77+2=79,72+17=89,727+2=729,1727+2=1729, ano sem significado numérico, sem conveniência analítica. Morrerá e nascerá, será assim, a pedra filosofal é apenas um género de portal para a reencarnação, ponto final.&lt;br /&gt;“Sinto que algo me impele, um desejo de concretizar algo de uma vontade remota, não do meu tempo. Porque vivo a vontade de outro? Porque estou aqui? Porque sinto que aqui estou? Estou num jogo?” → Era a continuidade. Chapa fendida e não compunha com pena. Não sintetizava alguma melodia, era um ermo, um verme com valor científico, apeçonhentando a sanidade da ciência estática, o caixilho de um quadro que podia ser pintado a todas as horas sem conseguir percorrer o pincel de modo a ilustrar todos os pontos, deixando sempre infinitos ao descoberto… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-7823477714336400166?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/7823477714336400166/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=7823477714336400166&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7823477714336400166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7823477714336400166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2007/10/transposio-de-newton.html' title='Transposição de Newton'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/RxpgWp15H1I/AAAAAAAAALc/em8azbN63a8/s72-c/SillyStringTheory.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-4043131241976931374</id><published>2007-09-16T22:21:00.000+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:34.114Z</updated><title type='text'>A História da Minha Vida - Parte 0</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/Ru2j4czu6CI/AAAAAAAAALU/ipxFpeD3H4o/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110921342336559138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/Ru2j4czu6CI/AAAAAAAAALU/ipxFpeD3H4o/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta é uma experiência, simples, de escrever a única história da minha vida, ainda que não a história completa porque essa só eu a vivi e a consegui viver, é uma mixórdia de factos desde o meu nascimento até ao dia em que concluir um presente escorado pela mística, numa tentativa de me tornar numa lenda, ou numa personagem da B.D., quem sabe? Terei a oportunidade de a tornar maravilhosa, do campo do fantástico, contudo a personagem principal é o meu eu, tem o nome de Pedro Jorge, explicitamente posso ter alguma oportunidade de eternizar o meu nome sem perpetuar a minha personagem, já que elas poderão não corresponder.Primariamente pensei em ser outro a falar de mim, de seguida mudei de opinião, mesmo que fosse um narrador imaginário jamais seria digno de abranger a sua integridade numa história tão reles, deprimente, extravagante, num desperdício de tempo, até para os que não padecem dele (ele), assim serei eu, uma vez que sou o único capaz de merecer tal desaproveitamento.Repensei e pensei, queimei folhas, saltei, pulei, não dormi, por bem era escrevê-la, a “história da minha vida”, era uma maneira fácil de não perder memória, de evitar me deixar levar pelas areias do deserto que são todas iguais, iguais às areias do resto do mundo, porém em muito maior quantidade, ou pela vaga do oásis - depois de tanta dor alcança-se o descanso silencioso e bem-estar, plenitude que não queremos abandonar e ali servimos de bandeja. Este pedaço de texto nada mais é que a sala de espera, das vagas de inspiração que vão e… e… possivelmente não voltam, é o aperitivo, típico das festas dos fins de 70, aonde e quando todos tangiam a excentricidade, tiravam pela primeira vez o rótulo da lata, eram instáveis, riam, jantaradas, bebidas que nem um mimo, bordéis… «Senhor leitor pode entrar, dirija-se à sala 23» — e com o caviar se inicia a minha história, uma parte dela, a verter para o irreal, mas é também em parte autêntica…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-4043131241976931374?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/4043131241976931374/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=4043131241976931374&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4043131241976931374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4043131241976931374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2007/09/histria-da-minha-vida-parte-0.html' title='A História da Minha Vida - Parte 0'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/Ru2j4czu6CI/AAAAAAAAALU/ipxFpeD3H4o/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-4062278016767959401</id><published>2007-09-14T18:58:00.000+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:34.266Z</updated><title type='text'>«Ele era uma ela»</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/RurNY8zu6AI/AAAAAAAAALE/_eXtsoS62TE/s1600-h/relativity.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110122555728914434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/RurNY8zu6AI/AAAAAAAAALE/_eXtsoS62TE/s400/relativity.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na calmaria noctâmbula, tu morreste por minha culpa, por meu mérito. O meu único amigo morreu, por causa do desamparo a que o curvei.&lt;br /&gt;E eu nesta instância vivo. Sem cartão de crédito. Mas com uma vida que já a deviam ter tirado. Por dívidas ao fisco ou à banca. Pela penúria de afoiteza, pela minha baixeza.&lt;br /&gt;«Ele era uma ela», um só amigo.&lt;br /&gt;E reivindiquei o sonho que me deu, embolsei-o e entreguei-lhe o papel das dívidas.&lt;br /&gt;Perdi o meu amigo! Perdi sem delicadeza! Perdi com rudeza! Perdi-o, como num labirinto eterno, cuja solução topográfica se encontra na cabeça de Deus e se precisamos dela temos de ir ter com ele. Pelo que sei, quem foi nunca mais voltou.&lt;br /&gt;«E ele era uma ela», um só inimigo.&lt;br /&gt;Nem na inscrição da campa pude circunscrever uma mensagem, pensei que nada fosse real, pensei que fosse um pesadelo, e que os misteriosos floridos arranjos fossem projecções de devaneios resultantes de uma mistura dos arranjos e combinações falados em matemática, pensei que estivesse a dormir no meio de uma aula de matemática ultra pedagógica que orientasse a minha vida para valorizar o meu melhor amigo incorrendo hora e meia numa ilusão cruel e que quando acordasse estivesse eu a mirar do outro lado da aula o meu melhor amigo, que afinal era ela.&lt;br /&gt;Porém a objecção persistia, chovia e era Novembro vernáculo, a chuva que incidia na camisola de lã escura pressionava o guarda-chuva a fechar e naquele momento de incrustar a pele à chuva torrencial nem um crustáceo me faria sentir aquela dor, nem o ardor incandescente de verão. Lapidava as minhas mãos com uma tatuagem da minha dor, naquele cemitério de campas que tergiversavam o padre de fatiota branca e de lenço roxo, na sua cara roxa de vinho. Mas as campas não reparavam em nada disso, choravam a mesma água que ruía dos Céus numa mensagem de dor sucumbida pelos Deuses e pelos humanóides.&lt;br /&gt;Substituí-o por um passeio quando lhe reservara um compromisso. E firme pereceu num passo ténue e despretensioso. Eu deveria estar a comer pipocas e com olhos luzidios de inquietação «algodão docíssimo», de olhos no ecrã e ao lado de malmequeres murchos.&lt;br /&gt;O meu melhor amigo morreu por minha culpa. Desde aí dele só vi ela, a morte, afinal «ele era uma ela».&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-4062278016767959401?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/4062278016767959401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=4062278016767959401&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4062278016767959401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/4062278016767959401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2007/09/ele-era-uma-ela.html' title='«Ele era uma ela»'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/RurNY8zu6AI/AAAAAAAAALE/_eXtsoS62TE/s72-c/relativity.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-7105828633704936193</id><published>2007-09-14T18:49:00.000+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:34.393Z</updated><title type='text'>O Tsunami de 2007</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/RurKq8zu5_I/AAAAAAAAAK8/-r3tBE8FHUI/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110119566431676402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/RurKq8zu5_I/AAAAAAAAAK8/-r3tBE8FHUI/s400/clip_image002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;''Num continente perto de si''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ondeia o tsunami! De prensas titânicas, um monstro marinho.&lt;br /&gt;O fim abeira.O mostrengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus terra, quiçá — Adeus Terra!&lt;br /&gt;É um comboio: Pouca Terra, pouca-terra, poucaterra. — E o rochedo junta-se, até que o som se baralhe com os motores da catástrofe.&lt;br /&gt;Enquanto isso não me exteriorizo. Conturbado visiono-a, de olhos cerrados. Absurdo. O periclito das Canárias.&lt;br /&gt;O que me justificaria agora? Iria pedir-lhe os dedos que estalejavam com o pressionar perspicaz do telemóvel?&lt;br /&gt;— Nada de amor agora —, dizia Y a mim, — empreende aquela onda de 100m. Há cinquenta anos nenhum leigo eduziria o fim que dela provém, apocalíptico. — Uma remessa de água o degolou, estiraçando cada fragmento ósseo do indivíduo. Perante tal cambaleei sadio sobre a enxurrada de entulho e água e solo, esmaguei-me contra uma parede. Ribombaram os meus restos simultaneamente a milhares de edifícios alagados. Se estivesse vivo estaria a pensar na frase do outro tipo, o Y, e afinal o Y tinha razão, morrera a pensar e com razão. No meio de tantas ondas e o seu pensamento não saíra balançado. Daria conta também do meu pulo para o agachar e salvar da vaga, ignorantemente, sem perceber que o perigo nos abarcava aos dois. Sem ressalva, sem bote. Não repararia que estaria numa superfície comercial que enveredava destroços e mais nada. Que muitos mais efebos se encontravam lá.&lt;br /&gt;Adeus Salazar, adeus Hitler, adeus Lenine, adeus Estaline, adeus Mussolini, adeus Franco, adeus Pinochet, adeus Saddam, adeus Kim, adeus Fidel, adeus roupa, adeus amor, adeus patriotas, adeus camaradas, adeus discípulos, adeus Jesus, adeus Vaticano, adeus caxemira, adeus Sagres, adeus Euros, adeus neuros, adeus Portugal, adeus Europa, adeus África, adeus Bin Laden, adeus paranóia e histórias de embalar, adeus mandalas, adeus bolsa, adeus Suárez, adeus Chávez, adeus Bongo, adeus trident amora-silvestre, adeus Nike, adeus Adidas, adeus Microsoft, adeus Oliveira de Azeméis, adeus Jintao, adeus Júlio César, adeus ‘freedom’, adeus Brejnev, bye Bush!&lt;br /&gt;Era assim um submersível, de placas de vidro, papéis, bancas, breu, sofás, roupas, cabides, lojas, hotéis, automóveis, autocarros, estantes, traça, balcões, estaminés, betão, alamedas e cigarros, a flutuarem no seu íntimo.&lt;br /&gt;O efeito local de um Tsunami internacional.&lt;br /&gt;Resumidamente, vários jovens morrem e uma cidade fica abalada, e, no fim, meio mundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-7105828633704936193?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/7105828633704936193/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=7105828633704936193&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7105828633704936193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7105828633704936193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/2007/09/o-tsunami-de-2007.html' title='O Tsunami de 2007'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06355200754031151506</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/RurKq8zu5_I/AAAAAAAAAK8/-r3tBE8FHUI/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18040445.post-7031838829192409038</id><published>2007-08-31T17:59:00.000+01:00</published><updated>2008-12-11T22:34:34.718Z</updated><title type='text'>Desemaranhando o meu nome P.M.R.J. e a minha data-de-nascimento 29-09-89</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/RthRcNJjqQI/AAAAAAAAAK0/P2EFW8HnAEs/s1600-h/290989.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104919722632390914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zuOlPC8pOw/RthRcNJjqQI/AAAAAAAAAK0/P2EFW8HnAEs/s400/290989.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afocinha-se a caçada aos gambozinos. Durmo no carreto, procuro o recanto sombrio, espero caçá-los, partindo de uma táctica xadrezista vexatória, o famoso gambito português! As rodas chiam, ranjo os dentes, debaixo da nuca usufruo dos três livros que por preguiça não leio, contudo andam comigo a tempo inteiro. São a minha almofada sem fronha.&lt;br /&gt;Primitivamente considerara que as causas do entorpecimento incidiam na falta de oxigénio ou nas viagens longas à luz do Sol másculo e da escassa humidade, no entanto quando fui lá para a Serra, para o cúmulo de baixa pressão e menos florestação, o grau de sonolência estacionava no padrão da série de estradas que cruzava num frete de milho, de galináceos, de ovos, de hortaliça, de feijão, de pó, de bicharada e de esplendor energético.&lt;br /&gt;O frete do frete, as minhas mãos outro frete, na A-1 o carro o frete, na nacional as minhas mãos e o carro o burro de carga, lento não só por causa da genética, mas também pela albarda que lhe impunham, pé no travão a cada dois quilómetros e uns metros e telemóvel às dentuças que relampejam no chumbo. Franja gelatinosa, um cabelo espigado em forma de Z, de função de variável complexa e de Zorro.&lt;br /&gt;Ah, mas eu espalhado pelo banco como uma báscula pegajosa, a olhar o cabelo viscoso do condutor, remexendo a minha mão no blocos-notas molotov. Sonho finalmente.&lt;br /&gt;«Quantos anos tens?»&lt;br /&gt;Digo olá à minha idade. — “17.”&lt;br /&gt;Dá as boas-vindas àquele número. Apresento compaixão pela velha. Digo-o presunçosamente. Pena de mim tem ela, das minhas atitudes ribeirinhas e grosseiras. Capturo os seus olhos verdes no reflexo do vidro. Agora a Ford Transit desmarca-se de um Cadillac, fica de recuo. Ela não me perguntara a idade, ia isolada agarrada a um volante com Airbag! Todavia ao longo da minha subsistência muitas pessoas o perguntaram após circunstâncias em que eu baloiçava em plena terra e não sucumbido pela inércia do veículo, justamente pelo destaque dos meus erros, estampados nas minhas unhas, nos meus sinais, com a aparência do feminismo da publicidade de uma lingerie da Triumph, daquela ousada sinuosidade que coagia o condutor a afrouxar!&lt;br /&gt;Espera lá Pedro Jorge. Tu referiste, num invólucro de arrogância, que te perguntam a idade, te perguntam os anos e de uma maneira indirecta, que pela tua falta de precisão ao responderes, por nunca especificares os dias que se opõem ao arredondamento, te esqueces que procuram a tua data de nascimento, e por esses motivos pensas que não te interrogam a idade! A hora de seres tu a dares o passo, a questionares a tua data-de-nascimento, 29-09-1989, chegou! Pedro Jorge, a data de o fazeres está iminente. E isso mesmo, eles perguntam-te porque sabem o teu nome, e agora irás tu perguntar o teu nome! Hás-de questionar as horas a que te deram à luz! Pedro Miguel Rodrigues Jorge, porquê esse nome? Que mensagens subliminares terá? Que método aplicarás para as validares? E conjugares a data e o nome e as horas e alguns números na identificação, tornaria o processo congruente?&lt;br /&gt;A senhora já se afasta nas imediações da La Redout. A A…-…6-82 falha o verde, fica-se pelo vermelho. Outros caixotes aderindo às linhas concorrentes ressaltam, a tal se sucede um abatimento acanhado dos amortecedores, num game mod do Crazy Taxi.&lt;br /&gt;Esperas ansiosamente que o xaveco comercial arranque e que te sujeites à sua velocidade. O laranja na outra entrada piscada. Arreganhou-se o verde, pinchou o escape e a borracha dos pneus, arrancaste. Puxas da caneta e escreves, escreves 29-09-89 e Ped… olhas para o resto da página em branco, dizes: “Definitivamente esta carrinha é uma buena-dicha, qual Cadillac SRX!”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;The theory of everything, want to find it, or talk about it... htink in it...
pensar na teoria do tudo, querer procur?-la, falar dela, teoria do tudo,&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18040445-7031838829192409038?l=pedrojorge-toe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedrojorge-toe.blogspot.com/feeds/7031838829192409038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18040445&amp;postID=7031838829192409038&amp;isPopup=true' title='55 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7031838829192409038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18040445/posts/default/7031838829192409038'/><link rel='alternate' type='text/htm
